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Railda Masson Cardozo
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Crônica
 
A PLANTA QUE INVADE A GENTE
Por: Railda Masson Cardozo




Dias desses na aula de teologia o padre nos deu um ótimo exemplo do que fazermos para esquecer
algo ou alguém que nos transforma a vida numa imensa confusão, abismo de pura escuridão.
Aconselhou e convenceu a muitos de nos alunos, que a melhor maneira de esquecer um amor impróprio é o de imaginá-lo como a uma planta.
Isso mesmo, uma plantinha no canto da casa que ao receber àgua todos os dias, torna-se frondosa e passa a habitar todos os cômodos de nossa vida. Segundo esse sábio padre (que muitas vezes faz o papel de filósofo, de psicólogo e de professor), devemos ignorar a planta(que por sua vez é personificação do que nos atormenta) e deixál-a morrer sozinha como se cada dia de suspiro fosse uma conquista na luta do invisível, daquela dor maior que estilhaça somente o coração de um dos dois sobreviventes daquela que foi paixão.
Ótima explanação, ótima teoria mas na prática, a coisa é muito mais Freudiana... Tentamos jogar não só a planta como o vaso inteiro para os cômodos da consciência, empurrando para o subconsciente e outros recantos da alma da gente e na verdade o único lugar que conseguimos colocar um grande amor amargurado é no sótão de nós mesmos, naquele lugar empoeirado que só vamos quando precisamos guardar algo desnecessário ou para limpar para um novo inquilino.
A questão é a de que após toda essa aparente mudança dentro de nós mesmos, deixamos encaixotado também o nosso sorriso, amarradinho, não há como se aproximar um outro morador.
Trancamos a nossa planta, tentamos não dar água mas a natureza vez ou outra manda tempestade, chuva mansa ou orvalho para brotar semente da tal erva daninha... Valeu a teoria ainda sem embasamento.
Maravilhosa lógica para um padre que conhece o amor Ágape, não para nós mulheres poetisas que fomos flexadas pelo Cupido com lanças envenenadas...

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