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Marco Antonio Ladeia de Almeida Araújo
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Crônica
 
As cotas versus o sofismo decadente
Por: Marco Antonio Ladeia de Almeida Araújo

O argumento de que as cotas são a real discriminação é simplista, desarrazoado, superficial e não atento ao fato de que o povo negro está liberto da escravatura há apenas 124 anos: o negro livre é um ser humano demasiadamente jovem se considerarmos a idade histórica e cronológica de 512 anos deste país.


Afirmar que Joaquim Barbosa não precisou de cotas para ser Ministro do STF é um absurdo e rechaçado sofismo: argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.


Para Platão sofista “é aquele que em sua disputa se compromete ao afirmar coisas contraditórias e com suas palavras engana de maneira maravilhosa seus ouvintes” e para Aristóteles “aquele que tira dinheiro da ciência que parece ser e não é”.


A realidade atual é de negros netos de escravos ou de filhos de escravos, de forma que não é concebível, nem honesto para com a raça humana, a concatenação de ideias de forma lógica com o finalidade única de se produzirem verdades mentirosas. Ser lógico, não é, em hipótese alguma, sinônimo de ser razoável e justo. Sócrates com seu “Só sei que nada sei” trouxe luz ao conhecimento humano e ensinou que verdades estáticas e rasas não existem, e que se deve pesquisar, investigar, filosofar, dar-se a chance de estar errado, e concretizar a parturiência de idéias para se chegar o mais próximo da verdade.


A indenização devida ao povo negro brasileiro, por ter sido tão duramente subjugado ao longo da história, começa a ser paga com as cotas, mas ainda encontra-se distante de ser justa, visto a incapacidade de se ressarcir toda a dor vivenciada em consequência do dolo desumano praticado pelos detentores do poder e do vil metal ao longo dos anos.

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