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Crônica
 
Aprovação automática e governo ditatorial uma receita para o fracasso social
Por: Alexandre Misturini


Abram os olhos povo gaúcho, a realidade é muito mais séria e perigosa do que nos mostra a televisão com falsas propagandas governamentais sobre aumento recorde de salário e qualidade em educação. Digo-lhes é tudo falsidade de um governo ditatorial que está instalado no Rio Grande do Sul desde 2011. Estamos sob constante vigilância, tortura e distorção da realidade em que vivemos.
Sou professor e neste ano letivo de 2013 tive uma grande decepção em minha carreira no magistério público estadual. Obrigaram-nos, sem opção de questionar, a aprovação de todos os alunos que foram reprovados no ano letivo de 2012. Uma imposição do Governo do Estado do Rio Grande Do Sul, na verdade uma forma de manipular os índices de reprovação que estavam altos por vários motivos, dentre eles: evasão escolar, abandono, e problemas sociais com suas mais variadas especificidades. Segundo o governo ditatorial Tarso Genro, nos vendem a falsa ideia de uma nova oportunidade para aprendizagem, quando os alunos tem durante o ano letivo várias e várias oportunidades de recuperação paralela, previstas em lei.
Mas não sendo suficiente o governo quer, de uma forma ou de outra, aprovar os alunos como uma forma de melhorar os índices da educação no estado e também de uma forma clientelística criar uma geração de eleitores gratos pelo favor prestado a eles pelo estado, favor este que será cobrado na próxima eleição.
Como professor questionamos a injustiça que é feita com os alunos que aprovaram por sua efetiva aprendizagem e também com o nosso trabalho de professor durante todo um ano letivo. Ora, governador Tarso Genro, a quem o senhor quer enganar? Será que ninguém mais tem bom senso, ou tudo que se faz tem que estar estreitamente ligado a esfera política? Será que ninguém pensa no trabalho árduo do professor em sala de aula? Ninguém pensa que esses alunos aprovados a força serão prejudicados mais adiante com provas para medir o nível de conhecimento. Provas estas, que os impedirão de competir de uma forma equilibrada com o restante dos alunos no ENEM, PROUNI e também nos vestibulares que os esperam.
Enfim, estamos vivenciando um grande assassinato da educação pública no estado do Rio Grande Do Sul, onde o que conta é a aprovação em massa dos alunos em detrimento da qualidade da educação. O trabalho dos professores é ignorado e minimizado diante de uma política de aprovação e criação de uma geração de analfabetos funcionais que servem aos ideais eleitoreiros e a máquina estatal.
Até quando vamos nos vangloriar de sermos “o grande povo gaúcho”? Não seria preciso uma nova revolução? “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo.”
Enquanto a educação pública não estiver separada da esfera política nada e nem ninguém fará que ela seja o caminho para a construção de uma sociedade justa, digna e com igualdade.



Alexandre Misturini

Leiam também em:

http://alexandremisturini.blogspot.com.br/

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