A casa dos grandes pensadores
 
 
 
 

FERNANDA MOROSO

 

 

 

RABISCOS 
 
Rabisco palavras soltas em folhas perdidas pelo Tempo.
São tintas deformes que mancham minhas páginas não lidas.
E caminho pela noite escura, sentindo o vento trazer seu cheiro pela minha memória.
Minha mente não permite fraquezas; não permite que eu esqueça os tantos vendavais que passaram pela janela do meu quarto.
De vez em quando, aparecem borboletas coloridas que trazem vida (simples e humilde) à minha solidão. Mas eu me entrego à fantasia do meu próprio mundo, procurando o que está além do meu alcance, além da imaginação...
... e neste mundo construo jardins de mel com borboletas amarelas e um lago de água transparente, onde o sol se reflete e aquece os meus dias frios.
Estrela de calor intenso que ilumina o mundo dos homens...
... olhos, que um dia foram tristes, hoje felicidade viva no brilho do seu sorriso - a razão do meu amanhecer.
E minhas folhas levadas pelo vento perambulam por mundos esquecidos, em livros nunca lidos, em amores jamais vividos...
... e sem querer, vejo seu rosto ante meus olhos; riso, há tanto, reprimido; luz que flui em meu coração.
A saudade é lembrança adormecida.
Sua arte jamais será esquecida;
E orgulho-me de ter feito parte de sua história; orgulho-me de ter feito parte de sua vida...
(a ser publicado no livro Cartas ao Vento)
 
Fernanda Moroso
                      
Publicação: www.paralerepensar.com.brr 21/07/2006