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Marco Antonio Ladeia de Almeida Araújo
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Crônica
 
"SER OU NÃO SER": SERÁ QUE FUI EU?
Por: Marco Antonio Ladeia de Almeida Araújo

As ações humanas, os caminhos e descaminhos da história da humanidade, o constatável eterno retorno das situações vitais, tudo leva a sapiência e o respeito à máxima socráitca do só sei que nada sei. Não existe um fundamento objetivo para as ações humanas, elas são todas recheadas de subjetivismos egoísticos derivados do medo individual e social de não sobrevivência.
A moral, os bons costumes, nada têm a ver com a etimologia dos seus significados, são muito mais travestimentos de intenções de poder, as quais também gozam do mesmo manancial subjetivo humano.
Até o amor encontra-se infectado por essa falta de ética; nos moldes em que é entendido e difundido ele tem muito mais característica de direito real com atributos de posse que sentimento de igualdade fruto da percepção de unicidade do corpo vital - do reconhecimento de extensão no outro da proporção (com sentido de proporcionar) da vida própria.
A atual estrutura social complexificada de forma a amarrar o ser nesse redemoinho subjetivista, impede o respeito próprio, a tomada de atitudes atreladas à sua própria individualidade, tornando o humano refém de seus medos, privando-o de um novo futuro, deixando-o a mercê de suas mazelas que seguem a mesma velocidade imprimida à sua complexificação e locupletando-o de carências e fissuras castradoras da liberdade.
A constante presença do outro dentro de si turba a extrema necessidade de atenção do outro como forma de manutenção de si, como ser materializado e individual, com caracteres próprios com importância estrita à manutenção da unicidade do corpo vital, nunca individual.
Brigas, anseios, vontades, sonhos, são roupagens cansadas da ambição humana de ironicamente se manter num poder danoso à sua existência.
Auto-conhecer-se, ensimesmar-se, utilizar das idiossincrasias na finalidade vital individual de laboro que não se confunde com trabalho é chamar para si as rédeas da sua história, é não viver com a romântica e crítica indagação "ser ou não ser": será que fui eu?

Marco Antonio Ladeia de Almeida Araújo
Publicação: www.paralerepensar.com.br - 28/04/2008

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