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Agenor Figueira Rodrigues Filho
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TUDO TEM LIMITE
Por: Agenor Figueira Rodrigues Filho


De manhã eu embarcava regularmente em um ônibus que fazia a linha Del Castilho/Praça Quinze. Próximo da porta de embarque havia sempre um cidadão de estatura elevada e corpo avantajado que, de repente, embarcava, mas eu não percebia o que o levava a tomar essa decisão, mas conseguia perceber que ele o fazia com agilidade e brutalidade empurrando a pessoa estava na vez de embarcar. Um dia houve uma encrenca entre o grandalhão e um baixinho. Este dizia que o outro era um covarde, que ficava ali à espreita da entrada de uma senhora, criança ou idoso para empurrar e entrar na frente. Entretanto, dessa vez ele escolheu um baixinho, pensando que seria fácil, pois o grandão, com todo aquele tamanho, iria levar uma surra ali. O grandalhão amarelou e o baixinho começou a tripudiar, chegando a dizer ao grandão:
– Você não é homem e, se dizer que é, vai levar uma surra agora, na presença de todo mundo. Diga: eu não sou homem.
E lamentou não ter um chicote.
Veio um cidadão de cor parda, bem–vestido e disse ao baixinho que um homem não faz o que ele estava fazendo e ordenou que parasse por aí.
Todos entraram no ônibus procurando manter a ordem da fila, o novo valentão sentou-se na frente, o ex-valentão no último banco e começou a comentar para quem estava perto o incidente e justificou que ele que não brigara porque não era cara de fazer escândalos. O baixinho virou para trás e mandou o grandão viajar calado senão ia colocá-lo para fora do ônibus. Ele retrucou que estava falando de outro assunto. O baixinho disse para ele viajar calado, era ordem dele. O homem pardo ordenou que o motorista parasse o carro e exigiu que o baixinho desembarcasse. Este quis protestar mas agora ele dominava a situação e foi intransigente: – Para fora do carro. Um engraçadinho que ria da situação comentou que valentia tem limites e que, em pouco tempo, dois homens passaram de valentes a covardes. O homem pardo avisou que alegria também tem limites e que, se ele fizesse mais uma gracinha, passaria de alegre para triste.
No dia seguinte todos estavam disciplinadamente na fila: o grandão, o baixinho, o engraçadinho e o homem pardo, cada um ocupando o seu lugar, segundo a ordem de chegada.



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