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Pablo Araujo de Carvalho
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Crônica
 
QUE RACISMO QUE NADA É DOR DE AMOR MESMO! (O caso Twiter)
Por: Pablo Araujo de Carvalho

O meu pai era paulista, meu avô, pernambucano, o meu bisavô, mineiro, meu tataravô, baiano, meu maestro soberano, foi antônio brasileiro... Escutando essa bela canção de Francisco Buarque de Holanda, recebo a mensagem do locutor, que interrompe buscamente a música para veicular uma notícia urgente: Jovem advogada deixa mensagem de cunho racista e de incentivo à violência contra os nordestinos no Twiter. Fiquei chocado, desesperado mesmo, diante de tanto preconceito em pleno século XXI, e um frio terrível percorreu minha espinha fazendo-me recordar da lista de Schindler e rezando para que eu, filho de nordestinos fosse incluso na lista que salvaria minha pele.
Acometido de grande temor, fui comentar o fato ocorrido ao meu avô, um baiano de 80 anos, saudoso tropicalista e amante das obras de Jorge Amado e Nelson Rodrigues, profundo pseudo-conhecedor da natureza feminina. Diz-me:
- Oxe... Pra que se aperriá desse jeito muleque, tá vendo não que isso é dô de amo, é o tal de orguio ferido de muié, isso é pior que praga de fio que bate na mãe!
- Será, Vô?
- Mais é craro que é lógicu muleque, a danada até fez um apelo que matasse o pobre do nordetino afogado, dizendo que o cabra não era gente!
- É vô faz sentido
- É craro que faiz, no minimo ele comeu um sarapatél, um acaraje quente, depois tomou uma catuabinha pra bombea o sangue e essa Rapariga (moça nova) nunca mais esqueceu esse rapaz que chegou em casa tocando a campainha sem as mãos... Isso é amor a primeira oiada muleque!

Pensando nisso, concordei com aquele velho baiano cuja sabedoria simples de um profundo pseudo-conhecedor da natureza humana, consegui até perdoar aquela jovem e infeliz moça, pois entendia que ela na verdade havia sofrido uma profunda decepção com um suposto galã nordestino o qual declarou que ele não era gente , pois não se toma catuaba, come sarapatel e deixa a mocinha trensloucada pelo efeito dilator que causa a ingestão desse alimento consumido antes do ato consumado em quatro paredes.
E, eu como o meu avô, entendi e perdoei e até tive compaixão por aquela moça, cujo coração foi arrebatado pelo amor caliente que todo nordestino emana.

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