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A indesejável mudança


Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA


Não seria uma tradição milenar?


Segundo a evolução da humanidade, tudo muda. E graças a isso o mundo melhorou sob alguns aspectos. Seja na moradia, na saúde, na forma de obter alimentos, no meio de transporte, na comunicação – enfim, saímos da Idade da Caverna e chegamos à Era Moderna. Claro que entre essas situações não poderia faltar críticas, descontentamento e outras opiniões que divergem sobre a melhoria geral na vida das pessoas. Mas uma afirmação encontra poucas contestações entre as sociedades: não dá para comparar as facilidades atuais com as do passado!
Estudos mostram que as atividades que não aceitaram as mudanças simplesmente sucumbiram. Os registros históricos estão recheados de exemplos que nem vale a pena tecer comentários no momento. Mas será que tudo deve mudar mesmo? As tradições, os costumes, as crenças e alguns valores intangíveis, necessariamente, precisam obedecer ao que parece ser inevitável? Os incansáveis estudiosos do comportamento humano sustentam que tudo muda... inescapavelmente tudo! Portanto, como diretamente atingidos, resta aceitar e seguir em frente.
Será que valores como fé, esperança e fraternidade sofrem influências das mudanças ocorridas com o passar do tempo? Ou a forma de demonstrar isso é que mudou? Muitos ainda acreditam que todo ser humano mantém resíduos desses sentimentos, apesar da valorização do individualismo que a vida atual impõe a todos. Precisa acontecer uma tragédia para que aflore, no cidadão da atualidade, a compaixão por causa das adversidades alheias? Felizmente ainda têm pessoas que praticam a solidariedade independentemente da causa do sofrimento dos outros.
Quem desconhece que vivemos num mundo perfeito, onde tudo funcionaria conforme programado, mas habitado por seres imperfeitos? Talvez os desequilíbrios provocados pela nossa presença, aliada ao inconformismo natural, contribuam significativamente para agravar as divergências que aumentam entre as pessoas. Como equilibrar algo que independe da vontade particular de cada um? Qual seria o ponto que harmonizaria as etapas da vida humana – nascer, viver e morrer – com o meio ambiente que cada um encontra ao chegar e deixa ao partir?
O fato é que as mudanças são provocadas pelas pessoas e não pelos recursos naturais que sempre existiram. Terra, água, fogo e ar, os elementos indispensáveis para a sobrevivência, são apenas recursos utilizados pelo ser humano. O sol nasce e se põe no fim do dia da mesma forma, desde que o mundo é mundo. A terra, com sua generosidade, fornece os alimentos há milênios. Quanto a água, desnecessário dizer, sempre foi o símbolo da vida. Já o fogo, se usado corretamente, dispensa explicações sobre sua utilidade. Quem provoca o descontrole disso?
Mas apenas as imperfeições não seriam os empecilhos para uma vida prazerosa se as ponderações fossem mais valorizadas. Talvez o excesso seja o grande problema. E isso está diretamente ligado à vontade humana, a obsessão individual e até mesmo a coletiva, com o equivocado pensamento do quanto mais melhor. Se os recursos terrestres são limitados, é a distribuição deles de forma desigual que nos leva a muitos conflitos, escassez e calamidades. Como satisfazer a ambição dos ávidos, que chegam ao exagero, por consumir cada vez mais?
A cada Natal a esperança de uma vida justa para todos na Terra se renova. Como ignorar este exemplo universal? Nascer em condições desfavoráveis, com pouco estudo, sem recursos financeiros, mas fazer o que fez? Isso não é para qualquer um! Desafiar reis poderosos apoiados por exércitos fortemente armados? Nada disso resistiu ao seu poder de convencimento! Vencer as injustiças, usando apenas palavras simples, sem ofender ninguém? Nenhum jurista no mundo seria capaz! Se Jesus Cristo mudou a História do mundo... Por que não perpetuar seu nascimento?


J R Ichihara
24/12/2016

 

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