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Ivani de Araujo Medina
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Charlie or not Charlie?
Por: Ivani de Araujo Medina

Charlie or not Charlie?

Certamente essa não é a questão. Sim algo muito mais sério que está por trás de tudo o que a mídia e os governos ocultam. Salman Ruschdie foi condenado à morte por uma autoridade religiosa de outro país, mesmo não estando lá, por ter escrito um livro considerado ofensivo ao islã. O tradutor de "Versos Satânicos" para japonês foi assassinado. Sobreviveram os tradutores ao italiano, esfaqueado, ao norueguês, baleado, e o editor turco, que se hospedou em um hotel que foi incendiado.

Em 2004, o cineasta holandês Theo Van Gogh foi assassinado em Amsterdã por ter dirigido "Submissão", filme sobre a situação da mulher nas sociedades islâmicas. “[...] mas se certo estado insistir em prevenir a difusão do islã em seu solo, nós iremos combater aquele estado. [...] se não fosse a jihad, o islã poderia não ter chegado a nós e a todos os lugares. (Sheik Ahmad Abu Queddun, do partido jordaniano Tahrir) Não se trata da opinião de um líder terrorista do fascismo islâmico, como querem alguns. Mas de uma liderança religiosa das muitas que existem por lá. Sinceridade não lhes falta.

E agora? A dificuldade é toda nossa (ocidental) por não querermos encarar a situação como de fato ela é. A coisa está preta e não se sabe o que se há de fazer, que não venha contrariar os valores pelos quais a cultura ocidental lutou por séculos. O islamismo não secularizará como é o nosso desejo. Seria a solução menos traumática para todos. Continuará fechado e crescendo e causando problemas como um corpo estranho que se avoluma no organismo enfermo da cultura ocidental.

Alguns simpatizantes da esquerda entendem que aqueles que não “pensam” como eles são massa de manobra da mídia fascista europeia e mundial. Todavia, defender os árabes, os africanos e os asiáticos dos abusos historicamente sofridos pela volúpia do capital é aceitável e sensato, pois a crítica ajuda a transformar a realidade. Porém defender o islamismo não. Isto também deve ser criticado. É preciso separar as coisas com muita lucidez. Como e por quê?

Primeiro: basta lembrar o que acontece no Afeganistão, África, China (Turquestão), Filipinas, Índia, Indonésia, Oriente Médio, Paquistão, Tajiquistão e Ezbequistão sob esse aspecto. Inúmeros conflitos sangrentos motivados pelo ideal de imposição da crença islâmica. Enquanto isso, na mídia internacional se vê o presidente Obama e o papa dizendo que o islã é paz. Paz? Para quem?

Não se trata da defesa de uma simples religião e dos direitos da pessoa, mas da defesa de um modo de vida medieval que não admite críticas. A cultura ocidental, mesmo com todos os seus defeitos, possui autocrítica. A própria esquerda e o ateísmo ativo não a deixam mentir. Já na cultura islâmica... nem pensar. Favorecendo a ela, a turma do “deixa disso” tenta tapar o Sol com a peneira com frases de efeito tipo: “Os terroristas são fanáticos que não tem a ver com a religião”. Nada mais falso, pois esses terroristas se dizem justamente defensores da fé islâmica e o certo é que nada fariam para contrariá-la. “Nem todo islâmico é terrorista” Claro que não, apenas uma minoria se mostra agressiva. No entanto, num total de um bilhão e meio de indivíduos, por menor que seja essa minoria estará na casa dos milhões. É gente demais, convenhamos. A tolerância com a intolerância vai nos cobrar caro no futuro próximo. O importante para nós é dificultar a propagação do islamismo em nosso país mostrando o que ele é.

Ao contrário do Ocidente, em várias sociedades islâmicas não há separação entre a religião e o direito. Daí a grande e ativa importância dos líderes religiosos naquele contexto. A sharia (direito islâmico), baseada no Alcorão, regula todos os aspectos da vida privada e pública, política, economia, bancos, família, questões sociais etc. Absolutamente tudo e não permite interpretações e nem pode ser alterada por ser considerada de base divina.
Sob a sharia não existe liberdade de expressão, de pensamento, de imprensa, de religião. Todas aquelas liberdades às quais nos afeiçoamos lhes são ofensivas. Não existem direitos iguais para as mulheres que podem ser espancadas pelos maridos se se rebelarem. Não existe democracia porque, segundo o islamismo, o islã possui tudo que o homem precisa para ser feliz.

Atualmente o interesse das muitas lideranças islâmicas é reabilitar a sharia, não só livrando o islamismo de vez da influência ocidental como sobrepor-se a ela. Isto é, colocar as leis islâmicas acima das leis dos estados, estejam onde estiverem. Tomar ao pé da letra certos mandamentos do Alcorão, para nós, pelo quanto já caminhou a cultura ocidental, que de santa também não tem nada, é um absurdo e escandaloso ato de selvageria. No entanto, para os muçulmanos é cumprir a vontade de Deus.

“E de quando teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai lhes os dedos”. (Alcorão, surata 8, 12) “Isso, porque contrariam Deus e o Seu Mensageiro [Maomé]; saiba, quem contrariar Deus e o Seu Mensageiro, que Deus é Severíssimo no castigo”. (Surata 13)

Inúmeros exemplos que nos escandalizam estão presentes no cumprimento da sharia e do Alcorão. O pior é que temos que admitir a coerência deles aí, a matarem com ódio medieval seus ofensores. Principalmente como uma estratégia de imposição cultural pelo medo, a jihad. Aquela explicação de “guerra interior” para jihad, oferecida por alguns como uma ocidentalização do islamismo, é ridícula. O islã é um só, e nenhum muçulmano se considera radical. No entanto, terroristas islâmicos serão eternamente produzidos se o Ocidente não se curvar obedientemente ao islã ou encontrar uma saída inteligente para tamanha dificuldade. Ser ou não ser? Eis a questão.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZataEz_m73E
https://www.youtube.com/watch?v=a3fWVO0VA1U&feature=share
https://www.youtube.com/watch?v=wMCCGsZEa9k



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