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Agenor Figueira Rodrigues Filho
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UMA ESTRANHA NO NINHO
Por: Agenor Figueira Rodrigues Filho


O senhor Belarmino e dona Mariana, ele mestre de obras, ela costureira, tinham uma filha Antonina que desde os oito de idade pedia a mãe para lhe ensinar costura. A mãe tinha sempre muita costura para aprontar, faltava-lhe tempo para ensinar. O pai brincava: se você quiser eu lhe ensino minha profissão e Antonina respondia: se eu fosse um menino, eu aceitaria, a sua profissão é para homem. Mariana era uma bela cabocla, tinha a pele escura, cabelos lisos e uma bela arcada dentária ela sorria e dizia, calma minha filha tudo tem seu tempo.
Belarmino sempre teve a mania de guardar suas economias em uma gaveta no quarto do casal,ele já tinha cem mil e Mariana insistia que ele devia guarda esse dinheiro no banco,mais tarde Antonina passou a fazer couro com a mãe. Belarmino dizia que dentro da casa só havia três pessoas.
Um dia, Belarmino propôs à esposa e filha a contratação de uma pessoa para ajudá-la no trabalho caseiro e propôs a Ofélia para assumir essas tarefas. Esposa e filha protestaram e Belarmino disse: ou fica Ofélia ou não fica ninguém, mãe e filha falaram em coro: fica sem ninguém, mas a preferida do Belarmino já estava contratada. Mariana indignada interpelou o marido:
- Você nunca tomou uma decisão sem me ouvir. Por que você vai colocar essa mulher, com reputação tão baixa, dentro de nossa casa.
-A casa é minha e ela será paga por mim.
-A casa é nossa: você a construiu, mas o terreno é meu e eu que comprei o material de construção. Essa mulher por onde passou, roubou e em muitos casos teve relações sexuais com os patrões, que era uma maneira de garantir a impunidade. Além de ser uma bronca, grosseira e desbocada.
Ofélia, que ouviu toda a conversa, apareceu e desafiou a Mariana provar o que disse, e ela respondeu:
Você entrou dentro dessa casa indevidamente e ouviu uma conversa íntima entre marido e mulher, independente do que foi falado,não tenho satisfação a lhe dar.
- A minha entrada dentro dessa casa não foi indevida, porque eu já moro nela. Eu ainda não acabei de chegar, muito breve eu estarei mandando plenamente nessa casa, inclusive dando ordens em você.
- Você é galinha e ladra, você já entrou em muitas casas, primeiro você conquistou o marido da dona de casa, depois o dinheiro dele e finalmente fugiu.
.
Belarmino gritou:
-Mariana eu não admito que você fale assim com Ofélia.
-Mariana caiu desfalecida.
Ofélia falou para Belarmino:
-Deixe essa bruxa estrebuchando no chão que da aqui a pouco ela estará morta.
Antonina que de fora tudo ouviu entrou na sala e disse:
-Eu só não lhe chamo de puta porque é uma ofensa às putas, eu vou socorrer minha mãe e na volta eu vou acertar contas com você.
-Ofélia mostrou para Antonina uma vara de marmelo e disse:
-O que sempre faltou nessa casa foi isso se seu pai tivesse uma varinha dessa e lhe desse boas surras, você seria uma moça educada.Mas ainda é tempo eu vou usar a varinha.
Antonina internou sua mãe na UTI e retornou para casa, encontrou-a toda trancada. Silenciosamente abriu a porta da sala, entrou, tornou a fechá-la, tirou os sapatos, seguiu nas pontas dos pés, pegou a varinha que Ofélia falou, entrou no quarto, lá estava a inimiga mexendo no armário onde Belarmino costumava guarda o dinheiro e por trás atacou a inimiga com muitas varadas pelas costa, ela nem reagiu e nem gritou, chorando implorava parar de bater .Quando parou, Ofélia caminhou para sair, mas todas as portas estavam fechadas, Antonina informou que ela ainda não estava liberada, pois ela iria apanhar mais e continuando disse:
- Eu tenho em minhas mãos a varinha que você trouxe: não sei se vou enfiar essa varinha pela sua goela abaixo ou se vou enviar pelos seus anus acima.Em qualquer hipótese você vai morrer, sendo que na primeira hipótese você morrerá sentindo dor e na segunda você morrerá gozando e você não merece gozar nem na hora de sua morte. Como meu pai está para chegar e como eu sempre tive vontade de bater na sua cara, eu vou lhe dar seis bofetadas. Não se assuste são três em cada face.
Quando Antonina acabou de esbofetear, ouviu-se o barulho da chave do pai abrindo a porta
da sala, ai ela concluiu:
-Que pena... Meu pai está chegando, não vai dar tempo de você morrer gozando.
Seu Belarmino entrou e estranhou que a casa estava toda fechada, Antonina estava carrancuda, Ofélia chorando...
Antonina indagou:
-Seu Berlamino, por que o senhor não pergunta pela minha mãe?
-Eu já vou lá no quarto falar com ela.
-Ela não está no quarto dela, ela está na UTI do hospital, onde você essa baranga a colocaram depois de ser barbaramente humilhada.
-Por que Ofélia está chorando.
-Porque eu dei duas surras nela, uma com a varinha que ela trouxe para você me bater e outra eu enchi a cara dela de bofetadas.
-Sua cachorra, vai lhe custar caro isso que você fez.
-Isso só me deu prazer e não vai me custar nada, quero lhe informar que não lhe considero meu pai.A hora que você tentar me agredir, eu vou reagir como que fosse um estranho me agredindo.
-Se você não quer ser minha filha, não me faz falta tenho uma bela filha com Ofélia.
-Essa é a mais perfeita filha da puta do mundo.
Antonina se retirou, e foi fazer companhia a sua mãe no hospital, no dia seguinte de manhã, a mãe faleceu.Ela só participou o falecimento aos parentes da mãe ao pessoal vizinho não, e muito menos ao pai dela.O sepultamento foi realizado com poucas pessoas presentes .No dia seguite, voltou às atividades normais, meses depois ela casou com um antigo namorado.Passado um ano, um vizinho telefonou para ela informando que o pai dela adoeceu e que a companheira dele o abandonou levando todo dinheiro que ele tinha.
Antonina imediatamente foi ver o pai, o encontrou dormindo, encostou o seu rosto no rosto do pai e falou baixinho com muito carinho: pai eu te amo muito, muito mesmo, com muito carinho, ele foi despertando e disse;
-Filha eu estou sonhando ou isso está acontecendo mesmo?Está acontecendo mesmo, eu nunca deixei de te amar.
-E a Ofélia foi um sonho?
-Não, foi um pesadelo.
-O que você vai fazer para me ajudar?
-Já chamei um médico e ele vai dizer o que vai ser feito.
-Filha, eu estou sem dinheiro, aquele mulher roubou todo dinheiro que eu tinha e estou há mais de um mês sem trabalhar.
-A mulher não roubou seu dinheiro, antes que ela pusesse a mão nele, eu guardei-o para você, ele está a sua disposição rendendo juros e correção monetária.
-Cadê sua mãe?
-A mãe faleceu, ela teve um infarto e não resistiu. Ela era igual o senhor, não procurava médico para controlar a saúde.
-Será que eu vou saber viver sem ela?
-Vai sim. Cuide das coisas que você gosta de fazer e sempre lembre dela com carinho.
Quando saiu da internação, seu Belarmino estava recuperado,e falou para a filha:
-Não vou continuar com as atividades de mestre de obras; vou vender a empresa, requerer a aposentadoria e viver de meus investimentos e imóveis. Vou comprar uma casa abeira da praia e vou pescar de anzol. Se aparecer uma moça bonita,eu caso com ela e vou fazer uma irmãzinha para você .Antonina respondeu:
-Mulher igual a minha mãe você não vai encontrar nunca, quanto a filha eu terei um ciúme terrível dela.
-É...mulher igual aquela e filha igual você,nunca mais vou ter..




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