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Crônica
 
Tributo à Memória de Santo Aleixo
Por: Ivone Boechat

Quando o Senhor fez o desenho de Santo Aleixo, usou preciosos recursos naturais. Montou rios, cachoeiras, córregos, cascatas: com suas mãos contornou as montanhas e não poupou detalhes nos recortes assincrônicos.

Os vales de Santo Aleixo têm um carpete de variados tons de verde! Deu muito trabalho, porque não estava sendo feita uma cidade somente; Ele selecionava plantas e flores para a preservação da beleza natural! Depois, no silêncio da criação, testou o canto dos pássaros, tingiu begônias, variou nas samambaias... Gravou a assinatura digital do Dedo de Deus. “E viu Deus que era bom.”

É tão elegante romântico e discreto o encontro dos rios, tanto na calmaria como na enchente deles, num abraço ofegante de águas e pedras. Eles não se importam com o chuveiro de respingos nos entornos, porque é um prazer a mais sair batizando tudo ao redor.

Viver em Santo Aleixo é desfrutar diariamente do encontro de dois grandes fenômenos: o milagre da distância do barulho efervescente dos caldeirões sufocantes e o conforto da proximidade com as cidades serranas que emolduram. A natureza é cúmplice...

Santo Aleixo é seara onde se planta e colhe talentos. É palco para a gravação de comerciais de TV, grandes filmes, apresentação de atores, autores, jornalistas, mestres tecelões, cantores, atletas, escritores, poetas: gente que brilha! Aqui os Frutos da Terra resplandeceram e abriram espaço para semear.

Mário Rossi, um dos maiores compositores do Brasil, foi contramestre na Fábrica de Andorinhas, durante quatro anos. Foi a Santo Aleixo buscar inspiração para compor mais de 150 belas canções que foram gravadas por Vicente Celestino, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Anjos do Inferno, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Odete Amaral, Ângela Maria e muitos outros. Ao compor O destino desfolhou, tão bela é a música, que entusiasmou milhares de acordeonistas da geração dos anos 60 pelo Brasil a fora.

Armando Viana e sua esposa Marie Louise Matos, grandes artistas plásticos, fixaram residência em Santo Aleixo, durante muitos anos e ali, extasiados com a deslumbrante beleza, deixaram o acervo precioso que se expõe nos mais importantes espaços culturais do mundo.

Santo Aleixo provou que seus filhos, mesmo aqueles cujos nomes não constam da lista registrada dos ilustres, não fugiram à luta. Trabalharam 20, 30 anos, de pé, anos e anos, criaram seus filhos, com a maior dignidade e honraram com sua biografia a galeria dos homens de bem.

Escrever sobre Santo Aleixo é homenagear nossos pais!

Ivone Boechat

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