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- O CONTRATEMPO EM CONTRATEMPO[1]
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- Talvez o tempo seja o melhor remédio para curar as
feridas, nos pés descalços, da caminhada cheia de pedras e
obstáculos, que todos nós sempre percorremos pela, para e por
Educação. A melhor política é a fé na vida e na esperança,
filtrada pela consciência firme e refletida na prescrição
maldita dos que não acreditam nos sonhos coletivos. Somos
vagalumes na escuridão do caos de uma sociedade alienada e de
políticos e políticas desumanas. Acreditar nos nossos sonhos
é, sobretudo, acreditar na vida. Somos um suspiro de um
pensamento de um poeta... Somos pequenos e grandiosos n' alma
ao mesmo tempo e questionamos o Poeta Maior de todas as
Políticas, através de orações e súplicas coletivas. Somos
livres para pensar e gradativamente a atmosfera que nos cerca
se torna um feixe e, quando menos esperamos, surgem vozes na
escuridão. Fazemo-nos de loucos sóbrios em viagens tão
óbvias. Não é à toa que Zé Ramalho entoa a canção em acordes
dissonantes: "vida de gado, povo marcado, povo feliz".
Portanto, a melhor política dos políticos-vitrines é o
respeito infinito e indivisível pelos políticos-da-vida. Esses
são aqueles que não cansam de lutar pelos sonhos e por aqueles
que, de alguma forma inconsistente, deixam de sonhar...
- Somos uma vela acesa na ventania... Eis o tempo em
contratempo...
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Dedicado às amigas professoras Márcia Valeria, Cynthia, Patrícia,
Cláudia Queiroz, Márcia, Flávia Santos, Kassia, Alessandra e Odaíza.
Fraternalmente,
Valdir Sodré dos Santos
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
21/05/2008
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