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CONTO DE NATAL


Por: Luiz Carlos Morete


CONTO DE NATAL


Eles estavam ali olhando, à sua frente, aqueles brinquedos maravilhosos, sonhos de qualquer criança, mas para eles era impossível de realizar.
- Vamos embora, minha irmã. – disse o irmão.
- Mas eu queria tanto... - retrucou a irmã.
Fábio sabia que era impossível para eles ganharem um daqueles brinquedos. O pai estava desempregado e passar o Natal assim era triste.
Alfredo chegou para o seu funcionário e perguntou:
- Quem são aquelas crianças que toda noite estão em frente à vitrine, Paulo?
- Não as conheço, mas sei que moram na periferia da cidade, denominado Rincão Feliz.
- Eu sei onde é, mas de feliz não te m nada. Lá falta tudo.
Alfredo era um homem bem realizado. Tinha uma rede de lojas de brinquedos e de móveis, e gozava de boa estabilidade financeira, apesar dos problemas econômicos do país. Desde pequeno, aprendeu com o pai, a necessidade de se ter o pé no chão quando a coisa se tratasse de dinheiro.
O Natal se aproximava, e o movimento nas lojas era de razoável para bom. Não podia reclamar.
Nessa época costumava vestir-se de Papai Noel e distribuir presentes para os funcionários das lojas, fazendo uma grande festa de confraternização. Naquele dia, ao chegar ao estabelecimento, notou as duas crianças, novamente, frente à vitrine.
- Paulo, venha cá. Procure saber mais sobre aquelas crianças e depois me informe.
Aproximou-se dos dois irmãos e perguntou:
- Gostaram dos brinquedos?
Pegos de surpresa saíram em desabalada carreira não dando tempo de qualquer com versa.
- Infelizmente, seu Alfredo, não deu. Elas saíram correndo, muito assustadas.
Alfredo ficou desapontado. Queria saber quem eram elas, onde moravam e a situação da família.
O Natal se aproximava e nada daquelas crianças. Não podia fazer nada, pois não tinha nenhuma pista, e faltava uma semana para o Natal. Resolveu então abrir a caixa onde muitas crianças colocaram o que queriam ganhar de presente para o Papai Noel. E eram muitas. Ia ser difícil atender a todas, mas iria ver o que fazer.
Os pedidos eram de todos os tipos: desde uma bola de futebol até um celular de última geração, com acesso à internet e acesso a outros modismos.
Alfredo e outros funcionários iam separando os pedidos conforme achavam que seria útil para a criança. Mas um pedido chamou a atenção de um funcionário.
- Veja só isso daqui, seu Alfredo.
Uma cartinha mal escrita dava para ver que era de criança.
“O presente que nós queremos ganhar é um emprego para o nosso pai. Fábio e Ana.”
Isso deixou todos emocionados.
Mas como fazer para achá-los? Não tinham qualquer pista!
Na noite seguinte notaram que eles estavam outra vez olhando a vitrine. O empresário chamou Paulo e lhe disse:
- Você vai ficar de olhe, não se aproxime se não eles correm. Assim que você ver que eles estão indo embora, vai segui-los e ver onde eles moram. Só podem ser eles!
Logo Paulo percebeu que eles estavam indo embora e pôs-se a segui-los
Mas as crianças eram espertas e logo notaram que estavam seguindo-as e apertaram o passo, mas desta vez Paulo fingiu que tomava outra direção, e conseguiu enganá-las.
Enquanto isso, o carro da PM passava no local e desconfiaram das atitudes suspeitas de Paulo. Desceram do carro e foi interrogá-lo.
- Ponha a mão na cabeça e vire-se para eu revista-lo.
-Mas...
- Seus documentos.
-Estão aqui! Esqueci na loja! Deixa eu contar a história.
- Na delegacia você conta.
Transtornado, pois nunca tinha passado essa humilhação.
O delegado ao vê-lo, disse:
- Paulo, o que está havendo?
E Paulo contou toda a história. Os policiais ficaram desnorteados.
- Podem ir .É um velho conhecido.
Ligaram para a loja e explicaram a situação. Alfredo foi buscar o funcionário.
Assim que contou a história da cartinha, o delegado se emocionou.
- Pois é, queríamos encontrar essas crianças. – disse Alfredo.
- Vamos fazer o seguinte. Quando vocês virem elas novamente, me ligue que nós vamos descobrir onde elas moram.
Passavam-se os dias e o Natal se aproximando. Nada das crianças aparecerem.
Quando faltavam dois dias para o Natal, viram novamente as crianças. Alfredo ligou para o delegado rapidamente.
- Omar, elas estão aqui.
Saiu rapidamente com a viatura e foram até a loja. Assim que as crianças foram embora, começaram a segui-las, e desta vez não perceberam.
Onde elas moravam era um bairro simples e de pessoas trabalhadoras.
O empresário falou:
- Só queremos ver qual casa é, não pretendo ir lá agora. Vou fazer uma surpresa.
Véspera de Natal. Vestido de Papai Noel, Alfredo dirigiu-se ao carro e foi fazer o que mais queria: dar um Natal digno a alguém que nem conhecia, mas que estava precisando. Não podia ajudar a todos, mas faria muita diferença para essa família.
O bairro estava todo alvoroçado, pois Alfredo havia levado brinquedos para distribuir entre outras crianças.
Fábio e Ana olhavam, de longe, o que estava acontecendo. De repente notaram que o Papai Noel estava vindo em direção a eles. Correram para dentro da casa.
- É aqui que moram Fábio e Ana?
O pai, Francisco, surpreso respondeu;
-É aqui sim.
Alfredo notou que a casa era simples, mas ajeitadinha.
- Quero conversar com vocês.
Todos na sala se aproximaram. As crianças ainda assustadas não sabiam o que fazer.
- Eu recebi a sua cartinha, Fábio. E lhe dou meus parabéns pelo seu pedido.
A mãe e o pai, sem saber de nada, perguntaram:
- Que carta e esta meu filho? Pediu presentes? Eu não posso comprar, estou desempregado!
- Mas seu Francisco o presente que ele pediu não era para eles. Era para o senhor.
- Para mim? – exclamou surpreso.
- Sei que o senhor está desempregado já faz algum tempo. É verdade?
- Há seis meses.
- E o que o senhor fazia?
- Era empacotador em um supermercado.
- Então deve saber ler e escrever.
- Sei sim. Aprendi frequentado aulas aqui no bairro.
- Então, seu Francisco, amanhã vá até esta loja de brinquedos e procure o seu Alfredo, ele vai dar um emprego para o senhor.
Francisco não acreditava no que ouvia Desabou. Choro de felicidade.
- Não sei o que falar.
- Não fale nada. Você merece, graças a seus filhos que pediram um emprego para o senhor.
Abraçou os filhos e a mulher e agradeceu a Deus o que estava acontecendo.
Para as crianças disse:
- Vão também e lá escolham o brinquedo que mais gostaram.
Correram e abraçaram o Papai Noel que ficou muito emocionado. Despediu- se de todos e saiu para a noite serena e gostosa da noite que Jesus nasceria.
Uma estrela brilhou com mais intensidade no meio das imensidão do céu.





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