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Escritor ADhemyr Fortunatto
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Humor
 
O LOCUTOR AZARADO
Por: Escritor ADhemyr Fortunatto

PUBLICADO EM NOSSA COLUNA DO JR NOTÍCIAS, DE SÃO PAULO - SP, em 27.01.16

Talvez melhor que o Bodão não tivesse ido àquele trabalho. Mas na ganância de ganhar e na vaidade de aparecer, o danado foi. Mal chegou e instalou os equipamentos, notou que uma outra voz saía em sua caixa! ...
--- Oxe! Será fantasma? Só faltava essa agora... Pqp...
O gerente da loja educadamente avisou:
--- Assim, infelizmente, não vai dar pra você fazer o trabalho, Bodão.
Aí o Bodão, microfone em punho, saiu à procura do ‘invasor’. Encontrou vários locutores ali no centro de Diadema, mas nenhum que fosse quem ele queria. Um amigo, da área, deu-lhe dicas:
--- Bodão, o que você precisa é arrumar um microfone com fio. É que há outra pessoa em sua frequência. E não é culpa dela!
Aí o Bodão, vermelho e suando, voltou à loja. Ele tinha um microfone velho e sem fio na mochila velha. Instalou o tal microfone. Mas mal começou a divulgar a loja, eis que viu uma fumacinha saindo da sua caixa de som...
---Pqp ... Assim já é demais! Hoje tô zicado!
Desligou, sem saber o que fazer. Sentiu vontade de ir embora...
---Vou dar o fora, senão é capaz de eu incendiar até essa loja! ...
Mas insistiu. Religou a caixa. Parecia correr bem, mas percebeu que tanto a música quanto a voz estavam diferentes; a caixa perdera a potência. Tudo parecia desfavorecê-lo. Foi quando viu que a camiseta que a loja lhe dera para trabalhar estava toda cheia de graxa, do lado esquerdo. Sem querer ele encostara aonde não devia. Agora sujo, com uma caixa sem potência e um microfone sem fio, que não deixava que ele fosse longe. Estava muitíssimo calor, e ele ali, sem poder quase se locomover, naquele sol. Começou a sentir muita dor nas pernas. Parecia que elas iam dobrar. Súbito desligou a caixa, pegou suas coisas, disse ao Gerente que não estava se sentindo bem, recebeu e se mandou! Mais uma vez viu que quando uma coisa é para não dar certo, o melhor é desistirmos. Torceu para que o dinheiro que recebera ali desse para consertar a caixa. Que merda! ... Mais uma bodice!

Autor: Escritor ADhemyr Fortunatto
Outras histórias do Bodão você encontra em:
http://facebook.com/livrobodao

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