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Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha
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BASTA! Não mais greves!
Por: Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha






De norte a sul têm espoucado greves… Ultimamente, mais de trinta… Muitas há que se sucedem, substituindo seus participantes – mas a categoria mantem-se em greve. Os trabalhadores todos têm direito a salários dignos. Classes há, no entanto, mais sacrificadas do que outras. Entre estas a dos professores. Pergunto, pois procede e por demais me preocupa: e onde – e como- ficam os direitos dos alunos? Qual a razão desses governos todos – há décadas – desconsiderarem os professores como os que constroem os alicerces da nação? SEM RESPOSTA. Só dúvidas, indícios fortes, de querê-la manter na ignorância. Triste isso , ainda mais que o objetivo está claro. Um povo ignorante é massa de manobra, pode ser tangido como gado, para curral qualquer que seja. (MC)

AnteScriptum


O direito de greve á garantido pela Constituição Federal e é uma forma de exigir dos patrões, direitos não querem reconhecer.
Todavia, quando a greve é deflagrada por servidores públicos, o prejudicado é o povo – justamente a população que contribui para o pagamento do salário dos servidores,(mesmo os dos grevistas) vez que os impostos exigido pelo Estado – em qualquer de suas esferas- atingem níveis escorchantes – os mais elevados do mundo.

É de lamentar-se que a educação, a saúde e a segurança, DIREITOS dos CIDADÃOS, não têm sido assim considerados pelos governantes. Lamente-se mais ainda que o legislador constitucional tampouco considerou como Serviços Públicos Essenciais a Educação e a Segurança Pública. Falha essa que dá origem aos abusos que não se podem aceitar placidamente, pois nos prejudicam a todos.

Greves sincronizadas

Mesmo que justificado, sou – e sempre fui – contra todo e qualquer movimento que possa vir a prejudicar – ou realmente prejudique os demais. Refiro-me à greve dos Federais, cujos salários são bons, comparados aos dos que são regidos pela CLT. Alguns mesmo, recebem mais de R$10.000.00 mensais.

A operação tartaruga da Polícia Federal, na terça-feira (7), segue comprometendo os serviços prestados pelo órgão, como emissão de novos passaportes e a fiscalização feita pela nas regiões de fronteira. E o que causa preocupação: os quase 800 km de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia estão praticamente “livres” de vigias.

Como não podia deixar de ser, a greve tem causado transtornos para os que têm que viajar de avião. Perdem horas em filas, vôos de conexão, negócios e até mesmo consultas médicas marcadas há meses… Houve casos de transplantes de órgãos que não ocorreram – ou seja: vidas deixaram de ser salvas.

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, distribuiu na ponte Rio Niterói, panfletos de papel couché (de custo considerado), para desculpar-se pelo transtorno causado… Aceitas as desculpas, no entanto, advogados houve que perderam audiências e certamente, se não as causas por eles patrocinadas, muitas foram prejudicadas, procrastinando seu andamento. Ao fim e ao cabo, nesses poucos exemplos mencionados, prejuízos houve – e muitos.

Reconheço o valor desses policiais. Reconheço o serviço prestado, mas a verdade é que seus salários (por eles considerados baixos) estão muito além dos pagos para a maioria do povo brasileiro, cujo salário mínimo tem base aproximada de R$ 700.00. Muitos dos federais percebem salários iniciais acima de R$7.000.00, Aliás: qual é o mínimo de um Policial Federal?

Pode um simples trabalhador fazer greve por maiores salários? Pode – e as categorias as fazem – tanto assim é que têm ‘pipocado’ mais de três dezenas Brasil afora – e sempre causado transtorno para a população. Todavia – não estou a defender seus atos – geralmente o resultado obtido é pífio, pois não têm a força – nem o poder. mas ‘abuso’ de poder, para prejudicar o andamento da vida comum, como têm feito os grevistas referidos.

Volto-me para outro pólo e menciono os aposentados e pensionistas do RGPS. São exemplos de uma categoria – a de idosos – que não têm poder para pressionar o governo – se o tivesse, certamente teria obtido, no mínimo, a reposição de suas perdas que já atingem quase 50%…

Este fato, por si só, comparado à reivindicação dos federais, é o suficiente para dar respaldo à minha indignação…

GREVE – quando prejudica os demais, NÃO!



Mirna Cavalcanti de Albuquerque Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2012

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