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Pablo Araujo de Carvalho
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Crônica
 
O PROFETA DE NOVE DEDOS
Por: Pablo Araujo de Carvalho

Que tudo me seja retirado e ainda assim viverei do meu amor à vida.
A vida um bem maior, irrefutável e legitimo de cada ser, de cada indivíduo singular, capaz de senti-la ao seu modo, do seu jeito ao seu sabor e dissabor.
Ainda que vivamos em uma época pós-moderna em que toda a desonestidade, falta de ética, desvio de dinheiro público, miséria, seja ainda antigos costumes como uma nódoa do tempo que mancham a indumentária da religião, o colarinho branco da politica e a toga da justiça, ainda assim viverei como um pagão em época áurea da santa inquisição, viverei com uma fé inabalável aos meus costumes, herdados de uma sabedoria familiar desprovida de estudo, porem repleta de ética, regida pelos sagrados mandamentos de uma matrona que criou seus filhos sozinha com o suor de suas faxinas diárias “Filho não pegue o lápis do seu coleguinha de classe, respeite os mais velhos, peça benção ao seu avô” Viverei da força que minha indignidade consegue se alimentar, temo eu que esse alimento seja farto em um mundo em que a santa ceia é formada por uma casta de juristas e políticos cujo pão é repartido somente entre eles restando somente as migalhas para uma população carente e sedenta de justiça e ética. Mesmo que a nossa esperança tenha findado com a gestão do profeta dos “nove dedos “ pois quem se mistura com desonestos sem se perturbar também é desonesto. Seguirei adiante não com a esperança de encontrar outro profeta-politico que alce vôo de um carro de boia-fria para o mais alto grau da democracia para lá de cima do púlpito glorioso transmutar-se em lobo mau, com uma única suposta virtude a de não ter comido a vovozinha, porém quem cala consente e aquela suposta virtude é na verdade uma conivência com todos atos ilícitos de seu partido que tornou-se um coração partido (Bendito seja o profeta Cazuza). Karl Marx deve estar envergonhado lá do alto de suas utopias, pois o proletário o envergonhou quando chegou no poder, pois ele não sabia o que fazer e diante de tantos conselhos e ministros ficou confuso e esqueceu-se o que prometera aos companheiros e companheiras e assim esquecido esqueceu-se da leitura do Pequeno Príncipe a terceira obra literária mais lida no mundo que dizia “somos responsáveis por aquilo que cativamos”
Seguirei adiante com um único temor, que essa indignidade se acabe e eu viva como um cachorro morto, cuja causa mortis foi a (SDDC) Sindrome da Doença da Conformidade, e me junte a milhares de cachorros e cadelas mortas e conformadas com a situação do País onde a covardia assassinou a coragem, tomando o seu lugar como uma certa virtude tranvestida de resignação, onde passamos a viver sofrendo esperançosos em alcançar um mundo melhor após a morte. Como um último desejo, um último suspiro de um cão morimbundo, peço a Deus caso minha indignação morra com a (SDDC) Sindrome da Doença da Conformidade, então que após a morte eu não vá para um céu de cachorros felizes e cheio de ossos suculentos, mas sim que eu vá para o inferno e sacie minha fome de justiça dando umas boas mordidas nas nadegas de todos politicos que encontrar pela frente.

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