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Maria de Fátima Gouveia
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APENAS UMA OPINIÃO
Por: Maria de Fátima Gouveia



Aborto: Eis, uma palavra que choca pelo seu significado. É a destruição de uma vida. Uma vida que se inicia e à qual lhe é retirado o direito de ver a luz do sol.
Visto por este prisma, é uma injustiça ou mesmo um ato criminoso; como quiserem!
Ainda assim, eu vacilo entre o achar que a destruição de um embrião humano seja crime ou um ato de amor. É apenas um ponto de vista; o meu!
Se uma família já tem filhos e estes estão a passar por dificuldades, ela sabe que a vinda de mais um, vai complicar a existência dos que já têm. Por outro lado, não deseja oferecer uma vida de miséria a mais uma criança.
Pergunto: Que autoridade temos nós, em interferir na sua decisão?
Não me convence a teoria que se apoia na poética ideia “do direito à vida” Neste caso; é evidente!
Uma teoria perfeitamente irresponsável e cínica que promove a pobreza que cresce a olhos visto neste país devido às políticas cegas dos governantes.
Porque, quem tem dinheiro, aborta confortavelmente em qualquer clínica particular, ou se desejar, fá-lo secretamente no estrangeiro. Perceberam?!
Direito à vida? Mas que vida?!
Muito dificilmente, numa casa com dificuldades de toda a ordem, existe harmonia, satisfação, compreensão e afeto.
O que existe é a revolta e um enorme sentido de injustiça. A par da fome, da vergonha e da humilhação.
Diariamente, cresce o número de crianças mal amadas, rejeitadas, abandonadas, abusadas; ou pior: mortas.
Todos sabemos de que as instituições que visam acompanhar as crianças em risco, nem sempre funcionam e no devido tempo. Por vezes, nem chega ao seu conhecimento todos os casos limite.
Lembro que, já em 2005 havia 5000 crianças a viverem na extrema pobreza, só na área metropolitana de Lisboa. Atualmente serão muito mais.
As crianças que têm a felicidade (errónea) de crescerem em instituição de acolhimento, serão sempre crianças amarguradas que carregarão para sempre o estigma de não terem tido o amor da sua família. Muitas, sofrem de desvios de personalidade e depressões maiores.
As que têm a fortuna de serem (bem) adoptadas, nunca esquecerão que um dia foram rejeitadas e isso irá inegavelmente interferir no seu futuro. Mesmo que não se manifestem.
Quando alguém me expressa — por muita boa intenção que tenha — que considera o aborto um crime, não quero pensar (sequer) que a visão de uma criança desnutrida, mal agasalhada e infeliz, lhe dê prazer.
A responsabilidade social tem que falar mais alto do que os dogmas religiosos que acabam por destruir o verdadeiro sentido de humanidade.
A essas pessoas, dá-me vontade de perguntar, de quantas crianças pobres ela tomou a seu cargo a alimentação e a educação?
A resposta é simples: Depois de despejar uma série de considerações que a grada a todos ouvir, fecha a porta da sua casa e arruma na prateleira do esquecimento o sofrimento alheio.
Abençoadas todas as pessoas — imensas —, que se voluntariam a ajudar quem precisa.
Principalmente, os que utilizam o seu tempo livre para suavizar a vida dos sem-abrigo, das famílias necessitadas e das crianças que vivem em extrema pobreza.
Que fique bem claro; eu também sou pelo direito vida!
Mas, uma vida vivida, amada; no mínimo satisfatória.
Esta hipocrisia que domina a nossa sociedade, sem se aperceber, condena inocentes à miséria.
Pensem nisso!

MFG.


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