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José Arthur de Oliveira
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CRIACIONISMO OU EVOLUCIONISMO?
Por: José Arthur de Oliveira

Quando era mais jovem, digamos, nos meus tempos de ginásio, todos os meus amigos freqüentavam a igreja aos domingos e pareciam gozar de uma singela e confortável fé em Deus. Isto não se dava comigo, pois tudo o que eu via parecia indicar o contrário. Para mim, a ciência do meu tempo tinha todas as respostas e a religião era apenas fruto de um medo supersticioso.
Adão, Eva, serpente conversando... Caim, quando expulso do Paraíso encontra uma cidade; por lá se casa e forma família. Oops! Mas não era a Terra, nessa ocasião, formada apenas pela família de Adão e Eva?
Já na universidade, comecei a perceber que a ciência também não tinha as respostas, apenas teorias, quando muito.
Em diversas e relevantes situações o raciocínio científico se mostra incapaz de explicar os fatos mais decisivos na jornada evolutiva do homem e de seu habitat. Não apenas ignora, mas chega ao absurdo de argumentar com espírito supersticioso, pois atribui ao acaso a origem da vida e do surgimento do Universo, com toda a sua família de planetas e estrelas.
Inobstante, por alguma razão até então desconhecida, tudo parece planejado para que essa vida na Terra se expanda e aperfeiçoe, independente de todas as variáveis e circunstâncias aparentemente contrárias a este formidável projeto.
Coletei alguns dados sobre geologia, astronomia e física, associados a fenômenos historicamente conhecidos e comprovados que deixariam qualquer criatura com os cabelos em pé, aguardando o fim catastrófico da Terra para qualquer momento. Afinal, 2012 está às portas!
Imaginemos um automóvel viajando por uma rodovia sinuosa na encosta de uma montanha, em alta velocidade e sem freio algum. Certamente a viagem chegaria ao fim antes do primeiro quilômetro. Assim se dá com a trajetória de nosso sistema solar no espaço.
Nosso planeta viaja a uma velocidade aproximada de 100 000 km por hora, pelo espaço atulhado de objetos de grandes dimensões, os quais também se deslocam aleatoriamente a velocidades altíssimas e jamais colidimos com qualquer obstáculo de vulto... Em relação ao centro da Via Láctea (a nossa galáxia), a Terra move-se (junto com todo o sistema solar) à velocidade de 250Km/s, ou seja, 900 000 km/h.
Estatisticamente, o risco de colisão é tão grande, como se fossemos um projétil de um atirador, disparado contra um bando de aves em formação de vôo e por não acertar em nenhuma da primeira vez, se fizesse outra tentativa, e mais outra, assim ao longo de milhões de anos. Por que não se acerta?
O contínuo movimento das placas tectônicas, que desde a origem atormentada do planeta vem criando cadeias de montanhas, escavando vales profundos, unindo ou separando continentes , aflorando ilhas, hoje ocorre de forma localizada e amena, podendo ser detectado com antecedência evitando cataclismos maiores. Ainda assim, tudo o que disso resultou favoreceu a formação de rios, lagos, oceanos... Controla e define o clima e todos os demais fenômenos meteorológicos, sempre contribuindo para a expansão da vida.
Consideremos ainda as eras de intensa glaciação, que no passado estabeleceram os contornos finais das principais paisagens do planeta. A massa imensa de gelo que se acumula sobre a superfície, em determinadas regiões, ao se movimentar arrasta toneladas de rochas e as deposita em formações curiosas e úteis, mais além; o fluxo e refluxo dessas glaciações repetindo-se ciclicamente alteram o relevo da terra de forma importante. Citamos como exemplo a formação dos Grandes Lagos, entre os EEUU e o Canadá, resultantes do derretimento e recuo de imensas geleiras, desde dois milhões de anos atrás. Além das cataratas do Niágara; outro exemplo curioso é o que nos oferece o curso do rio Mississipi que antes da ultima era do gelo tinha um determinado trajeto, e depois, estudos geológicos demonstraram que elevações do terreno por depósito de rochas arrastadas pelos glaciares, alteraram significativamente aquele percurso.
O eixo de rotação da terra em relação à sua orbita em torno do sol tem uma inclinação de aproximadamente 23 graus. Sem esta inclinação, certamente haveria o risco do planeta ficar bem mais agitado por tempestades e cataclismos generalizados. Isto porque, no equador a temperatura seria sempre alta e nos pólos sempre baixa. Imagine a diferença de temperatura na atmosfera e nos oceanos, criando ventos e correntes fortíssimos. Por outro lado, graças a essa inclinação temos as generosas estações do ano, possibilitando um ciclo de fertilização do solo, de semeadura e colheita na agricultura, além da diversificação das espécies da fauna e da flora que dependem de climas específicos, formando seus ecos-sistemas e favorecendo à caça e domesticação de certas espécies de animais úteis ao homem. Ora, a inclinação deste eixo se deu por um choque violentíssimo de algum objeto de grandes proporções contra a superfície do planeta ainda no inicio de sua formação. Imaginemos este acontecimento nos dias de hoje. Aquele fato, no passado, possibilitou a existência da vida... nos dias atuais seria o fim da humanidade.
Tudo isto exposto e analisado, concluímos que, se por um lado o Criacionismo atribui a Deus o aparecimento do homem na superfície do planeta com toda a criação, em sete dias, peca pela ingenuidade da forma como nos apresenta a Gênese cósmica.
Também a ciência evolucionista, por nada saber sobre o Tempo zero e o Espaço zero, que resumem a origem da vida e do Universo, não pode se arvorar em detentora da grande verdade.
A resposta salta aos olhos.
O fanatismo, por um lado, e o radicalismo cego, por outro, impedem que se perceba que a combinação do Criacionismo com o Evolucionismo soluciona este colossal dilema... Basta que se compreenda que estando Deus na origem do Tempo e do Espaço, a Evolução passa a ser simplesmente resultado das leis divinas; Deus, Ele sim, o Criador Eterno.

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