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João Márcio F. Cruz
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Ensaios da Vida Cotidiana - Trechos do livro LANÇAMENTO 2013
Por: João Márcio F. Cruz

ENSAIOS DA VIDA COTIDIANA - Lançamento 2013 pela Editora TEXTO NOVO - São Paulo


Abaixo, trechos da obra:

CAPÍTULO: O IMPOSTOR QUE VIVE EM MIM

[...]Chega o momento em que nos sentimos um estranho dentro da própria vida: – não sei o que quero, quem eu sou, do que eu gosto. O problema é que ninguém consegue ser feliz tendo vergonha de si mesma. Aquilo que eu sou é mais importante do que aquilo que eu aparento ser. O preço é muito alto quando carregamos, pela vida inteira, uma máscara que esconde nossa verdadeira face[...]


CAPÍTULO: NÃO TROQUE O AMOR PELO AÇÚCAR

[...]As pessoas portadoras de carência afetiva recorrem ao açúcar como forma de compensação emocional. Quando se fala em açúcar, logo se pensa em guloseimas, como brigadeiro, balas e pirulitos. Mas ele está presente onde nem imaginamos: biscoitos salgados, molho de tomate, maionese, ketchup, ervilha e milho em conserva, massa de pizza, cereais matinais e pães em geral. Fica fácil identificar os indivíduos viciados em endorfinas recorrendo, todos os dias, a caixas de chocolate, devorando seus biscoitos durante a noite, tomando refrigerante, comendo hamburguer, pastel com muita maionese e Ketchup. No mundo moderno, as relações são superficiais, rápidas e sem calor humano. Muita diversão e pouco carinho autêntico[...]


CAPÍTULO: QUANDO O SORRISO É UM VENENO

[...]Como nossa sociedade hedonista valoriza a extroversão, a alegria e o barulho, todo mundo se obriga a viver sorrindo, mesmo que esconda uma tristeza profunda dentro de si. Não tendo com quem compartilhar essa dor silenciosa, cria um estado de tensão interna que indispõe o pâncreas a produzir insulina. Segundo os estudos do Dr. Júlio de Mello Filho, presidente da Associação de Medicina Psicossomática do Brasil, “falsear os sentimentos é um perigo para a saúde, porque o organismo reage patologicamente à desonestidade emocional”. É como se a pessoa estivesse tentando enganar a si mesma, convencendo-se daquilo que não é. Tentando “sentir” aquilo que não está sentindo[...]



CAPÍTULO: A MALDIÇÃO DE ADÃO

[...]Os americanos, sensíveis ao sofrimento atual de milhares de empresários, negociantes e trabalhadores, criaram um vocábulo para classificar esse biotipo portador de uma compulsão, modernamente diagnosticada, mas existente há milênios. Workaholic é a pessoa viciada em trabalho, o trabalhador compulsivo. As pessoas viciadas em trabalho sempre existiram, no entanto, esta última década acentuou sua existência motivada pela alta competitividade, vaidade, ganância, necessidade de sobrevivência ou ainda alguma necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo. Como resultado da influência de uma pessoa viciada em trabalho, pode-se perceber geralmente alguns fatores interessantes: o primeiro deles é que este tipo de pessoa geralmente não consegue se desligar do trabalho – mesmo fora dele, acaba por deixar de lado seu parceiro, filhos, pais, amigos. Os seus melhores amigos passam a ser aqueles que de alguma forma têm ligação com seu trabalho[...]



CAPÍTULO: ALÉM DA LINGUAGEM

[...]No dia que descobri o nome da minha mãe, deixei de ver seu rosto. Não somente com ela, aconteceu com todo mundo. Quando criança, a gente vê o mundo como ele é – sem interferências conceptuais – mas não sabe disso. Quando adulto, a gente vê o que todo mundo vê. Faz parte do acordo. Ou assinamos um contrato perceptual ou não nos tornamos adultos. No início, é necessário. A criança precisa crescer. Depois, o que era acordo recíproco torna-se uma imposição coletiva. Escravos desses filtros perceptuais, esquecemos que existe um mundo lá fora, para além de nossas crenças, expectativas e interpretações. Nesse momento, a três passos de distância da realidade, confundimos as sombras das coisas com as coisas. No mito da caverna de Platão, estão todos confortáveis. Protegidos contra o mundo exterior. Conformados com rastros na parede do real, deixamos escapar a linguagem nativa que nos conectava ao mundo, às pessoas, a nossas profundezas[...]


CAPÍTULO: SOCIOLOGIA DOS ESPAÇOS


[...]Os arrogantes ocupam mais espaço do que os modestos. Com sua voz grave impõem seu tom alto, calando a plateia oprimida. Quando eles sentam na cadeira, espalham suas pernas e mãos para os lados, pela dificuldade que possuem de ocupar apenas seu lugar. Ao seu lado, deve estar outra pessoa. Ela, sutilmente, se sentir-se-á invadida por ele, mas se reclamar vai gerar uma tensão, um nervosismo mudo. Na sociedade, as classes superiores exigem mais espaço. Os pobres se conformam com lugares pequenos e apertados. Quem ocupa mais espaço sente-se “maior”, mais importante. A briga por território existe até no reino animal. Quando alguma criatura invade o espaço natural, há brigas e agressões. Tudo para defender seu espaço pessoal[...]



CAPÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA NOITE


[...]O mundo moderno dissociou o homem da natureza. Trocamos os raios UV (ultravioleta) do sol pelas fluorescentes que carregam o ambiente com íons nocivos à saúde; substituímos o ar puro dos campos pelo frio metálico do ar condicionado. Trocamos as noites consteladas de estrelas por aparelhos eletrônicos como TV, DVD, computador, celular, videogames. Artificializamos nossas vidas e desequilibramos nossos biorritmos. No passado, civilizações inteiras cessavam seus trabalhos para presenciar um cometa cruzando o espaço. Hoje em dia, ele pode cair em nosso quintal que não teremos tempo para vê-lo porque estamos, por demais, ocupados com nossas acnes e varizes. Perdemos o senso do belo, o tempo de contemplação. Diante de uma noite estrelada, um silêncio profundo e seminal se derrama sobre nós e sincroniza nosso coração com as pulsações siderais[...]






João Márcio



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http://www.facebook.com/joaomarcio.ferreiracruz

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