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Jorge Luiz da Silva Alves
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Modigliânicos
Por: Jorge Luiz da Silva Alves

Entremeado pelos mistérios de minha nada saudável carnavalidade da alma, demonizo as certezas e seguranças cotidianas em cada copo de conhaque na festiva madrugada; resistência femural contra todo bom senso, a óssea neologia encontra poderoso antônimo na longilínea sabedoria de suas madeixas vermelhas e no sorriso complacente porém reprovador: inquisidora definitiva de meus viscerais excessos, lembra-me, suave como gueixa e venenosa como uma Bórgia, que de nada te servirias se bêbado como padre toscano. “Dizeis isso, porque pretende-mes uma mitra”, vocifero, etílico. “E achas, bardo porrado, que sois Modigliani, alcançando o Éter sob os auspíscios da canjibrina? Sois Jorge, e à graxa retornarás – mas não ao meu lado, pois para heroísmo há limites.

Reduzido em meu embriagado coadjuvar, diminuído pelo brilho de teus olhos, despeço-me dos copos, dos risos e da noite para amanhecer no rubro firmamento de teu pragmatismo – evitando, assim, que a loucura se defina em nossos traços, esboços modigliânicos de tragédias anunciadas.

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