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Agenivaldo Almeida Silva ()
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Nasci na cidade de Itapura, Distrito de Miguel Calmon, interior do Estado da Bahia, no dia 16 de Setembro de 1956. Minha mãe conta que, no dia 13 de Setembro, uma quinta feira a tarde, ela tinha ido buscar milho verde na roça para fazer cural e pamonha. Foi então que, passando por certa esquina, ao pular uma poça de água, escorregou e caiu no chão, batendo com a barriga em uma pedra grande. Após isto, foi para casa fazer o cural e a pamonha. No sábado à noite, por volta das 22 horas, passou mal, tendo dado à luz no domingo, às 12 horas. De um nascimento ainda prematuro, fiquei oito dias sem chorar, sendo que a parteira disse que eu estava morto. Com minha cabeça deformada (torta) e ainda sem sobrancelhas, cheguei à vida. Após este período e com os cuidados de minha avó Dativa e de Deus, sobrevivi.
Nasci com 7 meses de gestação e, naquele tempo, num nascimento assim os riscos eram muito maiores. Eu era muito pequeno e franzino, segundo meus avós e minha mãe, cabia dentro de uma “caixa de sapato”.
Já estava com 1 ano de idade e minha irmã Solange já havia nascido. Naquela época, a maioria das cidades do interior quase não tinha luz elétrica, de modo que a luz era de “lamparina”. Quando meus pais foram se deitar, minha mãe pegou no sono e dormiu. Estava no berço ao lado da cama e dormia meu sono tranqüilo.
Não se sabe como aconteceu, a lamparina que estava acesa incendiou o lençol do berço. O calor intenso acordou minha mãe que, assustada, me socorreu, tirando-me do berço.
Meus pais eram evangélicos nesta época e pertenciam à Igreja Presbiteriana na cidade onde morávamos.
Hoje tenho a certeza de que Deus havia me tirado do fogo, porque tinha um plano maravilhoso para mim...
E esta é a história da minha vida...
Era o ano de 1974, minha família foi morar no bairro Praça da Capela, conhecido assim porque existia uma pequena capela e, de frente para essa Capela, tinha uma pequena praça ondee, à noite, os jovens, ao som de boa música, ficavam a procura de uma companheira. Mais tarde, essa Capela tornou-se uma grande Igreja e o Bairro ficou conhecido por esse apelido, mas com o nome “Praça Antônio Giovani Lanzi”. Neste tempo, minha família freqüentava a Igreja de Cristo Pentecostal no Brasil, cujo pastor, Pr. Paulo Mesquita, sempre vinha em casa.
Freqüentávamos regularmente a igreja sempre que podíamos e eu sempre acompanhava minha família aos cultos. Nessa época, conheci um rapaz que vou chamar de Índio. Foi então que, pela primeira vez, experimentei fumar um baseado. Para mim, um novo mundo se abriu e não sabia que esse caminho me traria tantas tristezas. Muito curioso e querendo saber mais, comecei então a ir rumo a uma vida de sofrimentos que jamais pensei existirem.
Era o ano de 1975 quando minha vida já tinha tomado outros caminhos. Minha família não sabia mais o que fazer, tudo ia de mal a pior.
Foi em uma noite fria do mês de maio deste mesmo ano que estava transitando pelas ruas da cidade, quando fui abordado pela polícia, e, conseqüentemente, encontraram uma pequena porção da “erva maldita”. Fui atuado em flagrante, detido e levado pelo camburão. Apanhei muito da polícia. Fiquei preso alguns dias e logo saí. Para minha família, isso foi o fim e para mim também. Não imaginava que a vida de crime ainda estava só começando.
Os noticiários locais - rádio e jornal - noticiaram o fato de que a policia tinha aprendido um "maconheiro". Nessa época, ser conhecido como "maconheiro" era terrível. Quando passava pelas ruas, ouvia os comentários dos vizinhos e das pessoas: Lá vai o "maconheiro”. Foi então que meus pais resolveram que eu deveria ir morar em São Paulo na casa de meus avós. Fui para lá, arrumei um emprego e levava uma vida normal. Fiquei pouco tempo em São Paulo e retornei para minha velha cidade.
Com minha chegada, conheci novos amigos e novos caminhos também. Nesse tempo, tinham dois camaradas e eu, estávamos sempre juntos. Entre drogas, fumar maconha e ouvir rock, passávamos a maior parte do tempo jogando sinuca.
Nessa época, meu irmão trabalhava como cobrador de ônibus e, quando ele chegava, guardava a pastinha cheia de dinheiro. Eu procurava até encontrá-la e roubava o que pudesse. Quantos prejuízos causados para minha família e para ele também.
Dos primeiros furtos em casa, e objetos pessoais de minha família, roubei para comprar drogas. Novos “amigos” e novas aventuras também. Nos éramos em um grupo de 4 adolescentes a procura de prazeres e aventuras.
Nessa época, eu pesava quase 40 quilos e, por ser muito magro, me apelidaram de “Palito”, alcunha que carreguei por muitos anos. “Galinho”, assim vou chamá-lo, era um rapaz de uns 14 anos, levado e arrumador de encrenca, estava sempre roubando e criando confusão com a polícia. Muitos anos depois, a polícia matou o "Galinho". Perto de minha casa, morava o “Fumaça”. Ele era um rapaz moreno, de uns 15 anos, que gostava de fumar maconha, beber vinho e ouvir rock pauleira. Era brincalhão e extrovertido. Certa vez, ele tomou um forte chá de lírio para ficar muito “doidão”, mas acabou ficando pirado de vez, nunca mais retornou em si. Ficávamos em sua casa fumando, bebendo e tomando drogas. Ainda tinha o “Divino” que era medroso e quase não se envolvia. Algumas vezes, participava de alguns roubos e arrombamentos, mas procurava não se envolver.
Então, entre as “viagens”, fumar muita marola, tomar “bolinhas” e outras coisas mais, planejávamos nossos arrombamentos e outros tipos de assalto.
Na região de Mogi Guaçu, era isso que fazíamos. Cidades como Pinhal, Poços de Caldas , Mogi Mirim, Araras, Itapira, etc, recebiam a visita desse grupo de adolescentes para fazer malandragem.
O ano de 1977 despontava com novas promessas de vida nova, e novo futuro também me aguardava. Não sabia que meu tempo estava por um fio. Entre as baforadas de marola, muita droga e baladas nas discotecas da cidade, outras amizades foram também conquistadas a esse mundo.
Para minha família, eu era um caso perdido. Meu pai dizia: “pau que nasce torto, morre torto, nunca endireita”. Nessa época, não pensava mais em ir na Igreja, aliás, nem queria saber disso. Para mim, este negócio de ir à Igreja era coisa de “louco”. Mas eu não sabia que a vida era como uma caixinha de surpresa. Eu não sabia que Deus ainda estava no controle da minha vida e não compreendia que Jesus estava olhando por mim...

(Trecho do Livro "Das trevas para a Luz" - Minha autobiografia)

Sou Pastor Evangélico, sou escritor, gosto de ler e escrever, sou professor de Teologia e também Conferencista a convite de Igrejas em todo o Brasil. Amo a Bíblia Sagrada e a tenho como regra de fé. Gosto de viajar e apreciar uma boa amizade, respeito todas as religiões, desde que não firam a Palavra de Deus. Estou fazendo um curso de apologética pelo ICP e amo Jesus, meu Libertador.