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Crônica
 
A CADEIRA DE BALANÇO
Por: Luiz Carlos Morete

A CADEIRA DE BALANÇO



Ela ficava sempre ali, na cadeira de balanço, fazendo seu crochê. E passava horas assim. Até que entrava correndo sala adentro, sua neta Silvinha. E já se preparava para contar histórias, pois era o que ela sempre pedia.
Com aquela cara de malandrinha ela chegava de mansinho como não quer nada.
- Oi, vó! Tudo bem?
- Tudo bem, querida. O que você quer?
- Conta uma história?
- Qual delas? A do vaga-lume arteiro?
- É.
-Mas já lhe contei um mundo de vezes! Não enjoou, não?
-É a minha favorita.
- Então vou lhe contar. Mas só mais uma vez, tá?
Ela mesma não acreditava, pois sabia que haveria muitas vezes para lhe contar a mesma história.
Com os olhinhos bem vivos, ela pediu:
- Posso chamar minhas amiguinhas para escutar também?
Com toda a paciência do mundo, pois adorava a neta, ela respondia:
-Claro que pode.
E de repente, após um grito, a porta se abria e entrava aquele bando de crianças, que se colocavam em volta da dona Zizi, para ouvir mais uma vez a história.
-Antes de começar – dizia ela – vou mandar a Maria fazer pipoca e chocolate para nós.
A criançada ficava toda alvoroçada de alegria. Era uma festa. E assim ia o resto da tarde, com seu crochê ficando de lado. Avó é avó mesmo, qual criança que não gosta? Faz todos os seus gostos.
Tempos felizes, mas que passa muito rápido. As crianças crescem como Silvinha cresceu, e só ficaram as lembranças. Lágrimas ameaçam descer dos seus olhos quando fica olhando para aquela cadeira de balanço, agora vazia. Quietinha ali no canto.












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