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Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha
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Crônica
 
Conjunção planetária
Por: Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

Morna a noite. Sentei-me no banco dentro da piscina e elevei olhos para o Céu, respirando o ar puro que me rodeava.

A Lua azul parecia baloiçar indolente, tendo à sua volta Júpiter impertinente… Estrelas outras, pendentes, assemelhavam-se a brilhantes-pingentes, a engalanar a lua, que mais bela ainda se apresentava… Essa conjunção planetária estaria mais à vista na Noite de Natal que breve seria …

O jardim rescendia a perfumes de rosas e jasmins… As trepadeiras amarelas, rosas e azúis mostravam fortes recortes no azul noite do céu … tudo era paz em minha alma…

Era tão grande o enlevo, que cheguei mesmo a ouvir com doces saudades os sons das canções de ninar na suave e amorosa voz de minha madrinha… (“Dindinha”)… Ah! Quantas saudades senti… Tenho plena consciência da felicidade que me causa saber ter sido tão amada…

Volvi no tempo. Da memória afetiva emergiu a vida que vivi. É minha, não importa o que exista no presente ou o que me traga o futuro: era, sim, muito feliz, por tanto amor que recebi.

Esse sentimento é meu maior tesouro. É único, está ínsito em meu Ser, faz de mim quem sou. Não a criatura perfeita que muitos gostariam fosse – e que eu mesma, provavelmente gostaria de ser, de ter sido…

Sou apenas humana, passível de cometer deslizes, como meus semelhantes … mas nunca os cometi propositalmente. Jamais fiz mal ou magoei quem quer que fosse… Ademais, meus acertos sobrepujam – em muito, meus erros. Minha vida é prova do que escrevo.

“Que atire a primeira pedra…” , disse Cristo JESUS aos que erradamente julgavam-se melhores…

Não importa, agora. O passado não pode ser revisto e o futuro me aguarda pelo tempo que Deus permitir…

De qualquer forma, sou a que caminha na Luz e à LUZ do Todo, um dia se reintegrará.


Mirna Cavalcanti de Albuquerque Rio de Janeiro, 26 de Dezembro de 2012

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