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Poesia
 
Novas poesias
Por: andre mendes


Sonhos I

Tenho
uma convicção
pura quase inata, os meus sonhos
são os meus filhos,
sem parto normal,
nascidos na estrela da aurora,
no sorriso da lua
na imensidão dos horizontes.

Os meus sonhos são o perfume da flor
recém nascida,
inacabada,
geminada pela
mão do amor
pela vida.



Sonho II

Eu sou de aço assim como os meus
sonhos.
Eu sou do tamanho
dos meus
sonhos
que são do tamanho do universo.
Os meus sonhos são de hoje
e de todos.



Sonho III

Sou feito desse
material,
denominado
sonho

A certeza da
minha
existência

A aposta
da minha vida,

Sou feito
desse material
chamado
sonho,
cuja
o símbolo
cristaliza
o meu dia.

Sonhos

Eles
são
feitos
de oxigênio.

Rirem como
nuvens
borbulham
como
estrelas,
gozam como
os deuses


São como
o sol
seu calor alimentam
uma vida.

para isto
que os sonhos são feitos
para fazer
a
vida respirar.


Sofrimento

Hematomas pulsam
a hipertensão da aurora.

A mulher cospe sangue.
O seu genital ainda torturado
declara ausência
diária, mensal, anual
de carinho.

A mulher esta drogada
e lúcida
seus hematomas
sorriem
para as estrelas congeladas
no gesso
nulo
do seu sorriso lindo !

Tempo

Embelecido por ontem a semana
Passada namorou-se com o ano retrasado.
Há uma hora paralisou
A semana que ‘vêm’.

O amanhã não veio nem o
ontem nem o
hoje.

Amanhã, virão
Todos atrasados por terem se perdido
No tempo globalizado.

Greve

O poeta esta de greve
Não remunerada
Taxada
De adeptos
Sensibilizados
Com abstinência
Incomum.

O poeta não fala
Ontem bebeu
Um café lê um jornal.
Saiu.

Partiu sem se despedir da empregada,
A repartição do
Trabalho e da vida
clamam
poesia, no entanto
o poeta esta de greve, não
remunerada disfarçada de
férias prolongadas.


Medo

Quem és?
Desejo
lamber as
suas feridas
a sua ausência
é lacuna
da profundeza
dos oceanos,
Sinto
medo do
medo da ausência
de te


Parto

Parto para perto
do porto
de pedra
da minha pátria

Se não pudesse partir,
o que faria?
Voaria como
vento
numa brisa
criando raios, rasos
risonhos de sol!

Parto para dentro
de mim,
Numa
Nua crua
Procura de mim.
Onde eu estou?

Será?

Preciso pular o muro que me
cega o horizonte.


Indefinido
penso não
fazer parte da
desse mundo.

Cuspo injustiça,
urino
estrupos, vomito
mortes e assaltos,
gozo a violência aceita por muitos
e vizinha de todos.

Repenso,
para tudo isso?


Arte

Múltiplas cópias
de segundo marcam
o compasso da arte.

Arte ingrata que recebe
mais que fornece.

Arte maldita,
arte de graça!

Arte, não infinita,
não arte, mas arte,

Arte que não reduz a si mesmo
é mesmo arte?

Não -poesia

Armaram-se de
ternos e gravatas,
Onde estão os poetas?
Incumbidos de dizer
aquilo que não sentimos,
Onde estão os poetas?
Longínquo momento
de deleite da palavra,
A não-poesia instalou
nos ventres
dos poetas,
Onde estão os poetas?


Algo

Algo me invade e
ensurdece
o meu escuro
como um grito feminino
estalado pelo soco covarde.


Algo me invade e me arde
de dentro para fora, como os Estados,
Municípios
sem nação.
Algo me invade e não demora sair.


Paz

Estou alcoolizado
pela palavra
que ainda não achei.

Procura-a no
invisível
dos olhos negros, pardos e
doces dos poetas, dos homens
das mulheres
uma palavra que seja congruente
aos ângulos da paz, uma geometria humana,
cuja energia
se potencializa em cada um de nós.

Incompleto

Você que
me chama,
e tece
a chama
do insensato
Dentro de mim.
Você que cospe
Verdade,
Que meus
ouvidos ignora.
Por ora silencia com
Hálito maciço
E suave do prazer.

Você que não mora
Na minha agenda, embora
Esteja marcado
Como algo
Indestrutível
Na minha alma,

Incompleto possuído
Por um desejo incansável
De preencher
A lacuna de
Você dentro de
mim.
Por mais que
Sacie
O meu sexo,
Haverá infinitos
Orgasmos
A serem expostas.
Jaculo a decisão
E mato
A minha sede
Completa na plenitude
Da urgência do agora.

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