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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Fugindo das responsabilidades?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se é para ficar culpando os antecessores...


A cada nova declaração dos membros da equipe do novo governo, a população se convence que o PT acabou mesmo com o país. Inchou a máquina pública, espalhou a corrupção através dos contratos superfaturados com as empreiteiras, impediu as investigações da Justiça, via Polícia Federal, afastou todos os investidores estrangeiros, promoveu o maior índice de desemprego da história nacional... colocou a população desfavorecida para engrossar o mapa da fome. Como contestar isso? Só não vê quem não quer, ou torce pelo insucesso da pátria amada.
Por essas e por outras que foram evitadas com o afastamento do maldito partido na condução do país, o povo acordou e fez o que tinha de fazer. Quem desconhece o orgulho de ser brasileiro hoje, a autoestima das pessoas na estratosfera, os bilhões de dólares vindo aos borbotões, a liberdade de expressão na pauta do dia, os generosos empregos nas icônicas empresas privadas? Sem fazer uma comparação isenta de paixões político-partidária, a conclusão pode mascarar a realidade que vivemos e o horizonte que se descortina. Isso é torcer contra?
Mas as justificativas que alguns ministros usam para a inoperância só agradam os que detestam as gestões anteriores. Por que? O responsável pelo meio ambiente disse, em audiência pública, que não tomaram as providências necessárias sobre o derramamento de óleo no litoral nordestino porque o PT fragilizou os órgãos ambientais. Salvo engano, o chefe dele, o presidente Mito, disse que a fiscalização ambiental atrapalhava o desenvolvimento e se tornou uma indústria de multas – desaparelhou o ministério porque não concordava com a forma de atuação. Então...
Infelizmente o menu de declarações ofensivas, mas que isentam a nova equipe escolhida a dedo pelo presidente, não tem limites. Numa entrevista à Folha de São Paulo, o superministro Paulo Guedes, o conhecido Posto Ipiranga, disse que as pessoas são pobres por escolha própria, uma vez que gastam tudo e não investem como os ricos. A frase que resume isso foi “Um menino, desde cedo, sabe que ele é um ser de responsabilidade quando tem de poupar. Os ricos capitalizam seus recursos. Os pobres consomem tudo”. Talvez quem discorde disso torça contra!
Como miséria pouca é bobagem, o saco de maldades extrapolou as expectativas dos otimistas de plantão. A ideia do superministro é demitir o servidor público que se filiar a algum partido político, reduzir os salários em 25% e acabar com a estabilidade do emprego. Isso ganhou aplausos dos que nunca se viram perseguidos no trabalho e ignoram que o estatutário não tem os direitos trabalhistas dos celetistas. Mas, como diz o ditado, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Quem garante que os critérios para demissão serão imparciais? Sonhar não é pecado!
Fechando com chave de ouro as medidas que tanto benefícios trazem à população que tenta sobreviver, o presidente voltou a declarar que os desempregados pedem encarecidamente empregos sem direitos. Postou até que algumas empresas, como a MWM, a Honda e a L’oreal estavam fechando suas unidades na Argentina e transferindo suas operações para o Brasil, por causa do resultado das eleições presidenciais vencida pela esquerda. Quando desmentido sobre a notícia, pediu desculpas sobre o equívoco cometido. Precisa de tanta exposição desnecessária?
O fato é que a paciência da maioria está se esgotando com tanta inutilidade vinda do Planalto. Passados 10 meses de governo, o que o Brasil sentiu que mudou com a nova política, o fim da mamata e a escolha de uma equipe pelo critério eminentemente técnico? Qual investimento público ou privado sinalizou uma mudança na nova forma de governar? Previsões pessimistas apontam que este será um dos piores Natal dos últimos anos. Se o futuro deste país depender apenas da tal Reforma da Previdência, usando o Chile como exemplo, estamos à beira do abismo.


J R Ichihara
07/11/2019

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