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Prosa
 
Praticando o Amor
Por: Uinnan

Em minhas orações a indagar- me sobre o amor, veio à mente as seguintes palavras: doação, gratidão e perseverança. A sensação que meu corpo produzia era de intensa serenidade, ondas de energia se esvaiam e enchiam meu coração de paz. Então parei para refletir: como viver esse Amor? Como viver uma vida de doação, gratidão e perseverança? Para quem? Por quê? Como? Essas perguntas me tomam os pensamentos constantemente, mas se tratando da vivência no Amor, elas me alavancaram pedindo respostas urgentes. Não posso abafa- las como se fossem vãs indagações existenciais! Uma solução trouxe o bom estado de calma. Cabe a mim, toda a doação que posso oferecer, cabe a mim toda gratidão que puder transmitir, cabe a mim toda a perseverança que puder arrancar da terra. Voltando à antigas meditações lembrei- me que sou eu quem realiza as ações de doar, agradecer e perseverar, mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, qual a fonte, a origem dessas sublimes manifestações? Como elas chegam até a mim? Um estalo estampou- se em minha mente. Deus é obvio! O criador de tudo o que posso tocar e de tudo que pode me tocar, das coisas e dos seres, dos valores e dos excelsos estados da natureza. É Ele quem me traz a vontade de cultivar a doação em meu ser, e que me consola limpando os olhos de minha alma para ver o quanto tenho a agradecer infinitamente, cada passo que desenho nesse mundo. Prosseguir às vezes, simplesmente continuar a seguir apoiado em mim mesmo, é complicado, as linhas do pensamento se confundem, as emoções tornam- se conflitantes, as ações passam a acontecer impulsivamente, inconstantes, hora movidas pelo desejo dos instintos humanos, horas controlados pelos mecanismos da razão pura, pragmática sem a sensibilidade da intuição íntima e inexplicável que me guia. O ato constante da perseverança, o ritmo efervescente da vida, em momentos máximos nos transformam como às rochas em areia, nos renovam a cada dia em orvalho novo, e o movimento não para, naturalmente. Existe ainda outra forma natural, mais completa de continuar a caminhada. Acreditar em Deus; e melhor que acreditar viver para Ele, e melhor ainda, senti- Lo e vê- Lo em todos os seres. Será que sou assim tão forte e maleável para ser capaz de viver para Deus, de viver para todos os seres? De doar e cultivar esse amor tão grandioso pela vida? De respirar profundamente a cada topada que me arranca o tampo do dedo? E olhar que além da pedra que me machuca existe uma campainha que me traz de volta à realidade? Como pedras preciosas, precisam ser lapidadas, preciso passar por momentos de dor para mudar de estado de consciência, avançar quanto regente instrumento do Pai nessa casa. Sou amado por Deus, feito para ser o melhor instrumento entre todos, por que preciso sentir dor para quebrar algumas barreiras e aprender a cuidar das flores? O amor não dá conta de todas essas modificações em mim?
A dor é o amor disfarçado, aos meus olhos. Nem sempre percebo que ela é só uma capa que o amor usa para me dizer que preciso crescer. A fé é energia espiritual. Se o meio em que estou inserido é perfeito, o ar é limpo, as palavras são doces, se não há nada com o que se angustiar, para que a fé? O amor disfarçado é o estímulo vital para a permanência da fé em mim. Claro! Se quanto ser em crescimento preciso de motivação para continuar galgando se ainda não tenho o espírito pleno de ânimo, a dor me impõe limites no mundo e produz conhecimento e amplidão de espírito, elevando e mantendo a fé prática em meus pensamentos e ações. Acreditar em um Ser grandioso que não podemos tocar, em valores a perseguir cotidianamente, não é uma tarefa simples, embora na simplicidade de meu coração possa acontecer como obra de Deus. Através da fé podemos pedir e agradecer. Sem a fé, não enxergamos o Amor. Sem a dor não podemos descobrir esse Amor. Com amor e fé a dor desaparece porque entendo que ela descobre em cada etapa da minha vida um bucadinho a mais de amor, um bucadinho a mais de Deus em mim. Viver plenamente é buscar doar, agradecer e perseverar simplesmente, acreditando que o resultado final é obra de Deus.

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