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Angela Maria Pinkfloydiana
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Crônica
 
Memórias de um domingo a tarde.
Por: Angela Maria Pinkfloydiana

Bom, agora estou aprendendo a digitar no Word, até que é fácil levando em conta que não sei usar esse troço e nem sou cibernética. Mas lembro da história de uma menina que era muito precoce e não enquadrava com os jovens da sua idade então ela resolveu se enturmar com os idosos. Mas ela não sabia em que estava se metendo, pois meu pai já dizia que velho e doido podem fazer o que bem querem. Mas ela foi assim mesmo. Arrumou-se e foi para o clube da terceira idade da sua cidade onde iria ter um bailão, chegando lá ela tomou um conhaque, se sentou numa mesa e observou os casais dançando. Parece que se esqueceram da idade, pensou ela. Entretida com seus julgamentos não percebeu que uma figura de camisa florida e calça branca estava sentando ao seu lado. Você vem sempre aqui, gatinha? Perguntou. Ela sem querer ser grossa analisou o homem que poderia ser seu avô e pensou como ele deveria gastar sua aposentadoria e disse: não, só estou apreciando o gênero humano. O senhor não entendeu se era ou não um corte e a chamou para dançar. Então ela reparou nas senhoras maquiadas com seus vestidos de malha e seus colares de ouro e de repente sentiu o cheiro do lugar. Pediu licença para sair mais o senhor a segurou pelo braço e disse que tinha um carro novo para darem uma volta e tomarem uma cervejinha, enquanto a olhava maliciosamente. Ela saiu correndo e foi embora desiludida com o gênero em questão. Então resolveu ir ao cinema. Chegando lá viu que a entrada custava um notão. Mesmo assim analisou os cartazes dos filmes, tinha de ação que com certeza estava cheio de explosões, tinha de romance repleto de canastrões e clichês idiotas, tinha de comédia simplesmente impraticável para ela devido ao seu senso crítico. O único que a interessou foi um drama francês, em cuja fila estava um casal de namorados universitários com óculos de zilo e roupas casuais que pareciam saídas de uma revista de moda e ela pensou: vou guardar o dinheiro dessa entrada para outra coisa mais importante, esse filme deve ser mesmo uma droga. Pegou o ônibus e reparou nas pessoas que voltavam para casa depois de um dia na praia queimadas de sol e visivelmente cansadas. Então percebeu que o melhor que poderia fazer nesse final de domingo era aprender a digitar no Word enquanto o mundo girava em torno de si mesmo.

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