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Poesia
 
De um outro fantasma
Por: PAULO REBELO



I

Hoje sou um fantasma !
Ser translúcido e tão leve.
Último aspecto da vida breve.
Fugaz visão que o olho pasma !

Sou espectro de luz que se desfaz
Na paisagem da noite assombrosa
Onde me torno imagem perigosa.
Mas de que meu vulto será capaz ?

Transpasso tudo que toco
E sou mais fraco do que a brisa.
E a minha aparência se volatiliza
No espaço oblíquo de qualquer foco.

II

Hoje sou um fantasma !
Mas de carne e osso já me senti.
Fluí da vida quando perdi
A essência básica do meu plasma !

Tive toda vontade materialista.
Se dizer que tê-la é cooisa insana
Não purifica o meu nirvana
Essa razão de um sofista.

Agora que sou corpo etéreo
Eu quero a paz da eternidade.
Enfim já sei da grã verdade:
Morrer não é fim do mistério.

Paulo Rebelo

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