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Alexandre Simas Costa
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Ensaio
 
Pormessas de Salvação...
Por: Alexandre Simas Costa

Promessas de Salvação

I
E eles continuam vindo
Cavalgando seus sonhos
Açoitados pelo chicote do pesadelo
Na poeira da fome e da miséria
Desembocando na abstrata noite de concreto
Um pastel com caldo de cana por última Ceia
Paga com o troco do carnê de um Baú
Abarrotado de promessas de Felicidade
II
O doce da boca é uma ilusão do açúcar
A cidade amarga com cheiro de diesel
III
A ganância vagueia procurando por todos
Enquanto a sorte bebe cachaça no fundo do prostíbulo
Ratos se perdem em labirintos de lares desconstruídos
Sombras tortas vagando no preto da noite
Nas esquinas das janelas através do vidro
Nos esgotos do luxo girando pra lá e pra cá
IV
O dinheiro do mundo pertence aos mesmos
Abutres do dia que devoram a noite
E a fome do povo ronca na garganta
No rente da navalha da fera que lhes explora
Enquanto o pulso pulsar
V
Uma multidão pendurada no tempo
Entre a crença e o mistério sem luz que os proteja
Presos nas manchetes sangrentas dos jornais
Vivendo as noticias do medo e mentiras sociais
Enrolados no peixe da salvação
Vendidos por um vigário ao preço de um conto
VI
O mesmo gado alimentado com projetos de futuro
Apenas trocam de políticos e currais
No eterno escambo de promessas por votos
Viajando quilômetros para não sair do lugar
Terminam soterrados nos escombros dos barracos
Da mesma favela que lhes abriu os braços
VII
Os filhos do sertão anseiam a cidade
Onde a fome os espera na calçada do Fast Food
Sob a mesma marquise Adornada do grande EME
Micrococáceas de Milionários e Miseráveis
Habitando o mesmo Miasma do EME que os separa
VIII
Uma oração busca consolo no companheiro Divino
Que olha a terra ardendo no calor dos cânticos de louvores
Sob o Terço de Brilhantes dos Cardeais senhores do mundo
E outros cobradores de pedágio para o céu
IX
Deitadas sobre os espinhos da coroa de um rei de pedintes
Que recebeu na face o beijo da morte e prometeu voltar
Descansam inocentes almas pálidas de olhos profundos
Esquecidas que a salvação que lhes foi prometida
Chegará apenas no dia que o mundo acabar

(AeSSeCê)



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