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Crônica
 
Minha carta pra Deus...
Por: Viviane Nascimento

Minha carta pra Deus...

Hoje acordei decidida, precisava muito escrever uma carta.
Queria conversar com alguém que não espalhasse minhas palavras ao vento.
Alguém que me ouvisse qual um padre ouve seus fieis em segredo de confissão.
Alguém que pudesse me compreender, me mostrar o caminho certo.
Dar-me a certeza de que este é mesmo o caminho a seguir.
Alguém que pudesse me aconselhar sem palavras ensaiadas, decoradas, repetitivas, usasse a sabedoria do silêncio para me revelar a “verdade”.
Então resolvi endereça-la a Deus.
A princípio era apenas um desabafo... Queria por no papel as palavras que me faltam em oração.
Falar dos meus medos. E quantas vezes os senti...
Mesmo nos momentos em que me fiz forte.
Necessitava colocar diante de Deus meus problemas, aqueles que por inúmeras ocasiões fingi não mais me afligirem para dar a mim mesma a ideia de que podia ser forte. E de fato era, só não sabia.
E fui escrevendo, conversando com Deus.
Questionava as razões pelas quais tantas coisas me ocorreram quando andei por caminhos retos.
Falava de dores, pesares, traições...
Da saudade de uma oportunidade para ser feliz que nunca havia passado pela minha vida, e se passou, apenas passou deixando isso: saudade. Não mais voltou!
Era isso que eu pensava.
No momento em que escrevia, um filme começou a ser reproduzido em minha mente.
Eram capítulos de uma história que eu conhecia. Era a história da minha vida.
Via que nos momentos de dor, quando vieram as lágrimas, foram estas sucedidas por sorrisos.
Nas lutas, as mais difíceis, quando já sentido-me esvaída de minhas forças pensei em desistir, alguém tomou de minhas mãos a “espada” e lutou por mim.
Quando me negaram um ombro amigo senti o afago de mãos poderosas que acariciavam minha face e sem pronunciar uma palavra sequer foi o meu porto seguro e deu-me as mais sábias respostas.
Em outro capítulo algo me deixou muito impressionada, no solo onde pisei, sozinha, havia outras pegadas que não eram minhas... lembrei-me neste momento da narração de uma história certa vez ouvida na igreja intitulada como: pegadas na areia. Compreendi as marcas deixadas no chão. Eram as pegadas de Deus que caminhava ao meu lado.
Agora, escrever aquela carta já não tinha o mesmo sentido.
Questionava-me diante de tudo, e meio envergonhada, conversava com Deus.
Deus, agora posso compreender que o tempo todo, o Senhor esteve comigo.
Que os momentos difíceis nada mais eram que a tua maneira de mostrar-me o quanto posso ser forte.
Que as lágrimas que molharam meu rosto, lavaram minha alma preparando-me para a felicidade.
Aquela saudade que sentia no peito era causada pela cegueira espiritual de minha alma que aprisionada em dores não conseguia ver a felicidade bem ao meu lado, nas pequenas coisas, agora grandiosas.
Fico me perguntando Deus, quantas pessoas apenas passam pela vida, não sentem o prazer de viver no teu amor.
Quantas oportunidades de ser feliz nós perdemos enquanto nos aprisionamos ao medo de seguir a diante, sendo vitimas de nossos próprios cárceres. Os cárceres da alma.
Quantas vezes deixamos de brilhar pois esquecemos que somos luzes e nos mergulhamos numa profunda escuridão...
Hoje Deus, quando está carta chegar a tuas mãos, já terei aliviado das angustias do meu coração pois sei que a enviei a pessoa certa, e as respostas me vieram antes mesmo que ela fosse enviada, porque conheces os meus pensamentos. Diferente de mim, sabes como agir.
E se me perguntarem pra quem escrevi e enviei a minha carta, responderei sem duas vezes pensar: A MINHA CARTA FOI PARA DEUS.
Só tenho a dizer OBRIGADA SENHOR.

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