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Crônica
 
Obscenidade salarial
Por: Alexandre Misturini

É obsceno! Não, não é o cantor Wando e suas canções melosas e a enorme coleção de calcinhas das suas fãs. Obsceno é o salário dos políticos, das Câmaras Federais, Estaduais e, pasmem, das Municipais também.
È fim de ano, o Natal já passou, mas meu senso crítico não. Estamos vivendo na época da tecnologia da informação e da comunicação, e assim mesmo os políticos continuam sem vergonha alguma em votar seu próprio aumento, acima da inflação e qualquer índice existente. Será que nossos políticos não têm noção? Calma! Eu mesmo respondo: não! Se nossos governantes tivessem senso de responsabilidade e principalmente ética, nunca aprovariam essas obscenidades astronômicas que são esses salários pagos às custas de um povo pobre, financeiramente afirmando, mas também pobre de espírito, porque sempre elege os mesmos personagens para a mesma tragédia, cujos personagens que têm fim trágico somos nós, contribuintes, cidadãos, ou melhor, pagadores de contas. Será que, mesmo nesta época cheia de informações à nossa disposição na mídia impressa, eletrônica, rádio, TV etc, não conseguimos formar uma consciência crítica em relação aos nossos políticos. O que precisamos para mudar? Eleições são realmente formas democráticas de mudar? Calma! Novamente eu respondo: sim! Mudamos a forma ou, como já mencionei anteriormente, só os personagens desta tragédia. Acredito que esta obscenidade salarial é culpa de todos que se encaixam na política de “pão e circo” que temos no Brasil, ou seja, carnaval e futebol. Estamos viciados em uma política antiga, onde o Estado é paternalista, metido a populista e se chama de Estado Moderno. Infelizmente a modernidade sob a ótica do Governo é manter o Status Quo da sociedade para que ela nunca se rebele com estas coisas absurdas que ocorrem nesta República de Bananas. Lembrem-se que as grandes revoluções só ocorreram quando o povo chegou no fundo do poço, não estamos longe do fundo, pois somos mantidos numa linha tênue entre ser classe média e ser miserável. Como não se indignar com esses altos salários sendo professor e ganhando uma miséria, sendo honesto e nunca ter reconhecimento e respeito? Inveja? Não! Indignação, inconformidade de ser cidadão brasileiro. Povo brasileiro, vire a folha do calendário, caia de cabeça em 2011 e acorde!


Leia também em meu blog:
http://alexandremisturini.blogspot.com

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