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Poema
 
Eu e eu profundo
Por: Ediney Santana

Raiava!!!!



Há no esgoto de mim tudo de limpo

que o mundo rejeitou.

Sombras de um eterno dia entre aspas.

Tudo é sub-urbano

como mulheres na central do Brasil

vorazes pelas migalhas

dos imundos do templos. Desvirgino

o teu sagrado e estúpido

ser holocausto. Eu como canibal

vou trepidando agulhas nas asas

mesquinhas de quem amo.


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Bebo ao ser que vem



A você que vem eu saúdo com mil canhões.

Armas solidárias

do amanhã feito sobre a covardia do hoje.

Saúdo-te mulher de todos os

Úteros verminosos.

Teu filho serás bandido santo, morte e

vida para minhas mais sensatas

loucuras.eu como ser feliz desse ninho

deito no teu colo paraíso do mundo.

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Alegria



Vem dançar comigo,

linda senhora do dia feliz

qual paraíso em que

abita o senhor da noite que não finda,

senhora tão linda como

os anéis de um soberano sem paz.

Vem comigo ao parque

que sou inimigo do rei,meu exército devora

fetos reais

não tenha medo, enquanto eu te amar

vida vais ter, senhora!

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A Morte de Ana Lú



Foi ontem em 1874 que ela saiu,

o dragão do bem

devorou suas viceras.

Ela morta, bela ria para mim.

Levei-a

Até o meu quarto, fiz festa

sobre o tempo de morte

em que ela vivia. Acordou

não reconheceu nada além do

que um dos seus seios

em minhas mãos de poeira e

alecrim, rio-se o medo.

Foi ontem que Deus

fez sobre mim seu maldito

juramento:

tudo que amas serás de mim

teu inferno entre os mortos

e os quase vivos.

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Felicidade



Câncer, política, crime

A cor amarela

dos rins da menina louca.

Pus e ácido.

Mãe e pai, pai morto e açúcar,

sangue ruim.

Houve uma tempestade,

raio de sol e

um dia de primavera.

Dor de cabeça, gonorréia,

Ácido na língua

Traição e pus no olho direito.

Sexo e não sexo, árvore.

Tamanduá, cachaça,

Reza de Gil Mario, a certeza de

Que sou sozinho,

a certeza de que não sou exato,

pau, pedra e sertões na

alma cansada, rios em fogo.


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Os seios de Maria Li



Eram a flor do mundo aqueles seios

decadentes.

Não havia leite, apenas prisão e jardins.

Jardins habitados

por serpentes e velhos piratas.

Voraz eram aqueles seios - línguas e orquídeas.

O mundo foi sugado por ele.

Pariram-se abutres e bolos de cereja,

Fiz pipocas e cálice de

sangue de um antigo amor.


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Am(or)



Voamos ao mais profundo silêncio.

Voamos

nas releituras de antigos cadáveres.

Mortos em amor.

Fuzilados na paz de um grande amor.



Ediney Santana nasceu na cidade de Mundo Novo - Chapada Diamantina-Ba no em 1974. Vive em Brasília, escrevem em http://edineysantana2.blogspot.com
Todos os textos editados pela Laetitia Editore

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