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Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha
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Conto
 
A velhinha da ‘cannabis’
Por: Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha





AnteScriptum


Este conto foi escrito com base em fatos que ocorrem em muitos países do mundo.

Considere-se que a maioria dos idosos recebem valores ínfimos ao se aposentar. Considere-se outrossim, que a falta de ética independe de idade e que cultivar maconha em casa, para vender pode ser, para os que carecem de Princípios, o ’caminho mais fácil’ para obter um ’dinheirinho extra’. Se pesquisarem no "Google" ou qualquer outra ferramenta de busca, poderão constatar a atualidade da frequência deste fato.

Mirna.







"A velhinha ’da cannabis"



Ela era uma doce e sossegada velhinha que, para complementar sua parca aposentadoria (!) plantava a cannabis em seu quintal.

À tarde de um dia qualquer, após ter preparado seu chá verde, o estava saboreando com deliciosas broinhas de milho... a memória enlevada por doces lembranças.

Toc. toc. toc... Voltou à realidade, pois através das cortinas de renda antiga, viu dois homens bateram à porta de sua casa; um deles trazia em mão um mandado judicial. Sem graça, teve que deixá-los entrar. Imediata e meticulosamente, gentis mas apressados, os federais iniciaram a busca. Ela os seguia silenciosamente... Nada encontraram dentro da casa mas, ao abrirem a porta da cozinha ... um magnífico tapete verde forrava, exuberante, a parte dos fundos: o quintal estava todo verde - de um lindo verde-esmeralda!

Um policial olhou para o outro... espantados, viraram-se e olharam para a velhinha como se não acreditassem - pois sua figura frágil não se coadunava à de uma plantadora de coca...

"Pronto! Descobriram. Estou frita’ ", ela pensou. O 'pince-nez' (*) caiu-lhe do nariz ... Sem graça, ruborizada, com os olhinhos arregalados no redondo rosto angelical, meneou sem esperança a cabeça e disse-lhes com voz de falsete (*) semitonada:

"Não sei como estão aí! Não as semeei! Simplesmente começaram a brotar e foram crescendo, crescendo... !"




(*) voz 'esganichada'

(**) óculos antigos, sem hastes, que se mantêm no nariz pela pressão de uma mola.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha Rio de Janeiro, 10 de Janeiro de 2012

A tempo: Não se pode negar que a ’cannabis sativa’ é de um lindo verde e que suas folhas são belas. Quem sabe por isso a velhinha não deixou crescessem quando ’apareceram’?


NOTA: os leitores que estiverem interessados em ver a foto e gravura que ilustram o texto, acessem, por gentileza: http://mirnacavalcanti.wordpress.com/2013/01/11/cannabis/

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