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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Zonas de perigo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Zonas de perigo

Há poucas décadas chamavam-se zonas de perigo àquelas regiões sujeitas às catástrofes ocasionadas pelos fenômenos naturais como tufão, ciclone, tempestades, erupções vulcânicas, que fogem ao controle do ser humano. Localizavam-se, em geral, onde ocorrem os abalos sísmicos devido às movimentações das placas tectônicas. O Brasil, por estar sobre uma única placa tectônica, era conhecido como a “Terra Abençoada”, o paraíso com que o Criador nos recompensou por causa das outros sacrifícios impostos ao nosso povo sofrido. Só que isso está mudando a olhos vistos.
A globalização também influenciou nesta antiga crença. Hoje já vemos alguns dos nossos estados, principalmente na região Sul, sentirem as consequências da reação da Natureza. Tempestades e tremores no solo já são frequentes nesta parte do país. Os efeitos devastadores são mais intensos porque a população, por falta de hábito, não está devidamente treinada para saber como se comportar diante dos acontecimentos – nem os serviços de apoio como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Essas mudanças climáticas, segundo os cientistas, são devido ao aquecimento global.
Desta forma, além dos conhecidos países da Ásia e dos Estados Unidos, já são frequentes os tremores de terra em regiões antes inimagináveis. No Brasil, além das causas naturais, o crescimento populacional, a falta de educação ambiental e o descaso com a infraestrutura, contribuem para que qualquer chuva provoque alagamentos que trazem enormes prejuízos à população. As construções e o asfaltamento das ruas reduzem a capacidade de absorção da água pelo solo natural. Por isso, todo acúmulo de água significa risco de vida para as pessoas em qualquer cidade de médio porte.
Tornaram-se comuns as imagens de alagamentos e prejuízos causados por chuvas e vendavais no Sul e Sudeste do nosso país, sem que a população sinta o mínimo de proteção por parte das autoridades. Tenta-se mitigar as conseqüências unicamente com a solidariedade das pessoas. Mas planejamento mesmo ou ação eficaz é algo raro de se ver. Desta forma, além das capitais do Sul e Sudeste, já vemos a destruição nas cidades menores do rico e próspero interior de São Paulo. A mídia mostrou o desespero de uma senhora, após uma chuva, numa rua em São Jose do Rio Preto.
O que seria de nós se tivesse que conviver com as catástrofes que sofrem os países asiáticos como Japão, China, Tailândia, Indonésia, Ilhas Samoa e outros mais? Uma simples chuva provoca tanto pânico entre a nossa população, colocando em risco áreas como garagens, túneis, rodovias ou qualquer rua que tenha uma topografia acidentada. Dá para imaginar isso? A senhora de São Jose do Rio Preto só foi salva porque pessoas de um posto de combustível a socorreram! Alguém está analisando e se preocupando com isso? O que estão fazendo? Isso é segurança coletiva à população!
Mas devemos pensar grande, como pessoas do Primeiro Mundo, segundo o Lula. Temos coisas mais importantes para fazer, como os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Perigos existem e sempre existirão! Nem por isso as pessoas deixam de viver e procurar o desenvolvimento, não é verdade? Só que todos sentem que há uma diminuição brutal da segurança nos locais onde precisam frequentar... Nem o próprio lar oferece mais isso. Aí, fala mais alto o item mais importante das leis naturais: a autopreservação! Como mudar essa sensação coletiva?
Enquanto não sentimos uma atuação eficaz do poder público cada um se arranja como pode. A mídia mostra os fatos e a população vai mapeando, por conta própria, as zonas de perigo que existem nas suas cidades. E a cada catástrofe surgem as vítimas e os heróis anônimos para escrever a história de uma população totalmente desamparada perante as adversidades provocadas pelos fenômenos naturais. O que falta, realmente, para que o contribuinte se sinta tratado como o tal cidadão do Primeiro Mundo? Jogos Olímpicos e Copa do Mundo? Ou mais ações voltadas para beneficiar a sociedade?
Imagens mostraram que a falta ou o excesso representam um perigo da mesma intensidade. Contrapondo os alagamentos, alguns locais do Nordeste sofrem pela falta de água. E mais uma vez vimos o abandono dos moradores nos locais atingidos. Alguns até tentaram resolver a situação mudando para as grandes cidades do Sudeste, mas a ameaça apenas mudou de seca para enchente. Fica patente, dessa maneira, que o risco que o povo está exposto não depende da região, estado ou cidade, mas do flagrante descaso que existe para cuidar da sua segurança como ser humano.

J R Ichihara
10/10/2009

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