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Agenor Figueira Rodrigues Filho
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O MAR DE IPANEMA
Por: Agenor Figueira Rodrigues Filho


Cícero disse: Quem sempre vê o mar não se cansa de admirá-lo; quem nunca o viu, quando o vê, encanta-se e apaixona-se., ele disse que lembra que, quando o viu pela primeira vez, ficou emocionado e surpreso. Na sua visão era a de um colosso infinito, espelhado e tranqüilo. As ondas vinham suaves pareciam brincar com as pessoas que estavam na praia. Despertou-lhe o desejo de tocá-lo. Tirou os tênis, deixo-os longe do alcance das ondas e foi ao seu encontro. Sentiu um imenso prazer quando tocou no seus pés e as mãos, como se tivesse recebido uma carga de energia positiva.
De repente, veio que uma onda que iria alcançar os seus tênis. Correu para salvá-los, mas a água retornou antes de atingi-los. Veio outra onda forte, acalmou-se, pois a experiência anterior dizia que ela não chegaria aos tênis. Enganou-se, ela chegou e levou-os rapidamente. Ficou sem eles, mas, apesar do prejuízo, achou graça e ficou sabendo que o mar é um brincalhão. Mas, quando saia, ouviu uma gargalhada feminina. Era uma bela moça, com um corpo bem-torneado e usava fio dental. Ela pediu desculpas por ter rido e disse que não ria dele, mas sim do mar. Ele Respondeu que o mar o fizera de bobo.

– Era do mar que você estava rindo? – Já pedi desculpas, respondeu um tanto irritada.
-Aceitou desculpa, mas não a justificativa. – Você é a garota de Ipanema? – Não, eu sou uma garota de Ipanema.

Pela letra da música pensei que era você.
Feliz com a comparação, Aida indagou se o Cícero já tentara alguma experiência como surfista Ele disse que não e que, em Minas Gerais, estávamos mais para alpinistas do que para surfistas. Ela respondeu que era mineira e surfista, que se chamava Aída e convidou-o para aprender a surfar. Começaram no mesmo dia e logo percebeu que surfar era mais fácil que escalar.
Cícero decidiu voltar a ver o mar, desta vez, com Aida, mas encontrou um ambiente diferente. Não havia a calma e a alegria do outro dia. Os bombeiros estavam tirando do mar um jovem que estava se afogando. Cícero ficou sabendo que o mar é dado a brincadeiras de mau gosto. Na mesma hora, procurou outro ambiente. Longe dali, encontrou o corpo de um afogado. Havia vários bombeiros próximos e comentou que o mar era traiçoeiro. A Aida disse que não, pois as pessoas é que não sabiam lidar com ele. Pediu para ele não falar mal do mar porque ela o ama.
Cícero passou a noite na casa da Aida, em seu apartamento na Avenida Delfim Moreira, de frente para o mar. Contemplaram as Ilhas e a luz do luar sobre as águas espelhadas. No dia seguinte, voltaram à praia para surfar, mas, antes de chegar, ouviu um grande ruído, como se o mundo estivesse acabando. Era o mar que estava de ressaca. As grandes ondas pulavam o muro e inundavam a avenida. No entanto, os surfistas gozavam das delícias de suas ondas. Parecia milagre. Lembrou do que Aida dissera: era necessário saber lidar com ele e como os surfistas sabiam... E ela, em pouco tempo, se preparou e saiu surfando sobre as grandes ondas. Cícero sentiu-se humilhado, mas pensou em levá-la a Minas para vê-lo escalando uma pedreira.
Mas progrediu tanto na técnica de surfar, que não pensou mais em escalar pedreiras. Visitaram muitas ilhas do Rio de Janeiro e cada uma era mais encantadora do que a outra : Fiscal, Paquetá, Brocoió, Governador, Piraquê, etc.
De cima das pranchas, apaixonados pelo mar do Rio de Janeiro e um pelo outro,ele a pediu em casamento, mergulharam juntos e, na volta, ela disse “sim”. Deram vivas ao Rio de Janeiro e ao mar e, antes de casar proclamaram-se novos cariocas.

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