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Resenha
 
Yukio Mishima: culpa e sensualidade
Por: Paulo Marcos Barros

Adoro os escritores e venero os mártires, mas amo os escritores mártires. Aqueles que se sacrificaram pela sua literatura, ou mais extremamente morreram por ela. Quero falar nesse post de ninguém menos que Yukio Mishima, da sua obra.

Mashima é, provavelmente, o escritor japonês mais conhecido dos leitores ocidentais. Foi indicado três vezes para o Prêmio Nobel de Literatura.

Ler Mishima é mergulhar em ambiguidades: ora poético, doloroso e homoerótico e ora decadente, preconceituoso e fascista. Também não podia ser o contrario, afinal ele escreve mais sobre si próprio do que qualquer outra coisa.

Em Confissões de uma máscara, de 1948, Mashima revela tudo sobre si, o que deixa o livro uma semiautobiografia romanesca. Nele, o escritor conta história de um garoto que vive um dilema: não sabe se dá vazão às suas fantasias homossexuais sádicas ou se investe em um amor por uma irmã de um amigo.

Realmente é uma confissão, mas esta não busca a absolvição, sabe que ninguém poderá fazê-lo. Nisso Yukio Mishima é semelhante a Jean Genet, ambos buscam a santidade por meio da degradação e da auto-humilhação. Alias a maneira de morrer de Mishima refletiu as preocupações da sua obra, um suicídio público por seppuku – o ritual de autoevisceração a fim de resgatar a honra.

Cores Proibidas, publicado em 1953, transparece todo o preconceito contra as relações afetivas, o personagem principal Yuichi seduz a todos (homens e mulheres), mas não se entrega ninguém.

Como um pegador Yukio sabe que está pegando, toda sua obra é cheia desse conceito, e também sabe que não poderá se arrepender do que fez. Em toda sua escrita, há um prazer com uma mistura de culpa e dor que o equipara a Oscar Wilde.


Paulo Marcos Barros

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