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PAULO ROBERTO MARTINS SILLES
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SOMOS MESMO TODOS IGUAIS ?
Por: PAULO ROBERTO MARTINS SILLES

SOMOS MESMO TODOS IGUAIS ?

Apesar dos avanços da ciência e da tecnologia e dos direitos humanos, atualmente, o Brasil ainda é um grande cenário dos mais variados tipos de discriminação contra o negro, a mulher e a criança. Isso se manifesta principalmente, nos salários mais baixos, na dificuldade de se obter emprego e na omissão dos poderes públicos. Quando alguém ou um grupo julga uma pessoa, não pelo que ela é, mas por sua nacionalidade, cor, sexo, orientação sexual, deficiência física, isso é discriminação.
Nos Estados Unidos, a mulher ainda ganha menos do que o homem, na mesma profissão. No Brasil, nos estados onde se paga melhor, as mulheres sempre ganham menos.
Por outro lado, a Constituição Brasileira proíbe o trabalho de menores de 14 anos, salvo na condição de aprendiz. No entanto, nas áreas rurais crianças trabalham em péssimas condições para sua saúde e crescimento.
As crianças no Brasil, em sua maioria, são desnutridas, sem educação básica, caminhando para um futuro incerto e infeliz. Porém, o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - veio trazer uma grande contribuição, ao garantir direitos específicos para a criança e para o adolescente e propor políticas integradas de atendimento.
No Brasil, um reflexo da má distribuição de renda é a distância entre a camada mais rica e a mais pobre, onde alguns poucos milionários vivem ao lado de gente que não ganha o suficiente para garantir a própria sobrevivência. Segundo uma pesquisa nacional de saúde e demografia realizada pelo Ministério da Saúde, mais de um milhão de crianças no Brasil passam fome. Quando a desnutrição é prolongada durante a idade de crescimento, a criança não atinge o tamanho que deveria, fica sujeita a doenças por toda a vida e pode ter o desenvolvimento neurológico prejudicado.
Quanto à mortalidade infantil, a porcentagem de crianças que morrem antes de completarem um ano de vida é um dos indicadores sociais mais utilizados para se calcular a qualidade de vida de uma população. No Nordeste, de cada mil crianças, morrem trinta - significando más condições de saúde, riqueza e alimentação.
Sabe-se que o Brasil tem uma superfície de 850 milhões de hectares, dos quais, muito pouco são apropriados à agricultura. O movimento dos sem-terra, com toda razão, reclama do governo uma reforma agrária que permita o imediato assentamento de famílias em terras improdutivas.
O país não pode mais ignorar a luta dos trabalhadores rurais sem-terra, pois, assentar famílias é hoje essencialmente uma questão de justiça e de combate à violência.
O resultado da falta de noção de cidadania, desenhada na evasão escolar, no desemprego, nos baixos salários, é violência. Nunca o Brasil viu tanta violência urbana, num clima que faz lembrar uma guerra civil.
As pesquisas demonstram que a agressividade constante, como a de gangues de adolescentes, não é uma resposta deles ao meio hostil, mas um mau hábito emocional aprendido desde a infância. O esporte e a arte podem amenizar comportamentos violentos, catalisando energia e tempo dos jóvens para diversas atividades educativas.
Concluindo, experiências mostram que investir no cidadão é o melhor caminho para controlar o estado de coisas - desde que o poder público e a comunidade trabalhem em conjunto para reduzir a miséria, combater as drogas, tirar os pobres das ruas e melhorar a atuação da polícia.
Neste contexto, tudo caminhará bem, quando todos entenderem que "educar para a cidadania é construir uma sociedade mais harmoniosa para a família, o trabalho e a produção econômica".

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