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UM NATAL COM LINGUAJAR DIFERENTE


Por: ANTONIO PAIVA RODRIGUES


UM NATAL COM LINGUAJAR DIFERENTE
Papai Noel é figura decorativa para crianças pobres, espezinhadas e estropiadas. Não existe sorriso maroto, nem malandragem que possa alegrar a criançada. Nos lugares mais distantes, onde o matuto denomina de “baixa da égua” nem energia tem. Os buchudinhos ficam somente na ilusão, pois papai Noel para eles pode ser assombração. Lá nas brenhas tem muita lacraia, barata, barbeiro, mosquitos, muriçocas, carapanãs e agora em tom de merengue apareceram mosquitos que todos os chamam de mosquitos da dengue.

Crianças esquecidas das autoridades são vítimas da sacanagem política e as mães que assistem televisão na pracinha pública do pequeno lugarejo, todos os dias olham no espelho o tamanho do bucho, pois estão grávidas, prenhas, a espera de mais um rebento para aumentar a família, mas já estão preocupadas com a microcefalia. Coisa ruim, e sofrimento só os pobres aguentam, desde o pau de arara, até o lombo do jumento.

Da tecnologia, apenas o rádio, a antena parabólica e a televisão conseguiram varar o serão esquecido, e fora do mapa. Eles já estão acostumados de chamar os políticos brasileiros de trambiqueiros e de lalaus, pois até o líquido sagrado falta por lá. Talvez a alegria do sertanejo seja uma lapingochada de vez em quando para matar o desejo da carne, pois se praticar todos os dias, a fraqueza bate e tome agonia. A criançada indaga aos pais: será que no circo, além do palhaço vai ter esse velhinho chamado Noel?

Quando a criança fala em presente a mãe fica mais braba do que cobra parida. Vá brincar com a briba, com os calangos, e não faça mugango para não ser chamado de mama na égua por seu pai. Um deles pergunta: mamãe e as bolas coloridas? Vá brear as suas com colorau e depois vá cozinhar o galo e não fique com o cu tranchado ou cutruvado. Se festa natalina é para todo cristão por que as crianças do sertão são esquecidas? Por que Papai Noel que usa trenó puxado a renas não usa GPS? Por que ele sempre esquece as crianças pobres e esfomeadas do Brasil celeste.

Como é que um velhinho sem bússola e sem GPS vem do Polo Norte, carregados com renas e não chega a determinados destinos? Para o espanto dos pobres meninos parece história de babau inventada por um santo de nome Nicolau. Um sertanejo mais letrado diz para o outro: “A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal”.

O amigo responde que côrralinda. Eu ouvi dizer que nas grandes cidades tudo se transforma. As ruas, as avenidas, as lojas, os shoppings ficam todos iluminados de verde, vermelho azul, tem até peru no jantar e aqui no surrado sertão se aparecer um gambá nos vamos pegar para o nosso jantar e que lá eles chamam de ceia. É verdade que tem até árvore de Natal? Sim uns dizem que foi Lutero, outros que foi trabalho de um monge medieval conhecido como São Bonifácio.

Bem que esta festa poderia ser igual para todos. Ricos e pobres irmanados, assim como queria o Mestre Jesus. O Natal descortinado os corações, das afeições frustrantes, das singelezas, das alegrias e tristezas, dos lares que mesclaram contentamentos, amores e devoções. Das saudades endógenas, hosânicas que aniquilaram a beleza. De uma data especial para uns e de lembranças para a maioria, o iluminado menino Jesus com fluido divinal aplaca sentimentos, unindo o conexo ao desconexo somem as tristezas no belo dia.

Parabéns aos caridosos, aos voluntários que somam esforços arrecadando alimentos e presentes, para alegrar os esquecidos, os que sofrem vítimas do orgulho da gente. Feliz Natal para todos, mas que fique uma lição de que Jesus nos ensinou, ele foi o maior professor, o doutor dos doutores e para ele pedimos louvores e alegrias e que a natureza seja bendita e traga inverno para que o homem do sertão, através da plantação possa ser feliz e levar felicidade para os seus.

Não se embioquem na bebida, não encham o bucho demais, pois o excesso faz mal. Que as estatísticas sejam amenas, pois o homem tem que dar valor à vida, pois sem ela tudo fica opaco e sem brilho e até esmaece o brilho da festa de Natal.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-FORTALEZA/CEARÁ






 

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