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Maria Carmen França Fernandes
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Poesia
 
LIMITES
Por: Maria Carmen França Fernandes

SÓ ADORMEÇO QUANDO TENHO SONO
E SÓ ACORDO QUANDO O SONO ACABA,
SÓ ME ALIMENTO QUANDO TENHO FOME
E SE NÃO TENHO EU NÃO COMO NADA.
POR MUITO TEMPO EU VESTI "TRABALHO" ,
AGORA EU VISTO ROUPAS " LIBERDADE",
CHINELO DE DEDO, BERMUDA E CAMISETA,
PARA SENTIR-ME BEM E À VONTADE .
SAIO E VOLTO SEM PEDIR LICENÇA,
EU SÓ AVISO PRA NÃO PREOCUPAR
MINHA FAMÍLIA, COMO UM ADOLESCENTE,
TAMBÉM PUDERA, SOU ENVELHESCENTE.
MAS COMO TUDO TEM UM GRANDE "MAS",
TODA ESSA LIBERDADE QUE EU TENHO
É LIMITADA PELA MINHA IDADE
QUE O TEMPO CONTOU, IMPIEDOSAMENTE.
POSSO CORRER... PERNAS ESTÃO CANSADAS,
A BICICLETA JÁ NÃO ME EQUILIBRA ...
A ÁGUA DA PISCINA ESTÁ MAIS PESADA,
E A DO MAR MUITO MAIS SALGADA.
QUANDO TODOS SAEM PRA BALADA
E ME CONVIDAM, É CLARO QUE ACEITO,
E MESMO INDO DE CHINELO DE DEDO
DESPISTADAMENTE EU VOLTO MAIS CEDO.
AI EU PENSO O QUE POSSO FAZER
DESTA LIBERDADE QUE NÃO POSSO VIVER !
SE EU PUDESSE PEGAVA UM ATALHO
PARA VOLTAR À "ROUPA DE TRABALHO".
EU SEMPRE DEI UM DURO DANADO,
MAS SÓ HOJE VEJO O BEM QUE EU NÃO VIA :
MOVIMENTOS LIVRES, ENERGIA PLENA,
E MUITA INVEJA AO INVÉS DE PENA.


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