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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Esquivando-se das responsabilidades?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A zona confortável de quem não precisa dar satisfações


Longe vai o tempo que as pessoas assumiam as suas responsabilidades em qualquer atividade da vida cotidiana, assim como nas gestões públicas. Os pais reconheciam as falhas na educação dos filhos, os profissionais admitiam os seus erros, os representantes do povo não se esquivavam dos problemas colocando a culpa nos subordinados ou nos seus antecessores. Mas hoje elegeram termos para dourar a pílula e tudo ficou menos claro para a população brasileira. Transparência, país acima de tudo e ninguém está acima da Lei. Os fatos confirmam isso?
Os problemas crônicos do Brasil, pelo menos os elencados pela maioria, são corrupção, violência e atendimento de baixa qualidade nos serviços essenciais como educação e saúde. À parte a legenda partidária de quem já comandou o país, quando o povo sentiu que chegamos próximo do mínimo aceitável para classificar alguém como cidadão? Por isso, a cada eleição as pessoas saem à caça de um salvador da pátria, um herói, aquele que vai resolver todos os problemas num piscar de olhos. Como pensar em desenvolvimento se não oferecemos o básico?
Mas todo novo governante assume cheio de boas intenções e reacende a esperança dos mais necessitados. Estabelecem as prioridades e colocam as mãos na massa para mostrar a que veio. Mas como o contribuinte percebe que as mudanças necessárias estão acontecendo? Pelas declarações ou o dia a dia se encarrega de mostrar a realidade? Para o cidadão comum, aquele que só quer viver dignamente, as frases prontas, especialmente as de efeito, pouco mudam se isso não está comprovado na prática – isso pouco altera a situação de crise que ele enfrenta.
Qualquer iletrado no mundo tem consciência do tratamento que recebe das autoridades. Ninguém precisa ser doutor para saber que é um excluído, muito menos que o poder público é indiferente com isso. Portanto, não adianta insistir que tudo tem melhorado se esta afirmação não vem de quem sente a mudança de tratamento. Isso pode até conter a insatisfação dos atingidos, principalmente se o direito de expressão é negado, mas uma população revoltada é o pior inimigo que um governo pode enfrentar. Chega-se até ao ponto de nada ser considerado como positivo.
A mídia divulgou o triste episódio da morte de uma criança de 8 anos, no subúrbio do Rio de Janeiro que foi atingida durante um operação policial. Ela estava dentro de uma Kombi quando a bala a atingiu nas costas. Foi levada ao atendimento médico, mas veio a falecer. Seria mais um caso que acontece frequentemente nesta cidade, mas a declaração do governador do estado, um defensor ardoroso de uma atuação mais rigorosa da polícia – atirar em qualquer um que estiver portando uma arma – foi cirúrgica. O culpado por mais esta morte é o crime organizado!
O país ainda não sabe quem foi o autor do disparo que ceifou a vida de Ágatha Vitória Sales Félix, a menina de 8 anos atingida no Rio de Janeiro. Os moradores disseram que a polícia atirou em uma moto que passou e acertou na Kombi; os policiais disseram que foram atacados de forma simultânea por marginais da localidade. Enquanto isso, todos lamentam o caso, que será considerado como mais uma triste fatalidade e a vida segue como se nada tivesse acontecido. O método do governador não protege as crianças inocentes, mas ele disse que é o caminho certo.
Infelizmente o país vê um imobilismo das pessoas diante de tanta falta de responsabilidades com educação, saúde e segurança. Os canais de comunicação com o povo, bastante utilizados pelos apoiadores do Mito, estão recheados de mensagens contendo incitação ao ódio e palavras de baixo calão, mas nenhuma notícia que sinalize que há um plano de governo para mudar tudo que considerava errado e inútil. Mas não precisa muito esforço ao rever os vídeos onde o atual presidente, ainda deputado federal, falou o que achava do seu país e das pessoas.


J R Ichihara
24/09/2019

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