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Carlos Alberto de Melo Silva
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HOMENAGEM A MEUS DOIS PAIS
Por: Carlos Alberto de Melo Silva

Sim, foram dois pais, o mais importante na minha vida, meu pai biológico e claro o que me criou, PEDRO MANOEL DA SILVA, meu companheiro e amigo em todos os momentos, depois que me entendi como gente, a quem agradeço todas as surras, os gritos e as expulsões de casa, mas que me educaram e transformaram num homem útil a sociedade em que me criei, porém, acima de tudo agradeço o carinho, a compreensão, o encaminhamento na vida, o companheirismo e o amor, no seu jeito de homem do campo, Surubim/PE, que aqui chegou analfabeto, estudou, virou funcionário público, viveu por toda sua vida ao lado de minha mãe e formou os quatro filhos num bairro como Santo Amaro, na época, ruim para a boa criação de uma família.
Meu pai me incentivou em todos os momentos da vida, mesmo quando ele não acreditava mais em mim. Fui expulso da Escola do Senac e passei cerca de um ano perambulando pela rua, sem que ninguém soubesse, quando ele tomou conhecimento esperou eu descer do telhado, onde tinha me escondido, me deu a maior surra, me expulsou de casa, mais uma vez, da boca pra fora, porque sabia que mamãe ia me deixar entrar, e depois, fez o possível e impossível para que eu voltasse a estudar, dessa vez no Colégio Estadual Aníbal Fernandes, onde conheci aquele que considero como meu 2º pai, ALUÍSIO DE ANDRADE PEREIRA, de Nazaré da Mata, meu professor de português, que descobriu o melhor que existia naquele adolescente revoltado, me permitiu ser um Presidente de Diretório e Grêmio Estudantil, um artista na arte de recitar e depois me levou para ser seu Assistente Estudantil, na Secretaria de Educação do Estado, onde era Diretor do Ensino Médio e posteriormente me colocou na Caixa Econômica Federal, onde ele era Assessor do Presidente, Mal. Manoel dos Santos.
Nos 30 anos que passei na Caixa, 27 com função gerencial, fui sempre agradecido ao Professor Aluísio, até meu primeiro carro, um Gordini, foi ele que me repassou, assim como ajudou na minha ascensão funcional. Não sem razão, os colegas na Caixa quando o viam diziam: "lá vem teu pai", mas sequer o teria conhecido se não fosse a insistência de meu pai, PEDRO MANOEL, em me tornar um homem útil a sociedade, a despeito de tudo que conspirava contra.
É fácil fazer uma homenagem, lembrar apenas dos bons momentos, do carinho, ou seja, colocar o pai como uma espécie de "príncipe encantado" e assim amá-lo, mas é preciso entender e lembrar que o príncipe também pode ter sido, para nós, um "sapo" e que mesmo naquela condição ele nos amava e pretendia tudo de bom para nossas vidas, logo devemos amá-lo, também, em face daqueles momentos.
Depois que me entendi como gente e casei, dificilmente deixava de ir a casa de meu pai aos domingos, pela manhã, ele abria o sorriso e na velha mesa de madeira duas garrafas de cerveja, que tomávamos lentamente, enquanto ele contava suas histórias e ouvia as minhas: "... e nos seus olhos era tanto brilho, que mais que seu filho eu fiquei seu fã...".
MEU PAI, Pedro Manoel da Silva, in memoriam, 13/06/1913+17/09/1997.


Carlos Alberto Melo.

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