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Crônica
 
Circo, dos horrores ao espetáculo!
Por: Alexandre Misturini

Circo, dos horrores ao espetáculo!

Num fim de semana onde poucas coisas deram certas, tive a infeliz idéia de ir para o circo que estava de passagem pela cidade. Que aventura! Sob a influência feminina acabei por aceitar um convite muito, mas muito insistente para ir ao circo. Pronto, lá estava eu dirigindo o carro pensando quanto tempo de “espetáculo” teria para me “divertir” ouvindo e presenciando artistas circenses. Durante o trajeto entre a casa da mal intencionada figura feminina, diríamos assim, até aonde o circo se encontrava, pensei mil coisas. Uma delas seria arranjar uma desculpa para não ir ao circo. Algumas hipóteses passaram por minha cabeça: “quem sabe não vamos para o cinema?”, mas nem me arrisquei devido ao grande entusiasmo da minha companhia; “vamos aproveitar para caminhar um pouco”, mas minha companhia não estava devidamente vestida para a situação que eu havia pensado; “Quem sabe poderíamos dar uma olhadinha nas vitrines das lojas no centro?”
Mas logo vi que seria inútil tentar mudar o destino daquele domingo, o programa seria mesmo o circo. Chegando ao parque aonde o circo estava instalado, de imediato sou abordado pelos palhaços que faziam gracinhas sem graça alguma tentando me vender uns bonecos que criança alguma se engraça com tantos brinquedos tecnológicos disponíveis hoje no mercado. Na verdade o palhaço ali naquele momento era eu, pois pagar R$ 5,00 de entrada para mim e para a minha companhia foi uma palhaçada. Bem, mais conformado entrei, sentei-me nas arquibancadas improvisadas e sujas no aguardo do “espetáculo”. Antes de começar os números anunciados pelo locutor os artistas se misturavam à multidão vendendo fotografias em chaveiros, maçãs do amor, algodão doce, salgadinhos, refrigerantes. Enfim, um verdadeiro número de porcarias que as crianças adoram. Mas ao ver os artistas vendendo pensei: Quem irá realizar os números se os artistas estão vendendo essas porcarias? Para minha surpresa eles mesmos, sim eles próprios eram vendedores e artistas.
Começa o “espetáculo”. A pobre menina que vendia algodão doce sobe no picadeiro e se enrola em longos tecidos em acrobacias verdadeiramente belas e perigosas. Porém, sem nenhuma segurança pois o palhaço e o piloto de motocicleta seguravam as cordas com muito custo. Após aplaudir o número da acrobata, muito bonito por sinal, outros números aconteceram da mesma forma, ou seja, muito belos mas sem nenhuma segurança. E, para terminar, o globo da morte. O rapaz que vendia refrigerante agora se arriscava num louco trajeto dentro do globo com mais um moto em sentido contrário, num barulho ensurdecedor, deixando a todos espectadores boquiabertos. Fim do “espetáculo”, minha primeira vez no circo, e fiquei admirado com o talento dos artistas, mas também indignado com a falta de segurança que os mesmo tinham ao realizar suas apresentações. Tudo começará a melhorar, o humor, minha visão sobre as apresentações circenses, mas algumas coisas continuavam iguais, dentre elas a companhia.



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