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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Crônica
 
Já que insistem...
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Já que insistem...


De tanto o nosso presidente e as autoridades da área econômica dizer que estamos muito bem preparados para enfrentar a crise financeira mundial, os nossos deputados federais resolveram aderir à ideia e cair na farra. Serão quarenta milhões de reais a mais por ano, a partir de fevereiro/2009, só para manter esses parlamentares. O incentivo do Lula era para comprar, mas sem comprometer as finanças!!!
O trem da alegria é porque resolveram ampliar o benefício do Plano de Saúde a todos os cargos comissionados – os que entraram sem concurso – e gratificar os concursados que possuem mestrado, doutorado ou qualquer especialização reconhecida pelo Ministério da Educação. Mas, para não desagradar ninguém, incluíram todos os que ocupam cargo de chefia – aqueles que nunca tiveram tempo para estudar.
Segundo o primeiro-secretário, a Mesa Diretora da Câmara apenas regularizou o que já estava aprovado. Para desonerar ainda mais, alguns queriam que os benefícios da gratificação fossem retroativos a 2007, quando tudo isso foi aprovado. Mas que ótimo momento para adotar essas medidas! Se os responsáveis confirmam que estamos muito tranquilos, qual é o problema? Então... Bola pra frente!
Voltando para o mundo real, vemos as noticias sobre demissões, férias coletivas e fechamento de fábricas. Até países tradicionalmente conservadores, como o Japão, cortaram despesas e empregos. Mas nós somos mesmo diferentes. Que venha essa “crisezinha”! O fato da Vale, a maior empresa privada do país, segurar os custos não quer dizer nada. Devemos ter tanta fé assim como os nossos deputados?
Ainda no mundo real, a situação de escolas públicas e da rede de saúde não está nada boa. Mas isso é só um detalhe sem importância. Os telejornais mostram o drama da população para manter o padrão nos gêneros alimentícios, o item que mais pesou na inflação em 2008. Fora as catástrofes nos estados atingidos pelas enchentes. Ou seja, nenhuma urgência onde se precisa tanto desta verba pública.
Mas, além dos deputados federais, temos os grupos que, se não prejudicam diretamente, sempre somem nos momentos que deveriam aparecer. De uma extensa lista, só vamos citar os mais atuantes: ONGs, MST, UNE e Direitos Humanos. Onde estão que não mostram a cara? Parece que, em algumas situações, eles nem têm mesmo uma pátria! Ou será que existe algum motivo especial para esta omissão?
Só que o brasileiro é insistente e admira quem tem fé e acredita num futuro melhor. Mesmo com a ausência de quem deveria estar muito presente, ainda sonha que, um dia, tudo será maravilhoso para todos. Acreditamos tanto nas pessoas “bem-intencionadas” que continuamos elegendo os mesmos de sempre – os promesseiros. Se não foi desta vez, um dia acontecerá. Aceitamos todas as explicações.
Pelo comportamento da classe política e de algumas autoridades, a previsão é de mais despesas extras pela frente. Sim, porque temos o Senado, o Poder Judiciário e as forças Armadas. Todos são importantes também e não podem ser discriminados quando se trata de benefícios. Assim, provavelmente teremos focos de insatisfação nas demais instituições do país. Alguém tem dúvidas sobre isso?
A mídia mostrou as consequências da greve na polícia do Maranhão. Salvo engano, a insatisfação é por causa do salário. Depredaram a residência e o carro de um prefeito, saquearam a loja de um parente dele e incendiaram um Fórum. A polícia nem quis tomar conhecimento. Seria interessante saber quanto custaria garantir esta segurança, para comparar com o acréscimo autorizado pela Câmara dos Deputados.
Nossa veia festiva, porém, jamais deixará a peteca cair. Mal acabaram as festas natalinas e o Réveillon, vem por aí o carnaval – o maior espetáculo da Terra. Não vemos a hora de ouvir o som característico dos ritmos que avisam que esta época já chegou. Os sambas-enredos das escolas, as mulatas estonteantes mostradas na mídia, os palcos onde esses eventos acontecerão. Tudo é carnaval!
Serão três dias inesquecíveis para quem curte este tipo de diversão. Os mais entusiasmados falam que, neste período, ninguém é de ninguém! Vale tudo! Beber, cantar, dançar, pular, trocar de parceiro à vontade... esquecer os problemas da vida e cair na folia. Mas deve ser muito frustrante acordar na quarta-feira de cinzas – com uma ressaca daquelas - e descobrir que fizeram um carnaval com a sua grana.


J R Ichihara
12/01/2009

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