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SUPERSTIÇÃO OU CRENDICES
 
 
Superstição, crença ou prática que, geralmente, se considera irracional ou resultado da ignorância e do medo do desconhecido. Implica em crença nas forças invisíveis sobre as quais é possível influir. A magia negra, a feitiçaria, a bruxaria e em geral o ocultismo são freqüentemente considerados superstição.

Magia negra, arte de influir no curso dos acontecimentos ou adquirir conhecimento por meios sobrenaturais. A magia está relacionada com a alquimia, o ocultismo, o espiritismo, a superstição e a bruxaria. O termo deriva do persa antigo magi (magos), referindo-se a sacerdotes que se ocupavam do relacionamento com o oculto. Os gregos e romanos também praticaram a magia. Segundo os antropólogos, as crenças e práticas mágicas — leitura da sorte, a comunicação com os mortos, a astrologia e a crença nos números e amuletos da sorte — existem na maioria das culturas.

A magia se divide em branca, ou boa, e negra, a maligna. A magia branca é usada para eliminar ou abrandar efeitos da magia negra que se invoca para matar, fazer mal ou satisfazer ao próprio egoísmo. Durante a Idade Média, a magia negra se baseava na bruxaria, feitiçaria e invocação dos demônios. A magia branca se assentava na astrologia e no uso de diversas ervas.

Bruxaria, prática de poderes sobrenaturais por pessoas que se autodenominam bruxas. A bruxaria se expande por todo o mundo, embora tenha desempenhado funções diversas através dos tempos e regiões. A antropologia moderna diferencia a bruxaria simples — supostos cultos de bruxas na Idade Média — do movimento neopagão. Ver Magia Negra.

O conceito de bruxaria na Idade Média baseava-se em certas pressuposições. Inclusive a crença de que o diabo e seus subordinados — demônios, íncubos e súcubos — eram reais e exerciam seus poderes no mundo tendo relações físicas com as pessoas e estabelecendo pactos entre seres humanos e o mal.

Na Antigüidade, a crença nas práticas de bruxaria através da intervenção de espíritos e demônios era universal. A feitiçaria e a magia também se desenvolveram na Grécia antiga, através de figuras como Medéia e Circe. As práticas gregas chegaram a Roma e foram assimiladas pela população. Ao longo do século IV, desenvolveu-se o código Teodosiano onde se condenava, explicitamente, o culto idolátrico a qualquer espécie de magia.

De acordo com os especialistas, os bruxos europeus, a partir da época medieval, organizavam-se em grupos ou conciliábulos constituídos de doze membros. A maior parte deles formado por mulheres e com um líder, geralmente do sexo masculino, considerado o vigário do diabo. Muitos fiéis ingênuos o tratavam como se ele fosse o próprio demônio. A febre da caça às feiticeiras assolou a Europa de 1050 até o final do século XVII. O clérigo puritano Cotton Mather (1663-1728) narra, no livro Wonders of the invisible world (Milagres do mundo invisível - 1693), o caso das feiticeiras de Salém. Este caso foi o pretexto utilizado pelo dramaturgo norte-americano Arthur Miller para sua peça The Crucible (As bruxas de Salém - 1953). A eleição do tema tornou clara a analogia entre a perseguição religiosa das bruxas e a perseguição política dos comunistas, iniciada pelo senador Joseph McCarthy, chefe da Comissão de Atividades Antiamericanas, na década de 1950.

A bruxaria é comum a todas as partes do mundo. A diferença reside no fato de que, em algumas sociedades, os bruxos (também chamados de curandeiros ou feiticeiros) desempenham funções importantes na comunidade. Na Índia, algumas tribos e membros das castas mais baixas acorrem, com freqüência, a bruxos e feiticeiros. Até os hindus de altas castas recorrem a eles em épocas de seca ou fome. Existem cultos ao demônio nas ilhas Salomão e ilhas Hébridas, no Pacífico. Na Birmânia, Indonésia e outras partes da Ásia, os bruxos ocupam papéis importantes na vida cotidiana. A bruxaria se estende por toda a África. O vodu no Haiti e feiticeiros de outros países latino-americanos representam formas de bruxaria.

Nos últimos anos, o interesse por vários tipos de ocultismo cresceu muito. Foram publicados livros sobre bruxaria e astrologia.

Ocultismo, crença na eficácia de uma série de práticas, tais como astrologia, alquimia, adivinhação e magia, baseadas no conhecimento esotérico ou "oculto" acerca do universo e suas forças misteriosas. O verdadeiro conhecimento oculto se obtém através da iniciação com aqueles que já o possuem e pelo estudo de textos esotéricos.

O ocultismo ocidental tem suas raízes nas antigas sabedorias populares da Babilônia e do Egito. Especialmente, na registrada e transmitida pelos filósofos herméticos e neoplatônicos, com importantes contribuições do misticismo judaico da Cabala. O ocultismo teve determinante presença na Idade Média, especialmente na astrologia, alquimia e rituais mágicos e cerimoniais para a convocação dos espíritos. As grandes perseguições à bruxaria constituem parte sinistra da história da Europa moderna (entre 1400-1700). Nesta época, centenas de milhares de mulheres foram torturadas e aniquiladas sob acusações de manter práticas ocultas. Durante o século XX houve um renascimento do ocultismo na "contracultura" dos anos sessenta e no movimento new age das décadas de 80 e 90.

Misticismo, conhecimento imediato, direto e intuitivo de Deus ou de uma realidade essencial, adquirido através de experiências religiosas pessoais. A autenticidade de tal experiência não depende da sua forma, mas do tipo de vida que advém dela.

A filosofia hindu do ioga incorpora rigorosa disciplina com o intuito de ultrapassar o sentimento de identidade pessoal, deixando livre o caminho para uma experiência de união com o eu divino.

O budismo pode ser considerado uma religião mística, já que seu único objetivo é conseguir, em seus fiéis, uma transcendência que os faça atingir o Nirvana.

O budismo esotérico — particularmente o tântra budista — desenvolveu uma disciplina onde os mestres conduzem os discípulos à iluminação. Para isto, são utilizados rigorosos exercícios físicos e mentais, criação e contemplação de situações místicas ou de mandalas e comunicação de verdades secretas através de gestos e posturas conhecidos respectivamente como mudras e ásanas.

O sufismo islâmico baseia-se na união pessoal com Alá através de disciplinas ascéticas e contemplativas.

São Paulo foi o primeiro grande místico cristão. Na Idade Média, o misticismo esteve durante muito tempo ligado aos mosteiros. Alguns dos mais famosos místicos encontravam-se entre frades e monges, por exemplo, São Francisco de Assis e São João da Cruz.

Entre os mais importantes místicos cristãos, destaca-se um grupo de mulheres, sobre tudo Santa Catarina de Siena e Santa Teresa de Jesus.

O misticismo também se expressou na teologia de inúmeras seitas protestantes, constituindo-se característica dos anabatistas e dos quacres (quakers).

Alquimia, técnica antiga dedicada, principalmente, a descobrir uma substância que transmutaria os metais mais comuns em ouro e prata, e a encontrar meios de prolongar indefinidamente a vida humana. Foi a predecessora da química. Durante a Idade Média, muitas pessoas pensaram em fabricar ou descobrir uma substância, a famosa pedra filosofal, muito mais perfeita do que o ouro, que poderia ser utilizada para levar os metais mais comuns à perfeição do ouro.

O alquimista mais famoso foi Paracelso. Acreditava na existência de um elemento a ser descoberto, comum a todos, do qual os demais elementos eram formas derivadas. A este elemento principal, chamou alcaesto e afirmava que ele poderia ser a pedra filosofal, a medicina universal e o solvente irresistível.

Leitura da sorte, prática da previsão do futuro através de meios físicos, como a interpretação dos signos, ou comunicação com forças sobrenaturais. Muitas pessoas empregam a astrologia. Outras formas de adivinhação do futuro são a quiromancia, a cartomancia (uso de um baralho de cartas especiais, por exemplo, o tarô) e a necromancia que supõe a comunicação com espíritos dos mortos. Outros métodos empregam a clarividência. Ainda que a previsão do futuro não possua base científica, continua sendo uma prática popular em inúmeros países.

Quiromancia, arte de interpretar a personalidade e predizer o futuro mediante a leitura das linhas das mãos. Esta prática era comum entre caldeus, assírios, egípcios e hebreus. Mereceu o reconhecimento de filósofos, entre eles, Platão e Aristóteles. Desde o começo deste século considera-se a quiromancia uma forma da leitura da sorte.

Clarividência, capacidade para ver objetos e acontecimentos situados fora do alcance da visão normal. É uma forma de percepção extrasensorial que engloba qualquer capacidade de obter informação mediante o uso de meios à margem dos sentidos físicos. Segundo a crença, produz-se quando uma pessoa, dotada de poderes especiais, entra em estado de transe, descrevendo o que lhe vem à mente. A maioria dos cientistas nega o valor da clarividência.

Demônio, nas religiões hebraica, cristã e islâmica, nome do espírito do mal que é a oposição de Deus.

Na tradição judaica e nos primeiros pensamentos cristãos, o demônio tornou-se um adversário dos seres humanos e de Deus que, porém, sempre o submete.

A personificação do demônio é uma variante judaica da suposição antiga de que os seres humanos estão submetidos à forças malignas. Desta forma, tanto no judaísmo, como no cristianismo, acredita-se que homens podem ser "possuídos" pelo Dibuk (espírito maligno).

Astrologia, disciplina que observa, analisa e estuda as posições e movimentos dos astros, relacionando-os com fenômenos ocorridos na Terra. Os astrólogos afirmam que a posição dos astros na hora exata do nascimento das pessoas — além dos movimentos astrais posteriores — influem no caráter e destino dos seres humanos. Cientistas negam os princípios da astrologia mas milhões de pessoas crêem e praticam-na.

Os astrólogos fazem mapas astrais, também chamados de horóscopos, localizando a posição dos astros em um momento determinado. No mapa astral encontra-se a elíptica — trajetória aparente do sol, através do céu, durante o ano — com as doze casas dos signos do zodíaco: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. À cada planeta (incluindo o Sol e a Lua) emprestam-se características, dependendo do lugar da elíptica e do momento em que o horóscopo é feito. O horóscopo também se divide em doze casas, relativas às 24 horas gastas pela Terra para dar uma volta completa em torno de seu eixo. Cada uma destas casas relaciona-se com situações da vida. Os astrólogos fazem suas previsões interpretando a posição dos astros dentro dos signos e das casas do horóscopo.


O DEÍSMO

As origens do Deísmo

Durante o século XVII o protestantismo desenvolveu um sistema ortodoxo de doutrina para ser aceito intelectualmente. Gerando assim um novo escolasticismo, particularmente entre os luteranos da Alemanha, os quais estavam mais interessados na teologia do que na prática da vida cristã.

O racionalismo aparece então, e se desenvolve nos séculos XVII e XVIII, se expressando através do deísmo como resposta a este escolasticismo. O deísmo criou um sistema de fé num Deus transcendente que abandonou sua criação ao governo das leis naturais descobertas pela razão. Deus se torna ausente. Para o deísmo Deus está acima e além da Sua criação.

Seus Ensinos

O deísmo parecia estabelecer uma religião ao mesmo tempo natural e científica. Uma religião sem revelação escrita, enfatiza o céu como uma realidade totalmente distinta da terra com a lei moral. Os deístas ensinavam que as leis naturais da religião eram encontráveis pela razão - era a crença num Deus transcedente entendido como Causa Primeira de uma criação marcada pelas seqüências de um plano. Eles criam que Deus deixou sua criação reger-se por leis naturais; assim, não havia lugar para milagres, nem para a Bíblia como revelação de Deus, nem para providência ou para Cristo como um Deus-homem. Somente Deus deveria ser cultuado pois Cristo era simplesmente um mestre. A piedade e a virtude eram o culto mais importante que se podia prestar a Deus, cujas leis éticas estão na Bíblia. O homem tinha que arrepender-se do erro e viver conforme as leis éticas, pois a alma é imortal e está sujeita a recompensa ou ao castigo depois da morte.

Líderes do movimento

Edward Herbert, Lord de Cherbury (1583-1648), apresentou os pontos básicos que pode ser resumido na seguinte frase: Deus existe, e pode ser cultuado pelo arrependimento e por uma vida de tal modo digna, que a alma imortal possa receber a recompensa eterna em vez do castigo. Charles Bloynt (1654-1693) foi outro deísta influente. John Tolarndt (1670-1722), Lorde Shaftesbury (1671-1713) e outros pregaram que o cristianismo não era um mistério e poderia ter sua autenticidade verificada pela razão. E tudo que não pudesse ser provado pela razão deveria ser recusado.

Difusão do deísmo

No século XVIII difundiu-se na França, pois encontrou nos filósofos deste século um ambiente propício. Alguns deístas ingleses., como Herbert e Shaftesbury, foram à França e tiveram seus livros traduzidos e publicados amplamente; e também alguns deístas franceses, entre os quais Rousseau e Voltaire, também foram à Inglaterra. O deísmo de Rousseau foi desenvolvido no Emile e o de Voltaire está em todos os seus escritos contra a Igreja e a favor da tolerância.

A imigração de deístas ingleses, a divulgação dos escritos deístas e a presença de oficiais deístas do Exército Inglês nos Estados Unidos durante a guerra de 1756-.1763, ajudaram a introduzir o deísmo nas colônias. “A Idade de Razão”, de Paine, (1795), contribuiu para popularizar essas idéias deístas.

O deísmo fracassou, pois o mesmo foi muito criticado, dezenas de livros foram escritos nos quais se discutiam suas teses. Porém, o que por último fez com que o deísmo perdesse o ímpeto foram os ataques do filósofo escocês David Hume.

Augusto Bello de Souza Filho

Bacharel em Teologia

OBS: " A palavra (deísmo, observação nossa) vem do latim Deus, 'deus'. Os socinianos introduziram o termo no século VI. Porém, veio a ser aplicado a um movimento dos séculos XVII e XVIII, que enfatizava que o conhecimento sobre questões religiosas e espirituais vem através da razão, e não através da revelação, que sempre aparece como suspeita e como instrumento de fanáticos e de pessoas de estabilidade mental questionável. 1. Essa circunstância outorga-nos a característica básica do deísmo: um conhecimento adquirido através da razão, e não através da revelação. A isso chamamos de religião natural, em contraste com a religião sobrenatural…" (R.N. CHAMPLIN. Deísmo. In: Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.2, p.38).


Espiritismo, doutrina segundo a qual os mortos podem entrar em contato com os vivos, geralmente através de um clarividente ou médium.

Ainda que o espiritismo seja praticado, sob uma forma ou outra, desde tempos remotos, o espiritismo moderno é resultado de fenômenos acontecidos e pesquisados no século XIX. Uma sessão de espiritismo — na qual o médium tenta entrar em contato com os mortos através de um "guia" — é precedido de hinos e orações. Falando com freqüência e, embora não seja imprescindível, em estado de transe, o médium transmite mensagens de consolo e saudação dos parentes e amigos mortos. Estas sessões podem ser acompanhadas de manifestações físicas, como aparições e golpes na mesa.

Judaísmo, cultura religiosa dos judeus (povo de Israel) e uma das religiões mais antigas do mundo. Originou-se em Israel, também conhecido como Palestina, no Oriente Próximo. No início da década de 1990, a população mundial de judeus atingia 18 milhões de pessoas.

Doutrinas básicas e fontes

A principal característica da religião judaica é o monoteísmo, a crença que um só Deus, transcendente, criou o universo. A história do povo, seus preceitos e filosofia estão contidos na Torá, também chamada de lei de Moisés ou lei mosaica. A Torá é formada pelo Pentateuco, ou seja, os cinco livros que constituem a primeira parte da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Estes cinco livros também fazem parte do Antigo Testamento cristão.

O segundo grande conceito do judaísmo é o da aliança ou pacto entre Deus e os judeus, pelo qual estes últimos reconheceriam Deus como seu único senhor, comprometendo-se a obedecer suas leis. Como recompensa, Deus reconheceria Israel como seu povo e estaria atento a seu bem-estar. Esta visão acentua o problema da Teodicéia (justiça de Deus) porque a experiência histórica judaica, com bastante freqüência, tem sido de sofrimento.

Embora as distintas formas de judaísmo estejam enraizadas na Bíblia hebraica, chamada pelos judeus de Tanak, seria um erro considerar o judaísmo apenas como a religião do Antigo Testamento. O judaísmo contemporâneo deriva do movimento dos rabinos dos primeiros séculos da era cristã na Palestina e Babilônia, chamando-se judaísmo rabínico. Ver também Talmude.

Adoração e práticas

Para os judeus religiosos, a vida é um contínuo ato de adoração divina. Por este motivo, eles rezam três vezes ao dia (manhã, tarde e anoitecer) e recitam repetidas bênçãos. O estudo da Torá também é considerado um ato de adoração. O dia sagrado para os judeus é o Shabbat (Sábado), no qual não se realiza nenhum trabalho.

As leis relacionadas com a alimentação estão vinculadas ao culto do Templo de Jerusalém. Judeus não comem carne de porco e peixes que não tenham nadadeiras ou escamas. Dos outros animais deve-se tirar todo o sangue antes de serem ingeridos.

A comunidade judaica mantém a observância dos acontecimentos mais significativos de uma vida: o Brit Milá (circuncisão), o Bar Mitzvá (maturidade legal aos treze anos, nos meninos, e aos doze, nas meninas), o matrimônio e, finalmente, a morte.

História

O povo de Israel foi, primeiro, uma confederação de 12 tribos encabeçadas pelos 12 filhos do patriarca Jacó (Israel). Mais tarde, transformou-se em reino. Desde a libertação do exílio egípcio, os judeus comemoram o fim da escravidão e a conquista e assentamento nas terras de Canaã, a terra prometida, para onde os guiou Javé, o deus dos patriarcas e única divindade.

O exílio do povo de Judá na Babilônia, em 586 a.C., foi um marco histórico para a religião de Israel. A partir de então desenvolveu-se a verdadeira religião monoteísta. O rei persa Ciro, o Grande, depois de conquistar a Babilônia, em 539 a.C., autorizou o repatriação do povo judeu. A revolta dos Macabeus, entre 165 e 142 a.C., culminou numa guerra que conquistou para o povo de Judá a independência política dos sírios.

A vitória dos Macabeus inaugurou os oitenta anos de independência política do povo de Judá, apesar de terem continuado as desordens religiosas. O fervor messiânico e apocalíptico aumentou com a invasão romana em meados do século I a.C. Entre os anos 66 e 70 d.C, esta exaltação religiosa provocou a eclosão de uma fracassada revolta contra os romanos e, pela segunda vez, o Templo foi destruído, acontecimento não menos traumático para os judeus que a destruição do primeiro Templo, em 586 a.C.

A sinagoga e a casa de estudos rabínicos substituíram o templo destruído. A hegemonia dos rabinos foi um processo gradual que suplantou os desafios de todos os movimentos anti-rabínicos. A conquista do Oriente Próximo pelas tropas muçulmanas, no século VII, facilitou a divulgação de um judaísmo rabínico uniforme.

O judaísmo medieval desenvolveu-se a partir de duas culturas de grande notoriedade: a sefardita, na Espanha, e a ashkenazi, nas terras do Sacro Império Romano-Germânico. Durante o período medieval, o judaísmo revitalizou-se por movimentos místicos, éticos e piedosos. Entre estes grupos, os mais importantes foram os judeus espanhóis do século XIII, criadores da cabala (esoterismo judaico) e os hassidim, alemães do século XII.

Tendências atuais

A emancipação civil dos judeus provocou mudanças no judaísmo. O movimento reformista alemão perdeu as esperanças de uma volta à Palestina e abandonou muitas das leis e costumes judaicos tradicionais. A facção mais conservadora continuava favorável à manutenção dos costumes tradicionais. Em oposição à atitude dos reformistas, a ortodoxia moderna buscou harmonizar o judaísmo tradicional com os novos ensinamentos.

Na Europa do leste, os judeus formaram um grupo social numeroso e com características diferenciadas. Sua modernização tomou forma de um nacionalismo étnico e cultural. O sionismo foi um movimento criado para formar uma sociedade judaica moderna nas terras bíblicas, fato que culminaria com a criação do estado de Israel em 1948.

O judaísmo foi seriamente afetado pelo extermínio dos judeus pelas mãos dos nazistas, no chamado holocausto. A fundação do moderno estado de Israel tem, além de óbvia importância política, uma dimensão religiosa que representa a dignidade judaica e a concretização da promessa messiânica da "terra prometida". Durante as últimas décadas, todos os movimentos do judaísmo procuram manter-se orientados segundo esta idéia de Israel.

Budismo, religião de importância mundial, criada no noroeste da Índia. Baseia-se nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda, o Iluminado. Como movimento monástico, originou-se dentro da tradição bramânica dominante daquela época e espalhou-se, rapidamente, para outras direções, adquirindo características próprias. Atualmente, o budismo divide-se em dois grandes ramos: o Theravada ou Caminho dos Sábios e o Mahaiana ou Grande Veículo.

Origens

Siddhartha Gautama, Buda, filho do soberano de um pequeno reino, nasceu em Kapilavastu, no ano 563 a.C., perto da atual fronteira entre a Índia e o Nepal. Aos 29 anos decidiu renunciar a todos os seus bens materiais e adotou uma vida de ascetismo. Quando alcançou o nível de Iluminado (o mais alto) formou, com seus discípulos, uma comunidade monástica onde passou o resto de sua vida. Os elementos principais em que se baseia a Iluminação referem-se à realização das Quatro Verdades Excelentes:

– o sofrimento

– a causa do sofrimento

– sua supressão

– o caminho para seu fim

O budismo ensina a doutrina de Anatmán, ou negação da existência de uma alma permanente, a doutrina do Carma — que determina o tipo de reencarnação — e o Nirvana ou estado de Iluminação perfeito.

Devido à morte de Buda — e na falta de um sucessor — a ordem monástica decidiu reunir-se periodicamente para obter um consenso, tanto sobre assuntos da doutrina como de práticas religiosas. Dentro da tradição budista, houve quatro conselhos considerados Conselhos Superiores, sendo o último realizado por volta do ano 100.

Conflitos e novos grupos

O Budismo foi muito difundido nos primeiros anos de sua existência, o que provocou conflitos de interpretação. Enquanto os monges mais conservadores continuaram honrando Buda como o Perfeito Iluminado, os mahasanghikas, mais liberais, desenvolveram um conceito novo: considerar Buda como um ser eterno, onipresente e transcendente. O pensamento mahasanghika pode ser visto como precursor do pensamento Mahaiana, formado entre os séculos II a.C. e I d.C. Este conceito introduziu, no budismo, idéias sobre a graça divina e revelação contínua, além de outro aspecto mais importante: o bodhisattva (ser iluminado) como um ideal a ser alcançado pelos budistas devotos.

Por volta do século VII d.C., desenvolveu-se uma nova forma de budismo conhecida como tantrismo (ver Tantra) que se formou a partir da união entre o Mahaiana e as crenças e magias populares do norte da Índia.

Expansão

Durante o século VI, o Theravada (ramo do budismo conhecido como "Caminho dos Sábios") estendeu-se de Myanmar até a região da atual Tailândia. Com o crescimento do reino tailandês, este ramo foi adotado como religião oficial. Durante o século XIV, o Theravada também foi adotado pela casa real do Laos. No início da era cristã, o budismo foi levado para a Ásia Central. De lá — e durante o século I d.C. —, entrou na China seguindo as rotas do comércio. A partir dali, continuou sua expansão asiática e chegou à Coréia em 372. Em 552, foi introduzido no Japão.

O budismo chegou ao Tibet no início do século VII d.C. Nos meados do século seguinte, já havia se transformado em uma força significativa dentro da cultura tibetana. Aproximadamente sete séculos mais tarde, os budistas tibetanos adotaram a idéia de que os abades dos grandes monastérios eram reencarnações dos famosos bodhisattvas. Com base nesta crença, o abade principal passou a ser conhecido como Dalai Lama. Desde meados do século XVII até 1950 — ano em que a China se apoderou do Tibet —, os Dalai Lamas governaram o país como uma teocracia. Ver também Lamaísmo.

Na China, Japão e toda Ásia ocidental, muitas seitas budistas foram criadas e desenvolvidas. Dentre elas, as mais importantes foram a Ch'na ou Zen e a Terra Pura ou Amidismo. A seita Zen pratica a meditação como o caminho para descobrir, intuitivamente, a natureza interior de Buda. Em vez de meditar, a doutrina da Terra Pura enfatiza a fé e a devoção a Buda Amitabha ou Buda da Luz Infinita, o que significa renascer em um paraíso eterno conhecido como a Terra Pura.

Instituições e práticas

Desde o princípio, os seguidores mais devotos de Buda organizavam-se em um grupo monástico chamado sangha. Os membros podiam ser facilmente identificados por suas cabeças raspadas e túnicas alaranjadas. Cada comunidade era independente e organizada democraticamente. Entre as funções mais tradicionais dos monges budistas, está a de realizar celebrações fúnebres para honrar os mortos.

No budismo, os atos de veneração realizados pelos leigos são mais individuais do que coletivos. Nos países Mahaiana, os rituais são mais importantes do que nos Theravada. As diversas imagens de Buda nos altares dos templos e casas dos devotos servem como objetos de adoração.

O budismo hoje

Uma das características mais notáveis que, por mais tempo, perdurou no budismo, é sua capacidade de adaptar-se às diversas condições e culturas distintas. Filosoficamente, o Budismo é contra os bens materiais, mas não entra em conflito com as ciências modernas. O crescente interesse manifestado pelo budismo nas culturas ocidentais levaram à criação de muitas instituições dedicadas ao estudo e à prática desta religião que influenciou não somente a Índia, mas, também, o o Sri Lanka, Tailândia, Camboja, Myanma e Laos, onde o ramo predominante é o Theravada (O Caminho dos Sábios). Já o ramo Mahaiana (O Grande Veículo) teve influência especial na China, Japão, Taiwan, Tibet, Nepal, Mongólia, Coréia e Vietnã, assim como na Índia. Estima-se que, no mundo, o número atual de budistas oscile entre 150 e 300 milhões de fiéis.

 

Cristianismo, é a religião mais abrangente do mundo. Seu número de membros é superior a 1,7 bilhão, distribuídos por todo o planeta.

Principais ensinamentos

Por ser um fenômeno complexo, é mais fácil descrever o cristianismo sob uma perspectiva histórica. Um dos elementos essenciais é a figura de Jesus Cristo, cujas referências históricas encontram-se nos Evangelhos ou Novo Testamento.

Desde o princípio, o caminho para a iniciação no cristianismo tem sido o batismo. Outro ritual, aceito por todos os cristãos, é o da eucaristia, na qual os membros compartilham pão e vinho — ou de uma hóstia consagrada em que, o pão e o vinho, transformam-se no corpo e sangue de Jesus Cristo (mistério da transubstanciação). Atualmente, a comunidade cristã relaciona-se fraternalmente com todas as outras igrejas cristãs não-católicas. Ver também Movimento ecumênico, Protestantismo e Igreja Ortodoxa.

Culto

A fé é a primeira condição para o culto cristão. Todos os cristãos, de diferentes tradições, têm destacado a importância da devoção e da oração individual. Uma oração utilizada pelos católicos — e, também, por cristãos de diferentes seitas — é o Pai-Nosso, ensinada por Jesus e que pode ser lida nos Evangelhos.

Desde o século IV, as comunidades cristãs têm construído templos, edificações destinadas ao culto. Estes templos são um importante marco na história da arquitetura e das artes em geral. Ver também Basílica, Igreja (arquitetura), Arte e arquitetura paleocristãs, Hino e Oração.

História

Quase todas as informações sobre a vida de Jesus e as origens do cristianismo provêm de seus discípulos. A lembrança de suas palavras e ações, transmitidas através dos Evangelhos, mencionam os dias que Jesus passou na Terra. Os discípulos e seguidores de Cristo concluíram que o que ele demonstrava ser, através de sua ressurreição, confirmava a sua natureza divina. Os evangelistas (Mateus, Marcos, João e Lucas) inspiraram-se na linguagem das Escrituras ou Bíblia hebraica — chamada pelos cristãos de Antigo Testamento — para compor um relato sobre a realidade de Jesus Cristo. Estes judeus-cristãos, acreditando ser vontade e ordem de Deus que se unissem para formar uma nova comunidade religiosa, salvadora do povo de Israel, fundaram a primeira Igreja em Jerusalém. Consideravam que aquela cidade era a mais apropriada para a nova igreja receber o prometido: o dom do Espírito Santo e de uma renovação espiritual.

O início da Igreja

Jerusalém era o núcleo do movimento cristão. A partir deste centro, o cristianismo espalhou-se para outras cidades e povoados da Palestina e locais ainda mais distantes. No princípio, a maioria das pessoas que se uniam ao movimento cristão eram seguidores do judaísmo, como o próprio Cristo. Por isto, o cristianismo inicial manifestou-se como uma relação dual da fé judaica: uma relação de continuidade e ao mesmo tempo de realização, de antítese, e também de afirmação.

Um fator importante que levou o cristianismo a distanciar-se das raízes judaicas foi a mudança na composição da Igreja, ocorrida mais ou menos no final do século II. Nesta época, os cristãos não judeus começaram a superar, em número, os cristãos judeus. O trabalho do apóstolo Paulo teve grande influência na ruptura definitiva entre judaísmo e cristianismo. As cartas enviadas por Paulo a Timóteo e a Tito mostram o início de uma organização baseada na transmissão da autoridade da primeira geração de apóstolos — entre os quais se inclui Paulo — aos bispos subseqüentes.

Perseguição

O cristianismo teve, em primeiro lugar, que consolidar sua relação com a ordem política. Dentro do Império romano e como seita judaica, a Igreja cristã primitiva compartilhou o status do judaísmo. Mas, antes da morte do imperador Nero, em 68, o cristianismo já era considerado rival da religião imperial romana. A lealdade demonstrada pelos cristãos perante seu Senhor, Jesus, era incompatível com a veneração do imperador, encarado como divindade. Além disso, imperadores, como Trajano e Marco Aurélio, viam no cristianismo uma ameaça a seus propósitos e decidiram extingui-lo.

A oposição à nova religião criou o efeito inverso ao que se pretendia. No início do século IV, o mundo cristão havia crescido tanto que obrigou Roma a tomar uma decisão: erradicá-lo ou aceitá-lo. O imperador Diocleciano tentou eliminar o cristianismo, mas fracassou. O imperador Constantino optou por contemporizar, convertendo-se ao cristianismo como uma manobra política. Esta atitude acabou criando o império cristão: a nova religião se apossou da infra-estrutura burocrática romana, utilizou-a para seus propósitos e ritos e se apoderou do mundo. O sucessor de Constantino, seu sobrinho Juliano, tentou inverter este processo, revalorizando a antiga religião romana, mas encontrou imensa resistência, falhando em sua intenção. Juliano foi assassinado durante uma batalha contra os persas, por um cristão contratado para protegê-lo.

O cristianismo no Oriente

Um dos atos do imperador Constantino, com maior repercussão no mundo cristão, foi a decisão, no ano 330, de deslocar a capital do Império, de Roma para Bizâncio, na extremidade oriental do Mar Mediterrâneo. A nova capital, Constantinopla (atual Istambul), transformou-se no centro intelectual e religioso do mundo cristão do Oriente. Enquanto isto, o mundo cristão do Ocidente experimentava uma centralização progressiva representada por uma pirâmide cujo topo pertencia ao papa de Roma. Ver também papado.

Todos os traços do cristianismo do Oriente contribuíram para seu afastamento do Ocidente, o que acabou culminando no cisma entre Leste e Oeste. Os historiadores datam o cisma a partir de 1054, quando Roma e Constantinopla trocaram excomunhões. Também é possível afirmar que o cisma ocorreu em 1204, quando — com o objetivo de arrebatar a Terra Santa do domínio otomano (ver Cruzadas) — os exércitos do Ocidente atacaram e destruíram a cidade cristã de Constantinopla. Ver também Império bizantino, Igreja do Oriente, Igrejas de ritual oriental, Igreja Ortodoxa.

O cristianismo no Ocidente

Embora o cristianismo do Oriente fosse, em muitos sentidos, o herdeiro da primitiva igreja cristã, uma parte do desenvolvimento mais dinâmico aconteceu na região ocidental do Império romano. Roma mantinha esta posição quando as sucessivas invasões de tribos bárbaras assolaram a Europa. Em 800, quando o papa Leão III coroou o imperador Carlos Magno, nasceu um novo império soberano no ocidente: o Sacro Império Romano-Germânico.

A cooperação entre a Igreja e o Estado durante a Idade Média — simbolizada pela coroação de Carlos Magno pelo papa — não deve ser interpretada como uma relação pacífica. Porém, existiu uma grande cooperação entre a Igreja e o Estado durante as Cruzadas. A conquista muçulmana de Jerusalém significou a queda de lugares santos em mãos infiéis e as Cruzadas, que já não serviam para unificar o ocidente, tampouco lograram restaurar o cristianismo, de forma permanente, na Terra Santa.

A Igreja medieval obteve um triunfo importante durante este período: o desenvolvimento da filosofia e da teologia escolástica, principalmente por São Tomás de Aquino, baseando-se em Aristóles. Ao mesmo tempo, o grande cisma do Ocidente, durante o qual houve dois — e, às vezes, até três aspirantes ao trono papal — ameaçaram a igreja ocidental. Este litígio durou até 1417, quando o papado voltou a ser reunificado.

A Reforma e a Contra-Reforma

Houve reformistas de várias tendências, como John Wycliffe, João (Jan) Hus e Girolamo Savonarola que denunciaram o enfraquecimento moral e a corrupção econômica da Igreja e desejaram mudar, radicalmente, esta situação. O reformista Martinho Lutero foi a figura catalisadora que acelerou o novo movimento. Sua luta pessoal levou-o a questionar a autoridade da Igreja de Roma. Sua excomunhão, pelo papa Leão X, foi um passo que culminou na divisão do mundo cristão ocidental. Eclodiram movimentos reformistas na Suíça que, rapidamente, encontraram apoio e liderança em Ulrich Zwingli e, especialmente, de João Calvino, cujo pensamento contribuiu para o surgimento dos huguenotes na França. Ver também Calvinismo, Luteranismo e Presbiterianismo.

A Reforma protestante não foi suficiente para esgotar o espírito renovador da Igreja Católica. Como resposta ao desafio, a Igreja convocou o Concílio de Trento, cuja duração foi do ano 1545 até 1563. A responsabilidade de levar adiante as decisões tomadas no concílio coube à Companhia de Jesus. Ver também Contra-Reforma e Reforma.

O período moderno

Durante o século XVI, quando aconteceu a Reforma — mas, principalmente, nos séculos XVII e XVIII — já estava claro que o cristianismo seria obrigado a se definir em resposta ao crescimento da ciência e filosofia modernas. A condenação pela Inquisição de Galileu Galilei, acusado de heresia, encontrou seu equivalente nas controvérsias protestantes sobre a teoria da evolução versus o relato bíblico da criação.

Como resultado, o cristianismo teve que redefinir sua relação com a ordem civil. Ficara evidente que era preciso fazer uma reconsideração da inter-relação das tradições de diversos grupos cristãos com outras tradições religiosas. O estudo da transcendência destes dois conflitos desempenhou um importante papel durante os séculos XIX e XX.

Foi o movimento ecumênico que mais fortemente conseguiu unir os distanciados grupos cristãos. No Concílio Vaticano II, a Igreja Católica deu importantes passos a favor de uma reconciliação com a Igreja do Oriente e com os protestantes.

Durante os últimos 25 anos, os movimentos missionários da Igreja têm levado a fé cristã pelo mundo. As adaptações aos costumes nativos geram problemas teológicos mas, cada vez mais, atraem novos adeptos.


Veja alguns exemplos
de superstições e crendices de cunho popular:

Coceira na Mão : Se a palma da mão esquerda coçar, é sinal de que vem vindo dinheiro. Mas se a palma da mão direita é que estiver coçando, uma visita desconhecida está para aparecer.

Orelha Quente : Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. Nesses casos, vá dizendo os nomes dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: o sujeito irá morder a própria língua.

Gato Preto : Na Idade Média, acreditavam-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso, a tradição diz que cruzar com um gato preto é azar na certa.

Espelho Quebrado : A superstição prega que serão sete anos de má sorte.
Ficar se admirando num espelho quebrado é ainda pior - significa quebrar a própria alma. Ninguém deve se olhar também num espelho à luz de velas. Não permita ainda que outra pessoa se olhe no espelho ao mesmo tempo que você.

Guarda-Chuva : Dentro de casa, o guarda-chuva deve ficar sempre fechadinho.
Segundo uma tradição oriental, abri-lo dentro de casa traz infortúnios e problemas de saúde aos familiares.

Aranhas: Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar.
Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Verrugas: Segundo a superstição popular o que faz nascer verrugas é apontar para estrelas, ou deixar pingar o sangue de uma verruga na pele.

Brinde: Se a pessoa estiver bebendo alguma bebida alcoólica, não brinde com alguém cujo copo contenha uma bebida sem álcool. Vocês estarão se arriscando, nesse tin-tim, a ter seus desejos invertidos.

Sexo do bebê: Existem algumas crendices para tentar adivinhar.

1.Pedir à futura mamãe que mostre a mão é uma delas. Se ela a estender com a palma para baixo, será menino. Se a palma estiver para cima, nascerá uma menina.
2. Existe também a linguagem do ventre. Se for pontudo e saliente, é sinal de que um menino está para chegar. Arredondado e crescendo para os lados será menina.

Provavelmente você já ouviu falar de amuletos ou talismãs - pequenos objetos (figuras, medalhas, figas) que tem poderes mágicos e que pode afastar o azar ou trazer sorte, possibilitando a realização de aspirações ou desejos. Esses amuletos são uma constante no comportamento humano e, desde a antiguidade, são encontrados nas mais variadas culturas. Geralmente feitos de pedra ou pedaço de metal com uma inscrição gravada, os amuletos são usados, principalmente, em volta do pescoço para proteção contra doenças e bruxarias e para afastar desgraças e malefícios, além de trazer sorte.
Segundo uma tradição dos povos ribeirinhos da Amazônia, o olho do boto ou do peixe-boi serve para enamorar as pessoas. Ouvir o canto do uirapuru garante a felicidade e conservar a pele do jurutau, ave de hábitos noturnos, protege as moças virgens.
A figa, que muitos acreditam ser de origem brasileira, já era um amuleto popular na Grécia e em Roma. Tendo sido usada para combater a esterilidade, também lhes são conferidos poderes contra o mau-olhado (poder maléfico atribuído ao olhar de certas pessoas, podendo provocar desgraças, doenças e até a morte).
São inúmeros os amuletos e talismãs usados para afastar o mau-olhado e o azar, trazendo sorte e proteção contra doenças e bruxarias: pé-de-coelho, figa, ferradura. Dentre os quais podemos citar ainda o Trevo de 4 folhas.
O Trevo é uma planta herbácea cujas folhas são dotadas de três folíolos (folhas), e que crescem espontaneamente nas terras das regiões temperadas.
Raramente é encontrado um Trevo com 4 folhas e, quando isto acontece, é interpretado como sinal de boa sorte.
Por mais incrível que possa parecer, possuir um Trevo de 4 folhas traz sorte possibilitando alcançar a realização de suas aspirações e desejos.
E é como diz o adágio popular: sorte tem em quem nela acredita.

 

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