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Maria Aparecida Francisquini
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Crônica
 
POR CONVENIÊNCIA?
Por: Maria Aparecida Francisquini


Você vive tendo problemas! Não consegue entender o motivo (ou os motivos) de não conseguir viver com tranqüilidade, sossego! Não gosta de admitir, mas algumas vezes, sente uma inveja danada das pessoas com as quais convive, pois já percebeu que nenhuma delas tem tantos problemas como você. Bom, pelo menos não falam a respeito. Você não! Reclama, sofre. Também, seus problemas são tantos, tão graves e tão grandes, que você nem consegue não falar deles. Afinal, amigos são para isso mesmo: para nos ouvir quando não estamos bem. O problema, é que você raramente está bem. A culpa não é sua, e sim desta vida sofrida que você leva. Quem dera se você conseguisse viver com tranqüilidade!? Costuma dizer que nem consegue chorar mais, que a impressão que tem, é que suas lágrimas secaram, de tanto que já chorou nesta vida! Mas a expressão de vítima, de sofredor, está aí! Bem visível e marcante no seu rosto, e no seu corpo também. É tanto sofrimento, que seu sorriso não resiste, e quase nunca aparece nos seus lábios. É tanto peso para carregar nesta sua vida sofrida, mas tanto, que não tem como seus ombros não se arquearem! Constantemente se sente apreensivo, com vários problemas perturbando sua vontade (?) de viver bem!? Não se lembra da última noite que conseguiu dormir completamente relaxado, sem uma preocupação que seja, na cabeça, lhe perturbando, lhe atrapalhando o sono. E olha que já são vários anos assim! Problema atrás de problema. Não consegue nunca se organizar! Já tem tanto tempo que se sente sofredor, que constantemente repete que já está quase perdendo as esperanças, que já chegou no seu limite de tolerância para tanto sofrer! Mesmo repetindo isto constantemente, seu sofrimento não acaba. A cada dia, descobre que seu limite é bem mais extenso que você imaginava! Parece que esta descoberta até lhe faz um pouco feliz! Nossa, sou bem forte mesmo!? Apesar de tanto sofrimento, ainda consigo forças para continuar! Se identificou bastante com aquela peça publicitária que dizia que brasileiro não desiste nunca! Quando lembra disso, sente até um pouco de alívio e se conforta dizendo: é, sou brasileiro e não desisto nunca! Talvez seja importante, você refletir um pouco sobre como tem conduzido sua vida. Precisa esclarecer se vive tendo problemas, ou se vive para ter problemas. Algumas muitas pessoas são assim! Fazem da vida um constante caminho para viver sem sossego. Se acostumam e até mesmo passam a gostar de problemas. Conduzem a vida, correndo em busca da falta de sossego (não correm atrás, para sempre estarem por perto, do lado de alguma confusão). Parece que se treinaram, para sempre ter problemas, e se recusam a esquecer este treinamento. Estranho e quase impossível pensar nisso, e mais estranho ainda, constatar que existem pessoas que são assim. Se relacionam com as dificuldades, os imprevistos e os obstáculos da vida, como se precisassem deles, como se fossem o combustível para viverem. Tratam os problemas com um cuidado e um zelo, que até impressiona! É um casamento eterno!
Imprevistos são comuns na vida de todos nós. Ninguém passa por aqui, por este planeta, sem ter que eventualmente se deparar, se esforçar para superar e vencer os obstáculos. Fases difíceis também acontecem na vida de todos nós. O problema é que algumas pessoas, pelos mais variados motivos, se encantam por estas fases. E estacionam nelas. Não aceitam que sejam só fases passageiras, mas se esforçam para torná-las eternas. Se apaixonam pelos problemas e ficam fascinadas com os imprevistos. E não conseguem mais viver sem eles. Demonstram um encantamento imenso, em falar dos seus problemas, em repetir mil e uma vezes aquela situação de vida que um dia aconteceu ( mas não passou, pelo menos na sua lembrança) em sua vida, e lhes causou grande sofrimento. Parece que o prazer em falar desta fase ruim é maior, principalmente quando estão sem nenhum problema, quando estão naquela fase boa. Precisam sempre reforçarem a lembrança. Lembrando, relembrando e até mesmo conseguindo despertarem aquele sentimento de angústia e sofrimento vivido naquela época. Para não se esquecerem nunca! Para não perderem a posição de vítimas, de sofredoras.
Dependendo da situação, esta posição é bastante conveniente, e proporciona algum ganho! Ou muitos!!!

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