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Resenha
 
Há dores influídas n'alma que jamais se curam
Por: Marlene A. Torrigo

Eu assisti o documentário sobre a antiga banda de rock irlandesa, The Miami Showband, cujos seis integrantes foram chamados de os beatles da Irlanda. Fazendo um sucesso tremendo e subindo cada vez mais nas paradas de sucesso, no dia de 31 de julho de 1975 - época em que aconteciam intensos conflitos na Irlanda - quando voltava para casa após uma apresentação em danceteria, a banda foi abordada por extremistas numa estrada. Confrontados com o inimaginável, três dos integrantes da banda foram mortos ali mesmo e os outros ficaram bastante feridos. Stephen Travers, baixista, foi atingido, mas sobreviveu. Atualmente, mais de 40 anos após o atentado, ele insiste na luta para descobrir quem foi o mandante do ataque covarde daquele dia.

Àquela época, dois dos extremistas morreram na explosão da bomba colocada no carro da banda e dois acabaram presos. Mas, Stephen, luta até hoje para saber quem foi o mandante do ataque, que ele julga pertencer ao alto escalão do governo. O documentário é emocionante, como quando Stephen afirma sofrer de transtorno permanente de personalidade. Imagine-se, em pleno auge do sucesso, idolatrados por seus fãs, seis jovens amigos sofrem um ataque terrorista no qual três deles ficaram despedaçados.

Para os fãs brasileiros que tiveram que aceitar a morte trágica dos Mamonas Assassinas, ocorrida em acidente aéreo, em que perdê-los representou uma tragédia terrível, pensemos no terror que representou para os jovens irlandeses perder uma banda de rock em plena ascensão, sendo parada num bloqueio para ser exterminada à mando de um psicopata.

Que mal a banda fazia a não ser o bem de dar alegria e felicidade a jovens desiludidos com os rumos do seu país, uma geração que não usufruía das mesmas regalias dos jovens de outros países? A música para eles representava entretenimento, terapia para suportar décadas de terror, de 30 anos rígidos onde dor e sofrimento estavam por toda parte. Há dores influídas n’alma que jamais se curam e o assassinato dos jovens da banda abriu uma chaga incurável no coração da Irlanda.

“O Transtorno Permanente de Personalidade caracteriza-se por uma atitude hostil ou desconfiada em relação ao mundo, isolamento social, sentimento de inutilidade (vazio) ou desesperança e um sentimento crônico de estar "no limite", como se estivesse constantemente ameaçado. As alterações estão presentes por pelo menos dois anos e o estresse é tão extremo que é desnecessário considerar a vulnerabilidade pessoal para explicar seu profundo efeito sobre a personalidade. Os estressores típicos mais relacionados à essas alterações de personalidade incluem experiências em campos de concentração, desastres, cativeiro prolongado com iminente possibilidade de ser morto e exposição prolongada a situações de risco de vida tal como ser vítima de terrorismo e de tortura. O Transtorno do estresse pós-traumático, que atinge cerca de 9,2% da população, passa a ser classificado como uma modificação permanente de personalidade quando persiste por mais de dois anos.” (Web)


(O documentário está disponível na Netflix, com o título O massacre da Miami Showband)



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