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Poema
 
ADVERSIDADE
Por: Tolentino e Silva

Do verso ao adverso
Do atribulado ao virtuoso
Do destino fácil ao complicado
Ao pão minguado, trabalhoso

Do aziago ao bem-aventurado
Do funesto ao bem-dizer
Do agourento ao bendito
Do nefasto ao bem-querer

Do desgraçado, sem sorte
Seja no Sul ou no Norte
Calamitosa amargura
Às vezes roga pela morte

Um fluxo de vidas errantes
Num andamento tamanho
Percorrem lado a lado em movimentos
Migalhas pelos caminhos apanhando

E a vida não muda o curso
Não os guia a estrela
Um trajeto afanoso, doído
Semblantes rígidos, sem auréolas

No comercinho sobrevivem
Aos trancos e barrancos
Nos arrabaldes da cidade
Não há pessoas cultas, apenas broncos

Brutos, ignorantes
A vida os fez como o são
Parvos, lerdos, tolos, como queiram
É um povo, é gente, Josés, Geraldos, Sebastiãos

São irmãos, filhos de Deus
Esquecidos nos cantos seus
Bate-orelhas, modorrentos
Comem o que vem, vestem o que têm, os trapos
Costurados a pontos largos
Da justiça cega sedentos

- Socorro!
Pedem todos os dias.
- Quem os ouve?
- Ninguém!
São gritos que não ecoam,
Vão-se, assim como o trem!




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