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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Tanta divergência favorece o objetivo comum?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A urgência poderia deixar as brigas para depois!


O assunto que não sai dos noticiários e das redes sociais, assim como de qualquer meio de comunicação que repercute imediatamente no mundo, é a forma de defender as pessoas do Covid-19, que já ceifou vidas em todos os continentes do planeta. As imagens postadas na mídia tradicional não conseguem sensibilizar a equipe brasileira que comanda o país? Como priorizar a economia em detrimento da saúde da população e até da morte de centenas? Por que agora o sistema financeiro é mais importante que tudo? A crise financeira e o desemprego surgiram agora?
Diz a sabedoria popular que cada pessoa deve ocupar o seu quadrado. Trocando em miúdos, isso significa que, apesar do presidente ser a autoridade máxima do país, a ameaça que estamos vivendo exige conhecimento científico e não convicções pessoais. Nas ameaças no sistema de saúde, os profissionais a serem ouvidos são os médicos especialistas, os cientistas que estudam o assunto e desenvolvem os medicamentos e as vacinas utilizadas na prevenção. Os demais setores, como Economia e Segurança, devem apenas dar o suporte necessário.
Qual o objetivo de liberar o isolamento social, que seria a forma mais eficaz enquanto não se descobre como encontrar o tratamento mais rápido e de baixo custo para os infectados? Como realizar o tal “isolamento vertical”, onde haveria a seletividade dos que fazem parte do grupo de risco (idosos e portadores de doenças crônicas) numa sociedade onde a estrutura familiar não permite isso? Talvez os incentivadores da liberação das escolas, comércio e todos os locais de aglomeração estejam com a visão estreita sobre a velocidade como este vírus se espalha.
Se a grande preocupação é a Economia... Por que a equipe econômica não divulga, em Nota Oficial, qual é a proposta deste governo? Não é o momento para tratar de algo extremamente sério através das redes sociais, postando informações que sequer podem ter credibilidade. Muitos cidadãos percebem que politizaram a solução e desconfiam que alguns líderes de estado querem usar o momento para ganhar dividendos eleitorais. Como sempre, os interesses de poucos estão diametralmente opostos aos da maioria da população. O próprio ministro da Saúde mostrou isso.
Mas se a área mais importante na vida do país continua sendo a Economia, o presidente Bolsonaro convocou a imprensa dia 27/3/2020 para que os presidentes da Caixa Econômica, BNDES e Banco Central respondessem as perguntas sobre os recursos públicos para garantir a folha de pagamentos das empresas com faturamento anual entre R$300 mil e R$10 milhões. Se a iniciativa foi positiva, a ausência de algum representante da classe interessada e a dependência da aprovação do Congresso foram decepcionantes. Somente jornalista deveria perguntar?
Infelizmente os que estão preocupados com o fechamento das lojas e escolas não tomaram consciência que uma contaminação de 1 milhão de pessoas, nada impossível num país de mais de 200 milhões, sobrecarregaria os sistema de saúde pública e privada juntos. Morreriam os infectados pelo vírus e todos os demais que precisassem de atendimento de emergência. Se em condições normais todos reclamam das filas e macas espalhadas nos corredores nos hospitais... De onde vem a certeza de que uma avalanche dessas não trará nenhum problema?
Para quem gosta de ver o circo pegando fogo, a situação atual é um prato cheio. Governadores, inclusive alguns ex-aliados, STF e Casas Parlamentares travam uma queda de braço com o presidente da República sobre isolamento e fechamento de fronteiras. O ruim disso tudo é que o pobre necessitado, que pouco quer saber da briga dos grandes, vê que o auxílio que precisa para sobreviver depende de uma luta cheia de arrogância, baixarias, egos inflados e demonstração de autoridade de quem deveria estar pensando de outra forma. Precisamos disso?


J R Ichihara
28/03/2020

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