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Carlos Alberto de Melo Silva
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REIVINDICAR É RUIM? (PASSEATAS)
Por: Carlos Alberto de Melo Silva

Tenho visto algumas brincadeiras e críticas em relação aos movimentos de reivindicações através das últimas passeatas em diversas cidades de nosso País.
Eu também tenho minhas críticas, não as passeatas e paralisações pacíficas, mas às “badernas” feitas por pessoas de índole má ou mal orientadas que na maioria das vezes são pagas e sequer sabem porque depredam, incendeiam, enfim não se dão conta que assim procedendo destroem um pouco das legítimas reivindicações e levam a comentários errados como os que ouvi dentro do ônibus que peguei na UFPE para ir a Arena Pernambuco, na quarta-feira, 19, quando não mais que 20 ou 30 estudantes dizendo-se representar os mais de 5.000 da Universidade, tentaram impedir a saída dos ônibus e nesse instante ouvi de um casal, ainda meia idade, fazer o terrível comentário: “...era bom que voltassem os militares, queria ver essas badernas!...”.
Em face desse tipo de ação e outras é que hoje (21/06) pela manhã ouvi no rádio que um determinado comitê, iria levar à discussão da FIFA a idéia de cancelar a Copa no Brasil; será que isso é bom para os brasileiros, depois de todo o investimento com os estádios, futuros elefantes brancos nas cidades onde não existe tradição de futebol e a média de público por partida não passa de 4.000 pessoas? Claro que bem melhor para a nossa população seria que a verba, a urgência e a eficiência na construção dos estádios fossem empregadas em construção de hospitais populares, abrigos, etc, mas infelizmente o povo acordou um pouco depois e ainda bem que acordou; agora é ajudar e deixar a Copa acontecer e cobrar o retorno dos investimentos, com passeatas e eleições, mas sem espantar os dólares, euros, etc, que serão gastos aqui para que parte deles sirvam para a construção dos reclamados hospitais e abrigos públicos.
Aos que criticam as passeatas, os quais devem ter o espírito de milionários ou alienados ou ainda super conformados, faço uma pequena observação: (eu que ainda estou num patamar financeiro superior a grande maioria dos brasileiros) lembram a um ano atrás quanto gastavam por semana para fazer uma feira? Mais simples, lembram o preço de um quilo de carne ou um quilo de feijão? Vejam o percentual de aumento e vejam o percentual de reajuste de seus salários, isto não é motivo para que pare de criticar as passeatas? A continuar dessa forma como estará sua vida financeira daqui a cinco anos se as pessoas forem atrás de suas críticas e não mais reivindicarem para eles e para você indiretamente? Será que é aceitável, a política econômica que tira os impostos dos carros novos e demonstram que baixou o valor, para os consumidores, que são pequena parcela da população, mas quando um ano após tiram alguns impostos da cesta básica, não tem a coragem de divulgar o que realmente baixou, para os consumidores que são a totalidade da população?
Como anda seu atendimento ou das pessoas de menor posse, as quais você conhece, em relação à saúde, segurança e transporte público?
Então, se a pessoa não participa das passeatas de legítimas reivindicações, face idade, comodismo, força de vontade, forma de criação, medo, etc, ao menos não critique, elogie e já estará prestando um bom serviço, mas critique e demonstre os erros das badernas e lhes lembro, os baderneiros e vândalos de plantão nós encontramos diariamente em bares, boates, clubes de futebol, escolas, etc e infelizmente, inclusive em Igrejas, quando revoltados com os padres e pastores, riscam bancos e picham paredes, mas se não criticamos os frequentadores dos bares, torcedores e os fiéis que procedem incorretamente, por que criticar os que participam corretamente das passeatas?
No todo, os que participaram da passeata de 20/06/13 em Pernambuco estão de parabéns, pena que não foi tão televisada quanto às de São Paulo e Rio de Janeiro. Em relação aos vândalos, a minha sugestão é que se adote a forma usada pelos argentinos, quando os baderneiros começarem, é sentar no chão com os cartazes de pé e esperar que eles saiam ou em seguida tomar outro rumo.
No caso particular dos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, meu caso, a cada ano tem diminuído seu poder aquisitivo vez que nosso reajuste é menor do que o salário mínimo, cujo reajuste sequer cobre o real aumento do custo de vida. Quando vamos nos reunir aos milhares de idosos, sentar na rua em frente a casa da Presidenta Dilma e ficar lá até a solução?

Carlos Alberto Melo

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