A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Incoerência entre o que se ouve e o que se vê
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quem tem dúvidas sobre a divisão do bolo entre a população?


Como um desempregado apartidário vê a situação comparando as declarações de membros do governo federal e empresários, carregados de otimismo para o futuro do país, com as manchetes que a mídia tradicional estampa sobre o que está acontecendo? Será que o anúncio de greve nos Correios e a demissão de 185 engenheiros na General Motors, em São Caetano do Sul – SP, são manifestações dos que torcem contra o país? O curioso é que os dois casos envolvem empresas públicas e privadas. Se a economia está se recuperando... Por que isso?
A obsessão por corte de gastos continua sendo a bandeira de luta da nova administração. O problema é que a crise gerou uma queda na arrecadação e somente cortar não resolve mais. Talvez para cobrir essas perdas, o secretário-adjunto da Receita Federal, apresentou uma proposta de imposto que funcionaria de forma semelhante ao CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira). Ao saber disso, Bolsonaro mandou demitir o secretário do Órgão, o senhor Marco Cintra. Mas será que isso significa que a medida foi cancelada?
Os noticiários informaram que o governo avalia um aumento no valor do financiamento das campanhas eleitorais para 2020, de R$ 1,87 bilhão para R$ 3,7 bilhões. A preocupação dos que dependem dos serviços públicos é que para atender os interesses dos políticos o governo terá que fazer mais cortes porque o teto de gastos engessa o orçamento do próximo ano. Isso reforça a crença que a volta do imposto substituto do CPMF é certa. Como esperar que o Executivo despreze uma solicitação do Legislativo? Longe de pensar que é “um toma lá, dá cá”, mas...
Para não ficar sem as declarações polêmicas, com o presidente em recuperação pós-cirurgia, o filho dele, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), postou no twitter que o Brasil não terá transformações rápidas por vias democráticas. Logicamente isso provocou uma enxurrada de críticas, principalmente da oposição. Qual seria a intenção dele ao fazer uma declaração com este teor? O seu irmão Eduardo, o aspirante à Embaixada dos Estados Unidos, disse que não teve “nada demais” e ainda o comparou a Winston Churchill, o famoso primeiro-ministro britânico.
Mas não é só do círculo restrito do governo que saem declarações ofensivas para o cidadão comum. Chegou ao conhecimento público que um procurador de Minas Gerais, o senhor Leonardo Azeredo dos Santos, durante uma sessão da Câmara de Procuradores do Ministério Público de Minas Gerais, declarou “como é que o cara vai viver com R$ 24 mil?” Confessou que toma antidepressivos para contornar o baixo salário. Talvez uma solução para ele seja fazer um estágio com um trabalhador que ganha um salário mínimo. Quem sabe? Como corrigir injustiças?
Infelizmente o desfavorecido não vê nenhum motivo para acreditar que os cortes nos serviços essenciais básicos, voltados para a camada da base da pirâmide, seja a solução para conter a gastança de verba pública. Alguém lembra quando se ventilou que a Reforma da Previdência atingiria os militares? Um dos fardados de alta patente chiou e perguntou ao entrevistador se ele aceitaria que mexessem nos seus direitos. Ou seja, os mais pobres sabem que o sacrifício, para o bem de todos e felicidade geral da nação, será totalmente deles.
Diz o ditado que o brasileiro nunca desiste. A polarização que os manipuladores queriam na sociedade já é uma realidade. Qual seria o grande obstáculo a ser vencido depois que o país está claramente dividido e as pessoas veem inimigos em qualquer divergência de opinião, preferência religiosa e sexual, direitos constitucionais e outras regras de conduta do dia a dia? Enquanto as pessoas insistirem em vencer um inimigo que não existe, a luta será em vão. Quem sabe deixar de procurar erros nas gestões anteriores e focar no que precisa ser feito no momento.


J R Ichihara
12/09/2019

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: YBQN (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.